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Igreja celebra 42o. Dia Mundial das Comunicações - I
(Helena Corazza, fsp)*
No dia quatro de maio, domingo da Ascensão do Senhor, a Igreja católica celebra o 42º. Dia Mundial das Comunicações. Esta data foi instituída pelo Concílio Vaticano II, em quatro de dezembro de 1963, com o decreto sobre as Comunicações, intitulado Inter Mirifica -“Entre as coisas maravilhosas”.
A tomada de consciência da importância da comunicação para o mundo atual, é renovada em cada ano com um tema especial que o Vaticano envia para o mundo. Desta vez, o papa Bento XVI pede que se reflita sobre a temática Os meios: na encruzilhada entre protagonismo e serviço. Buscar a verdade para compartilhá-la. Este enunciado quer chamar a atenção sobre a missão dos meios de comunicação no serviço à sociedade, uma vez que há um crescente risco de eles se tornarem referência de si mesmos, diminuindo a preocupação de estarem a serviço da verdade, que precisa ser buscada e compartilhada.
A mensagem do papa traz a metáfora da encruzilhada, que faz pensar na necessidade de escolha. Sabemos que a produção da comunicação está nas mãos de pessoas e, por sua vez, de empresas que fazem da comunicação “o seu negócio” e, cultura, nem sempre é tão lucrativa quanto se espera. Sem dúvida alguma, aqui se estabelece uma encruzilhada entre o conteúdo a ser anunciado, um serviço de informação carregado de valores humanos e culturais, e o lucro, também entendido como busca dos próprios interesses e não necessariamente, o serviço à sociedade. Encruzilhada entre protagonismo e serviço
A palavra protagonismo significa aquele ou aquela que protagoniza, “personagem principal”, também entendido como personagem central de uma ação. No sentido positivo reporta à participação, ao compromisso, à participação em primeira pessoa. Muitos são os projetos que chamam a atenção para o protagonismo, neste sentido positivo.
Mas a chamada de atenção da mensagem do papa é outra. Acontece que grande parte dos meios de comunicação, que por sua natureza tem a função de informar, entreter e educar, não tem como preocupação primeira esses pressupostos, mas a audiência, o lucro a qualquer preço.
* Helena Corazza, fsp é jornalista e mestra em Ciências da Comunicação pela USP
continua....
Cenário
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