 |
Harmonias da vida
na pauta da educação
Desde que se conhecem dados de uma educação formal nas civilizações clássicas do Oriente e do Ocidente, os currículos revelam que a formação integral, pautada por uma espiritualidade e uma ética para a convivência, nunca prescindiu do conhecimento e da prática musical. As sociedades centradas na oralidade, da mesma forma, conservam por milênios as tradições sagradas em seus cânticos, danças e instrumentos.
Expressar idéias e sentimentos em formas estéticas é ação humana que envolve a mente, a imaginação, a liberdade, a sensibilidade, a intuição da transcendência, o poder criador e transformador. Por isso a linguagem da arte, seja ela música, dança, desenho, pintura, poesia, tudo o que inclui gesto, imagem, palavra, ritmo, símbolo, tem no Ensino Religioso, a função de elaborar e comunicar saberes culturais e vivenciar valores éticos e estéticos na procura de significados para a existência.
A cultura, tanto erudita como popular, de nosso país tem na música uma evidente comprovação do valor de suas matrizes: diversificadas, mas não contraditórias; diferentes, mas não adversárias; originais e únicas, mas capazes de compor harmonias e sinfonias, no igual direito a figurar no currículo da formação básica cidadã, integral e transformadora que a escola deve garantir à população brasileira.
Maria Inês Carniato
Diretora de redação
|
 |