Evangelho do Domingo

Data de publicação: 22/03/2013

Ilustração: Sergio Ricciuto ConteDomingo de Ramos e da Paixão do Senhor

Ano C – 24 de março de 2013

Por cônego Celso Pedro da Silva

Lc 19,28-40; Is 50,4-7; Sl 21 (22); Fl 2,6-11; Lc 22,14 – 23,56


A comunidade cristã se reúne hoje para celebrar a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e no próximo domingo celebrará a ressurreição de Jesus. Assim, os que só podem participar da missa do domingo se unem hoje ao mistério da morte de Jesus na cruz e celebram sua vitória gloriosa sobre a morte no domingo seguinte, Domingo da Páscoa da Ressurreição. Esta é a última semana de Jesus. Ele entra em Jerusalém, e fazemos a memória dessa entrada com a bênção e procissão dos ramos, celebra a última ceia com os seus discípulos na Quinta-Feira à noite, quando terminamos a Quaresma e iniciamos o Tríduo Sacro. Sexta-Feira Santa é o dia da morte de Jesus na cruz. Não celebramos Missa nesse dia, ou seja, não há consagração do pão e do vinho. Há sim uma grande liturgia feita de leituras, cânticos e orações, bem próxima do estilo da Igreja primitiva. Recebemos a comunhão com as Hóstias consagradas na Quinta-Feira Santa. E, no Sábado, a liturgia das liturgias é celebrada à noite. É a vigília da Páscoa da Ressurreição, o dia da vitória, da certeza do caminho iniciado, da energia do Ressuscitado, que penetra em nós e se expande pelo universo afora. Hoje entramos com Jesus em Jerusalém para dar início a todos esses acontecimentos da nossa salvação.

Todo mundo está alegre pelo que viu, diz São Lucas, e a multidão aclama o Rei que vem em nome do Senhor. O evangelista narra em seguida a paixão de Jesus, o mártir perfeito, que ora por si e por todos e tem junto de si os seus discípulos fiéis. A narração começa com a ceia: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim. Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que é derramado por vós”. O sangue do Justo será derramado até o fim. Sangue do perdão: “Pai, perdoa-lhes”. Sangue da esperança de salvação: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Sangue da entrega total: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.

O que aconteceu na tarde daquela Sexta-Feira Santa não foi um acontecimento do qual nos recordamos com gratidão. Não nos reunimos para lembrar o que Jesus fez, chorar com Ele, pedir perdão e agradecer. O que aconteceu naquela tarde continua acontecendo, como algo que se prolonga e se expande. O que aconteceu acontece cada vez que nos reunimos para celebrar a Santa Missa. A Santa Missa é a atualização da Ceia e da Cruz. Ao celebrarmos, entramos todos no Cenáculo e nos sentamos à mesa de Jesus, e em seguida subimos a colina do Calvário para morrer com Ele na cruz. Nossa Igreja paroquial, nossa capela, nosso lugar de celebração se tornam o Cenáculo e o Calvário. “Fazei isto em memória de mim”, é o que fazemos.

Se compreendermos que a Santa Missa, dominical ou semanal, não é um simples ato de devoção e sim a presença aqui e agora da oferta sacrifical do Senhor feita um dia no passado, então a nossa vida se tornará um grande ofertório, com prefácio, consagração, comunhão, oração. Será a “missa sobre o mundo” no “coração das massas”.

Pense na cola que usamos para juntar uma coisa à outra e pense em se colar a Deus na sua obra de criação e redenção em Jesus Cristo. O caminho unitivo começa e termina no Cenáculo e no Calvário, dois lugares de um único acontecimento.

Fonte: Família Cristã
Inserido por: Família Cristã




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