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Editorial
A DIÁLOGO – REVISTA DE ENSINO RELIGIOSO, nesta edição discute uma questão crucial na atualidade, Os Fundamentalismos Religiosos. Podemos pensar: “Por que uma revista com essa temática? Ora, ora, eu não discrimino as pessoas por causa de religião, partido político, cor, raça...”
Pois é, conhecer e estudar essa temática hoje é fundamental. A nossa sociedade faz um apelo constante para as pessoas viverem e terem atitudes de tolerância nas mais diversas esferas da convivência humana, inclusive a religiosa.
Também é importante saber o que significa “fundamentalismo”, termo tão comum hoje. Quando começou a ser utilizado e por quê? É adequado atribuir essa denominação a qualquer tipo de movimento religioso? Por que os fundamentalismos parecem estar tão evidentes atualmente? São perguntas como essas que precisamos responder e ajudar os educandos a fazer a experiência da convivência serena com todas as manifestações religiosas.
Podemos afirmar que os fundamentalismos religiosos estão presente em todas as religiões durante todas as épocas da história da humanidade. Porém, atribuir o fundamentalismo somente com a dimensão religiosa é incorrer num erro, pois está presente também nos sistemas políticos sociais que com suas convicções ferrenhas desejam impor o seu domínio sobre os demais. Por extensão de sentido o termo fundamentalismo passou a ser usado pelas Ciências para significar uma crença irracional e exagerada, uma posição dogmática ou até certo fanatismo em relação a determinadas opiniões, como em Economia ocorre com o “fundamentalismo de livre mercado”.
A revista DIÁLOGO deseja contribuir na discussão sobre a importância da religião na vida das pessoas, seja qual for a crença, e assim, cada uma, a partir daquilo que lhe é comum com as demais religiões possam construir juntas o bem comum e a paz no mundo.
A direção
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