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A cultura da comunicação e a evangelização - II
(Joana T. Puntel)
A opção da Igreja por inserir-se na cultura da comunicação não é apenas estratégica, mas é evangélica, porque Jesus é o modelo e o paradigma da nossa comunicação como seus discípulos e missionários (cf. EI 33). Ele é o comunicador por excelência e nos mandou proclamar de cima dos telhados e para todos os povos a Boa Nova do Reino. Jesus se comunicava com a vida e com a palavra, a partir de dentro da experiência, da linguagem, da mentalidade e da cultura do povo. E devemos fazer o mesmo.
As profundas, abrangentes e rápidas mudanças das tecnologias de comunicação têm a ver com a vivência da fé cristã, pois estamos imersos numa cibercultura, na cultura virtual. É cada vez mais difícil ser cristão sem levar em conta a cultura da comunicação, que chega com alta velocidade aos mais longínquos recantos do mundo, às pessoas desde a tenra idade. Um impressionante universo de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensamento e de valores se desenvolvem, se multiplicam e se transmitem, exercendo decisiva influência sobre a compreensão e vivência da religiosidade e da fé. Daí a importância e o convite para a Igreja conhecer a fundo, refletir e iluminar esse revolucionário mundo da cultura midiática, que sempre mais provoca a mudança de paradigmas, de linguagens e métodos pastorais na evangelização atual.
A Igreja para ser fiel a Jesus comunicador, precisa inserir-se na vida do povo, que é construída cada vez mais pela cultura midiática, que tem expressiva influencia nos relacionamentos humanos, especialmente na afetividade, no imaginário, na canalização dos sonhos, desejos e ambição, na formação de valores, hábitos e costumes, e na formação da opinião pública.
Após essa rápida análise do momento que vivemos, surge o momento desafiador do como Agir
Enumeramos abaixo alguns desafios e vertentes para a Igreja quanto à cultura da comunicação:
. O discípulo missionário, hoje, necessita adquirir a linguagem e o uso próprio dos meios de comunicação como condição para uma fecunda evangelização.
. Conhecer a fundo e de modo profissional a cultura da comunicação.
. Investir na formação para a cultura da comunicação. Para isso, introduzir como obrigatória a disciplina cultura da comunicação na formação de presbíteros, religiosos e líderes católicos. (cf. CP 107, 111; AN 28). Essa formação na comunicação é, na verdade, condição sem a qual não é possível exercer, hoje, um apostolado eficaz na sociedade (cfr. Congregação para a Educação católica: Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis ).
. Garantir o cumprimento das orientações pastorais da Igreja para a comunicação nos diversos meios que a ela pertencem ou agem em seu nome.
. Estimular a articulação tanto dos agentes da comunicação quando das organizações comunicativa da Igreja.
. Trabalhar a formação da consciência crítica desde a idade infantil (cf. Ética nos meios de comunicação social, 25 e Igreja e Internet, 11)
. Preparar comunicadores profissionalmente competentes e comprometidos com a fé, a Igreja e a evangélica transformação da sociedade.
Cenário
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