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A obra nos propõe um conjunto de 31 meditações sobre o texto de Lc 15,1.11-23, em que ressalta a figura do filho, que quis viver com seus próprios meios e se deu mal; a figura do pai, cheio de misericórdia, que confere título à obra; e, finalmente, a figura dos que não reconhecem o clima de gratuidade em que somos todos chamados a viver como irmãos e que, por isso, tornam-se incapazes de ser verdadeiramente felizes.
O autor passa constantemente de uma reflexão cultural, em que medita sobre o destino do mundo cristão ocidental, a uma reflexão espiritual, sobre o sentido de nossa própria vida, da tomada de consciência de nossos pecados ao encontro surpreendente e feliz da misericórdia do Pai. Temos aqui um roteiro de leitura orante, em que nos é sugerido como fazê-la, menos pelo enunciado dos princípios que a comandam e mais pela prática efetiva dessa forma de ler a Escritura, com base num das mais belas e significativas passagens do Novo Testamento.
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