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As pessoas que gostam de ouvir música
de qualidade às vezes não percebem
que o som que está sendo reproduzido por
um CD é o resultado do trabalho de uma
grande equipe que atua desde a composição
das músicas até a embalagem final
dos discos.
O trabalho técnico dessa complexa cadeia
produtiva tem início no estúdio
de gravação. É ali que
o talento dos compositores, músicos,
cantores e diretores artísticos é convertido
pelos técnicos de gravação
em impulsos elétricos analógicos
ou digitais que finalmente são armazenados
nos CD´s nos formatos ópticos e
magnéticos. Entretanto, o processo não é assim
tão simples.
Nos estúdios de gravação,
o som proveniente dos vocalistas ou dos instrumentos
musicais, tem que ser captado na forma mais
natural possível. Para isso, é preciso
impedir a entrada de ruídos ou outros
sons do ambiente externo. É necessário
também evitar reverberações
ou rebatimentos internos que acabam por alterar
o comportamento das ondas sonoras, comprometendo
a fidelidade do som. Pois, apesar de todo avanço
tecnológico, o comportamento sonoro
ainda depende do meio físico onde o
som se propaga. Por esta razão, é imprescindível
que os estúdios de gravação
tenham o tratamento acústico adequado.
O ESTÚDIO COMEP (Comunicação
Musical Editoras Paulinas), mantido pelo trabalho
das Irmãs Paulinas, é um dos poucos
no país cuja sala comporta a gravação,
ao vivo, de uma orquestra. Conta com dois pianos Steinway
E Sons de ¾ de cauda e um piano
Rud. Ibach Sohn de cauda inteira.
A sala de gravação do estúdio
A tem dimensões excelentes para qualquer
tipo de gravação. Medindo 13
m de comprimento por 9 m de largura, e com
um pé direito de 4,5 m, essa sala tem
ainda paredes laterais, painéis articulados,
que permitem o ajuste acústico do ambiente,
tornando-o mais “vivo” quando necessário.
Além da sala principal, existem quatro
cabines (soundlocks) para isolar alguns instrumentos
durante as gravações. Os sons
são captados por microfones
de alta qualidade tais como: NEUMANN, SEENHEISER,
BRUEL & JAER, AKG e outros, e transferidos
para uma console AMEK GALILEO com 56 canais
e para os pré-amplificadores MANLEY,
AVALON ou NEVE.
Ainda que a maioria das gravações
seja efetuada digitalmente no sistema PROTOOLS HD,
a opção analógico-digital
também é possível, pois
mantemos dois gravadores STUDER A 827 com 24
canais que utiliza fitas de duas polegadas
além de gravadores digitais ADAT, podendo
estes funcionar sincronizados com o Sistema
PROTOOLS HD.
A sala da técnica também é bem
ampla, permitindo gravações diretas
com muito conforto. Há ainda o estúdio
B, que apesar das dimensões modestas, é bem
equipado, oferecendo condições
técnicas equivalentes às do estúdio
A.
O estúdio B é bem flexível,
permitindo gravações a partir
da sala do estúdio A.
Após a conclusão das gravações
em múltiplos canais, os sons têm
que ser agrupados por um processo chamado mixagem,
de forma que o produto final seja estereofônico
para a produção de um CD, ou “surround” no
caso do DVD.
Concluída a mixagem, passamos para o
processo de masterização, que é a
preparação de um CD-Master, que
dará origem às matrizes, para
fabricação dos CDs.
O processo de masterização é efetuado
em uma sala separada, com tratamento acústico
e equipamento adequado para esse fim, conhecido
como “work station”. Nessa etapa
o CD é configurado, os sons são
nivelados e os códigos legais inseridos.
Na COMEP o sistema utilizado para masterização é o “Sonic
Solutions”.
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