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Carta
Aberta
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Nós, alunos do curso de especialização
“Cultura e Meios de Comunicação, uma
abordagem teórico-prática” do SEPAC
/ PUC-SP (Cogeae), após discussão sobre o
fenômeno de mídia do Big Brother Brasil, encaminhada
no último dia 21 de janeiro, declaramos o seguinte:
Consideramos o BBB como um produto midiático que
trabalha marketing e potencial de consumo em prol de uma
proposta que investe na busca desenfreada pela supervalorização
do valor monetário;
Consideramos que Big Brother Brasil na verdade distorce
a realidade, pois cria personagens e expõe o sujeito
- participante e espectador - à precarização
das relações;
Consideramos que o sucesso desse produto de mídia
se da pela capacidade da emissora em investir potencial
de consumo sob um ambiente que favorece exagerada exploração
de um desejo que esta presente em todo ser humano: observar
a vida alheia;
Consideramos que a veiculação de programa
como o BBB aponta para uma urgente reflexão sobre
a função social da mídia, especialmente
no que se refere à difusão de conteúdo
educativo por parte das empresas que exploram a concessão
dos canais de difusão radiofônica e televisiva
- que são propriedade do Estado;
Consideramos que as empresas que se dispõem a patrocinar
programa como o BBB prestam um desserviço à
população, quando investem numa proposta televisiva
que pouco agrega à difusão de valores éticos,
especialmente na sociedade brasileira, tão marcada
pela carência de estruturas educacionais de qualidade
em largo alcance;
Por fim, chamamos à responsabilidade os interessados
nas discussões sobre os processos midiáticos
para aprofundarem o debate sobre a pertinência desse
tipo de formato no espectro da TV. Desse modo, estaremos
engajados com o compromisso de uma sociedade que se prime
pela ética pessoal e das relações.
Insistimos na premissa da seletividade da audiência,
sinal do protagonismo do telespectador, bem como na intenção
de promover o boicote aos produtos e serviços que
veiculam suas marcas nesse tipo de programação.
São Paulo, 28 de janeiro de 2012.
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