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Organizações Católicas de Comunicação:
Criação da Signis-Brasil
Parte I/2
Helena Corazza, fsp .
A Igreja católica tem um caminho histórico de organização e articulação de profissionais de comunicação, em nível internacional, de longa data. A partir do surgimento dos meios de comunicação, a Imprensa, o Cinema, o Rádio e a Televisão, a reflexão e o interesse de marcar presença qualificada por meio de associações que reunisse profissionais atuantes para serem “fermento”, foi grande.
Para falar da reorganização das entidades católicas de comunicação no século XXI, é importante fazer memória, ainda que em fragmentos, de como e quando elas iniciaram, há quase cem anos atrás. Na história da comunicação, a chegada das tecnologias vai chegando gradualmente. 1456, a Imprensa; 1895, o Cinema; 1915-20, o Rádio; 1930- 40, a Televisão. Sensível e cuidadosa com os meios que surgiam e a influência que poderia ter na sociedade, a Igreja criou organizações que permanecem até hoje. Ao criá-las, uma das preocupações era a formação do público receptor.
A primeira é ligada à imprensa e iniciou nos anos de 1927-28, na Bélgica, com o nome de União Católica Internacional de Imprensa (UCIP). A segunda é ligada ao Cinema, cuja criação é também de 1928, com o nome de Organização Católica Internacional do Cinema (OCIC), fundada durante o Congresso Católico Internacional de Cinema, na Holanda, sob o papa Pio XI, que escreveu uma carta sobre o Cinema chamada Vigilanti Cura, recomendando o cuidado com o cinema. A organização que deveria cuidar do Rádio e da Televisão também teve sua criação em 1928, na Alemanha, com o nome de Organização Católica Internacional de Rádio e Televisão (UNDA). O nome UNDA não é uma sigla, mas quer dizer, onda.
É importante notar que essas organizações internacionais foram criadas antes da Igreja ter meios próprios de comunicação, lembrando que a instalação da Rádio Vaticano é de 1931. Havia também incentivo e esforços para a produção e projeção de filmes nas paróquias. A televisão ainda estava em experimentos, mas ainda não era um meio de comunicação.
Uma das missões das organizações católicas sempre foi a formação dos que recebiam as mensagens. Realizaram congressos no mundo inteiro reunindo grande número de profissionais e com temas atuais. Dirigindo-se aos participantes do congresso da OCIC de Manila, Filipinas, com o tema: "A influência cultural e social dos filmes estrangeiros", o Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Agostinho Card. Casaroli, assim se expressou:“Na educação das crianças e dos jovens, não se trata de tirar o lugar aos "mass media", e por consequência ao cinema, onipresente na formação escolar e nos tempos livres, diretamente ou por meio de pequenos alvos, mas de os utilizar com conhecimento de causa. Neste plano, uma colaboração entre a OCIC e a UNDA poderá ser benéfica para ensinar a melhor administrar os meios audiovisuais de grupo”.
A organização nos continentes
No continente latino-americano também essas organizações foram unindo profissionais e meios de comunicação da Igreja. Assumindo a sigla Internacional com a terminação Brasil. Dessa forma a organização ligada ao Cinema, a OCIC para a América Latina foi criada em 1960 e a OCRC/BR, em 20 de maio de 1984. (Estudos da CNBB 72, p.99).
A associação responsável pelo Rádio e Televisão, União de Radiodifusão Católica, denominada UNDA/BR, foi fundada no dia 28 de abril de 1976, em Assembleia realizada no Rio de Janeiro. O ato foi motivado pela insistência do representante continental da UNDA, que entendia que o Brasil, com tantas emissoras de rádio, não podia deixar de ter a associação. O primeiro presidente foi o Frei Cyrillo Mattiello, de Porto Alegre, RS, relata a história.
... continua no próximo mês
Cenário
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