| Neste último
mês do ano 2008, trazemos para nossa reflexão
um tema de grande importância, que encerra a
primeira carta de Paulo aos coríntios: o amor.
Essa palavra tão pequena, encerra a profundidade
e a imensidão dos oceanos! Amar é sublime!
Mas, amar não é fácil! Nós
constatamos, durante este ano, como Paulo –
o Apóstolo, dedicou sua vida ao amor, tanto
antes como depois de sua conversão, do judaísmo
para o cristianismo. Como judeu, ele foi fiel aos
princípios religiosos e lutou para defender
sua crença em Deus e a prática da Torá.
Após o chamado, entregou-se fervorosamente
ao anúncio do evangelho, tendo sido o Apóstolo
dos gentios, isto é, do povo não judeu.
A resposta de Paulo foi radical. Viveu como verdadeiro
cristão, numa doação total, de
corpo e de mente voltados para Cristo, a quem amou
entranhadamente e que passou a ser a meta de sua vida.
Ele queria que todas as pessoas se convertessem ao
cristianismo, que amassem a Jesus como ele mesmo o
amou, a ponto de entregar sua vida para estar com
ele eternamente e, ao mesmo tempo, continuar entre
nós.
Paulo deixou-nos uma herança inestimável
e duradoura: seus escritos, que fazem parte do Segundo
Testamento. Neles encontramos suas palavras que nos
incentivam a conhecer e a amar a Trindade Santíssima:
Pai, Filho e Espírito Santo. Apoiado nessas
três pessoas, Paulo suportou as durezas da vida
missionária e ofereceu seus sofrimentos pelo
anúncio do Evangelho. Ele fez tudo por amor.
De fato, Paulo diz no capítulo 16,13 da primeira
carta aos coríntios: “Estejam alertas,
fiquem firmes na fé, sejam corajosos, sejam
fortes. Que tudo o que vocês fizerem seja feito
com amor.” E termina esta carta dizendo, no
versículo 24: “Que o meu amor esteja
com todos vocês, pois estamos unidos com Cristo
Jesus.”
Como podemos notar, Paulo nos mostra como o amor cria
raízes. Ele esteve entre os coríntios
e, conhecendo-os, amou-os. Seu amor era sincero e
nós o percebemos pelo final da carta, em que
ele demonstra colocar em prática o que escreveu
no capítulo 13 sobre o amor, e que foi o tema
das nossas reflexões no mês de outubro:
o belíssimo Hino ao amor Cristão. Agora,
no capítulo 16, Paulo confirma concretamente
seu amor ao próximo, convidando os cristãos
a “ajudar o povo de Deus da Judéia”.
Ele sugere aos cristãos: “todos os domingos
cada um de vocês separe e guarde algum dinheiro,
de acordo com o que cada um ganhou. Assim, não
haverá necessidade de recolher ofertas quando
eu chegar. Depois que chegar, eu enviarei, com cartas
de apresentação, aqueles que vocês
escolherem para levar a oferta até Jerusalém.
Se for conveniente que eu também vá,
eles farão a viagem comigo” (I Cor 16,1-4).
Paulo está repleto de zelo pelos cristãos
de Corinto, mas não pretende estacionar. Ele
lança o olhar bem distante e traz para o seu
coração as pessoas já conhecidas
e atraídas por Cristo, mas abrange com seu
olhar todos os povos que ainda não o conhecem.
Seu desejo é levar todos para Jesus, o Crucificado
e morto para dar vida a todos. Ele se sente obrigado
a trabalhar pela salvação de todas as
pessoas e quer vê-las voltadas para Cristo.
Sua gratidão a Jesus pelo dom da graça
recebida, não lhe dá descanso. Ele quer
salvar o mundo. Quer sacrificar-se ao máximo,
até dar a última gota de seu sangue
por amor a Jesus, em benefício de toda a humanidade.
No seu zelo pela evangelização, Paulo
fez planos e se lhe tivesse sido possível,
teria visitado a todos os povos existentes de sua
época. Ele foi um apóstolo incansável!
Enfrentou a todas as adversidades advindas, por amor
a Jesus Cristo.
No final desta carta, Paulo se manifesta dócil,
amoroso, compreensivo, aberto, dedicado ao cuidado
dos novos cristãos, fazendo recomendações
carinhosas a todos. Suas palavras demonstram amor
e cuidado pelos coríntios, aos quais ele se
dedica e se revela como verdadeiro pai. São
palavras também para nós hoje e convém
conhecê-las e praticá-las. Vamos ler?
“Estejam alertas, fiquem firmes na fé,
sejam corajosos, sejam fortes. Que tudo o que vocês
fizerem seja feito com amor. Vocês conhecem
Estéfanas e a família dele. Vocês
sabem que eles foram os primeiros cristãos
convertidos na província da Acaia e que eles
têm se dedicado ao serviço do povo de
Deus. Peço a vocês, meus irmãos,
que sigam a orientação deles e dos outros
que os ajudam e trabalham com eles.
Eu estou alegre com a vinda de Estéfanas, de
Fortunato e de Acaico, pois eles fizeram o que vocês,
por estarem ausentes, não podiam fazer. Eles
me animaram muito e sei que animaram a vocês
também. Gente como essa merece elogios.
As igrejas da província da Ásia mandam
saudações. Áquila e a sua esposa
Priscila e a igreja, que se reúne na casa deles,
mandam saudações cristãs a vocês.
Todos os irmãos daqui mandam saudações.
Cumprimentem uns aos outros com um beijo de irmão.
Escrevo isto com a minha própria mão:
Saudações de Paulo... “Marana
ta” – “Vem, nosso Senhor”.
Que a graça de nosso Senhor Jesus esteja com
vocês! E que o meu amor esteja com todos vocês,
pois estamos unidos com Cristo Jesus! (16,13-23).
Essas palavras de Paulo são também para
nós hoje. É certo que vivemos em outros
tempos e lugares, mas a Palavra de Deus é dirigida
a nós também. Não importa a maneira
como ela chega até nós, mas o que importa
é que ela é palavra de vida eterna,
é luz que nos guia nos caminhos da vida, apontando-nos
aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida:
Jesus Cristo.
Responda:
As
atitudes de Paulo expressas nesta carta, tem algo
a nos ensinar hoje?
Qual
é a forma concreta com a qual expresso minha
solidariedade com os pobres pobres e necessitados?
Entre em contato conosco: sab@paulinas.com.br.
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