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1ª
Parte - "Novas tecnologias, novas relações.
Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de
amizade”
Introdução
Com o intuito de colaborar na reflexão da mensagem
do Papa Bento XVI para o 44º DIA MUNDIAL DAS
COMUNICACÕES: "Novas tecnologias, novas
relações. Promover uma cultura de respeito,
de diálogo, de amizade” apresentaremos neste
espaço (Cenário Cultural) – durante
três meses - um artigo de autoria da Profª Ir.
Joana T. Puntel* .
Há quarenta e três anos, o Magistério
da Igreja, através das mensagens dos Papas Paulo
VI, João Paulo II e, atualmente, Bento XVI, acompanham
o desenvolvimento e as contínuas mudanças
que ocorrem no âmbito da comunicação,
um fenômeno em contínua transformação,
na explosão de sua criatividade, de suas articulações
e de suas conseqüências na sociedade contemporânea.
O primado de tais mensagens, segundo a missão fundamental
da Igreja, tem sido sempre a de colocar a pessoa humana
como centro do papel histórico e da função
que os meios de comunicação têm na construção
do viver humano, segundo a sua vocação basilar
de ser humano e filho de Deus.
Sobre
o Dia Mundial das Comunicações
É sempre importante mencionar a origem e trajetória
do Dia Mundial das Comunicações a fim de que
se crie uma cultura sobre a profundidade de um “mandato”
da Igreja, que passa despercebido, inclusive, por vários
setores da Instituição. Trata-se de algo solicitado
pelo Concílio Vaticano II, quando a Igreja, levando
em consideração as profundas transformações
da sociedade e avanços na área tecnológica
em todos os setores, percebeu, também, o seu “despreparo”
neste campo. Assim, a ela entendeu que, a respeito da comunicação,
não bastava apenas a profissionalização
e competência técnica no uso dos meios, mas
o compreender a evolução da comunicação,
na suas mais diferentes expressões, como linguagem,
cultura e, sobretudo, como elemento articulador da sociedade.
Encontramos a afirmação, então, no
Decreto Inter Mirifica (n.18): “Para reforçar
o variado apostolado da Igreja por intermédio dos
meios de comunicação social celebre-se anualmente,
nas dioceses do mundo inteiro, um dia dedicado a ensinar
aos fiéis seus deveres no que diz respeito aos meios
de comunicação, a se orar pela causa e a recolher
fundos para as iniciativas da Igreja nesse setor, segundo
as necessidades do mundo católico”.
Com a finalidade de levar adiante a atenção-ação
nesse importante setor da comunicação, e lembrando
o reconhecimento que o decreto Inter Mirifica (Concílio
Vaticano II) externara sobre a importância da comunicação,
o Papa Paulo VI, cria, em 1964, através do documento
In fructibus multis, a Pontifícia Comissão
para as Comunicações Sociais, com a finalidade
de coordenar e estimular a realização das
propostas dos Padres Conciliares.
A fim de colocar em prática as recomendações
já mencionadas, a Pontifícia Comissão,
após receber o parecer de presidentes de Comissões
Episcopais, em 1964 e 1965, sobre como aplicar o que foi
estabelecido no n.18 do Inter Mirifica, criou o Dia Mundial
das Comunicações Sociais (em 1966), com a
aprovação do Sumo Pontífice. E no dia
7 de maio de 1967 celebrou-se pela primeira vez, no mundo
inteiro, o dia Mundial das Comunicações Sociais
(celebrado sempre no domingo da Ascensão).
Se quiséssemos, então, sintetizar, três
foram os objetivos fixados pelo Concílio Vaticano
II e, um quarto, pela Instrução Pastoral Communio
et Progressio:
1.- A formação de consciências
frente às responsabilidades que tocam a cada indivíduo,
grupo ou sociedade, como usuários desses meios.
2.- O convite dirigido a todos os que crêem
para rezar a fim de que tais meios sejam empregados conforme
o desígnio de Deus sobre a humanidade (ou seja, para
o bem comum).
3.- O estímulo oferecido aos católicos
para sustentar com generosidade, num gesto de solidariedade,
as iniciativas de evangelização no campo da
comunicação social.
4.- Realçar o papel de todos os que trabalham
no área da comunicação (Communio et
Progressio n.° 167).
Portanto, com o intuito de “suscitar na Igreja e no
mundo uma atitude social nova e salutar com relação
ao uso desses instrumentos”, desde 1967, os Papas
escrevem anualmente uma mensagem, discorrendo sobre o tema
escolhido para a reflexão de cada ano. Em 2009, temos
a significativa mensagem de Bento XVI “Novas tecnologias,
novas relações. Promover uma cultura de respeito,
de diálogo, de amizade”
Continua no próximo mês
* Joana T. Puntel é
irmã Paulina. Jornalista, doutora em Comunicação
Social pela Simon Fraser University (Canadá) e pela
USP-SP. É coordenadora dos Cursos no SEPAC-SP. Docente
e Coordenadora da Iniciação Científica
na FAPCOM. Membro da Equipe de Reflexão sobre Comunicação
da CNBB.
Cenário
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