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Dia de celebração: aniversário de 60 anos da Paulinas-COMEP

Data de publicação: 06/03/2020

A família da gravadora Paulinas-COMEP está em festa! Seis décadas de uma Criatividade e ousadia. Duas palavras que marcaram os inícios da gravadora Paulinas-COMEP e continuam presentes nesses 60 anos de história. Do vinil ao digital, muitas transformações na gravadora religiosa mais antiga do Brasil. Contudo, o objetivo continua o mesmo: gravar o Evangelho nos corações de homens, mulheres, crianças, jovens e idosos de variadas realidades sociais e culturais.

Os anos 60 nos fazem lembrar a Bossa Nova, festivais da canção, Jovem Guarda, Tropicalismo, ditadura militar, moças com saias rodas de bolinhas e rapazes com jaquetas de couro a conduzir suas lambretas. Uma conjuntura de grande efervescência cultural no Brasil e no mundo. Mas um outro marco deste tempo foi a criação da então Edições Paulinas Discos.

Numa década em que a ditadura militar foi instaurada no país, espalhar a Palavra de Jesus nos discos e programas de rádio seria como oferecer o jugo suave de Cristo em meio aos “anos de chumbo”. Outro acontecimento importante foi o Concílio Vaticano II, ocorrido entre os anos de 1962 e 1965. Uma nova época se instauraria na Igreja e mais do que nunca era indispensável chegar às pessoas com novos métodos, incluindo meios de comunicação e produções audiovisuais. Avançar com as Edições Paulinas Discos era corresponder às inspirações do Espírito Santo para a Igreja naquele contexto.



Como tudo começou nos anos de transformações culturais no Brasil e no mundo

Nos inícios, a simplicidade, poucos recursos e a grande vontade de evangelizar tinham a mesma proporção, assim como os inesperados da Divina Providência. A grande novidade eram as irmãs paulinas abrindo caminhos no campo da música e da comunicação.

Em 1957, as religiosas da comunidade Curitiba (PR) foram convidadas para assumir a programação da Rádio Cambiju da cidade de Araucária. Produziam programas, apresentavam e ainda quando precisava operavam a parte técnica. Conteúdos que alcançaram grande sucesso, sendo copiados em “fitas de rolo” e distribuídos a outras rádios.

  Imagens do primeiro estúdio e primeiras gravações da Paulinas-COMEP
Imagens do primeiro estúdio e primeiras gravações da Paulinas-COMEP

Foi então que Irmã Tecla Merlo, cofundadora e primeira superiora-geral das Filhas de São Paulo (Irmãs Paulinas), em visita a Curitiba, no ano de 1960, lançou o desafio às religiosas que ali viviam: “Por que vocês não gravam discos?”. Deste modo, as gravações passaram a ser feitas em discos de vinil, sendo o primeiro LP a coleção catequética “Na Escola de Jesus”, com 16 volumes. Este foi o marco inicial para a fundação da gravadora “Edições Paulinas Discos” em 06 de março de 1960.



Ir. Stefanina Cillario, fsp, superiora da comunidade em Curitiba, liderou o surgimento da instituição e sua primeira diretora e produtora a Ir. Maria da Glória Bordeghini. Em 1964, as Edições foram transferidas para São Paulo (SP). Época em que passavam os bondes nas ruas da capital paulista e, toda vez que um passava, eram obrigadas a parar as gravações devido ao barulho.

Uma outra curiosidade desse tempo foi a exigência, por parte do governo, de submeter as composições à censura militar. Inclusive Padre Zezinho, scj, e a diretora da época, Ir. Maria Nogueira, fsp, precisaram de prestar esclarecimentos, na Polícia Federal, sobre o LP “Meu Cristo Jovem”. Ao final, o censor ficou tão encantado que pediu o disco para dar de presente ao seu filho.

Os “esclarecimentos” do sacerdote não pararam por aí. Há mais de 50 anos, esclarece, explica, traz a vida de Cristo e Seus valores a tantas famílias nesta importante parceria com a gravadora. Como ele mesmo afirma, não se considera um cantor ou escritor, mas um catequista.

No decorrer dos anos, as irmãs sempre tiveram, em seu time, preciosos “jogadores”: compositores, intérpretes, músicos, colaboradores e profissionais de diferentes áreas. Uma equipe que, continuamente, mantém o ritmo de correr atrás da qualidade técnica, musical e de conteúdo e de uma diversidade de canções e ritmos, além de acompanhar os progressos tecnológicos e de comunicação. Em cada etapa, cresciam na experiência, na estruturação dos espaços físicos, num caminho de fortalecimento do selo “Paulinas-COMEP” (Comunicação Editora e Produtora Musical), nome dado às Edições Paulinas Discos em 1984.





Nomes que marcaram os 60 anos de história

Um dos mais importantes documentos do Concílio Vaticano II, a Exortação Apostólica, Evangelii Nuntiandi, do Papa Paulo VI, aponta que a Igreja se sentiria “culpável diante do seu Senhor, se ela não lançasse mão destes meios [de comunicação] potentes que a inteligência humana torna cada dia mais aperfeiçoados” (EN nº45). Nesse sentido, a Paulinas-COMEP permanentemente esteve atenta a estimular a produção musical em uma relação estreita com os meios de comunicação, a fim de atender às demandas dos novos tempos. Para tal, diversos nomes assinaram composições e dão literalmente voz a todo o trabalho da gravadora.

Em seu elenco, uma pluralidade de cantores e estilos a fim de “proclamar o Evangelho sobre os telhados (cf. EN nº45) e também favorecer a cultura nacional por meio de ritmos, como a MPB, chorinho e samba:
 
- Monsenhor Jonas Abib
- Padre Antônio Maria
- Jazz 6
- Theo de Barros
- Electrocristo
- Padre Fábio de Melo
- Eudóxia de Barros
- Toninho Carrasqueira
- Quarteto de Brasília
- Roney Marczak
- Padre Joãozinho, scj
- Padre João Carlos
- Adriana Arydes
- Maninho
- Juliana de Paula
- Ghislaine Cantini
- Banda Bom Pastor
- Luiz Carvalho (Comunidade Recado)
- Padre Reginaldo Carreira
- Ziza Fernandes
- Ítalo Villar
- José Acácio Santana
- Coral Palestrina e Pequenos Cantores de Apucarana (Canções para catequese infantil)
- Cid Moreira (com LPs e CDs falados)
- Ir. Miria T. Kolling, icm
- Silvio Brito
- João Collares (canções infantis educativas)
 
Padre Zezinho, scj
Padre Zezinho, scj: mais de 50 anos cantando a fé com a Paulinas-COMEP.

Atualmente, os principais artistas ativos da gravadora são:
- Padre Zezinho, scj
- Ministério Adoração e Vida
- Cantores de Deus
- Vida Reluz
- Padre Agnaldo José
- Marília Mello
- Cassiano Menke
- Ir ao Povo
- Adriana Melo
- Antonio Cardoso
- Jô D' Melo
- Jonny Mendes
- ViA33
- Bellinha
- Alencastro
- Trinca Brasil
- Adelso Freire
 - Zé Vicente

 Interessante notar que a Paulinas-COMEP possui ainda a editora de música, que conta com compositores, às vezes, desconhecidos do povo, mas com canções muito renomadas e tocadas nas Missas e eventos em geral. São eles: J. Thomaz Filho, Pe. Irala, Frei Luiz Turra, Padre Paulo Sérgio Souza, Frei Fabreti,ofm, entre outros.
 

Do vinil ao digital

Músicos, cantores, compositores, irmãs Paulinas e colaboradores participantes do encontro "Paulinas-COMEP: do vinil ao digital" em novembro de 2019.

O acervo da Paulinas-COMEP já atingiu a marca de mais de 10 mil composições. Obras que já foram veiculadas em diferentes plataformas de acordo com as evoluções da indústria fonográfica: LPs, fitas cassetes, CDs, DVDs e, atualmente, nas plataformas digitais em um trabalho integrado de produção de conteúdo para o website e redes sociais.

Desde a criação do canal no YouTube da Paulinas-COMEP, em 2007, os vídeos apresentam cerca de 100 milhões de visualizações. Hoje em dia, são aproximadamente 300 mil inscritos. A gravadora também gerencia os canais da Bellinha, a Ovelhinha e de Padre Zezinho, scj, respectivamente com mais de 150 mil e 50 mil inscritos, e 54,5 milhões e 5,4 milhões de visualizações desde o lançamento.

No streaming de áudio, em plataformas como Spotify, Deezer, iMusic/iTunes, Google Play, Napster e Amazon, foram quase 60 milhões de execuções no último ano. Além das plataformas digitais de música, também está presente nas redes sociais - Facebook (48,8 mil curtidas), Instagram (30,8 mil seguidores), Twitter (867 seguidores).

Até o início de março deste ano, a Paulinas-COMEP teve quase 900 produtos cadastrados nas plataformas digitais, entre álbuns, playbacks, singles e EPs; além de mais de cinco mil vídeos, entre packshots, clipes e vídeos de entretenimento.

Os meios mudam, mas a essência e os valores permanecem os mesmos. Tanto nos anos 60 como na atualidade, a Paulinas-COMEP dá uma resposta às necessidades dos das pessoas de cada tempo e busca chegar aos corações.

Em nenhum outro país, a música católica foi tão difundida de forma popular como no Brasil e, nisto, a gravadora teve e tem um papel essencial. Canções que atravessam fronteiras e chegam a todos os continentes e, sobretudo, conduzem os homens e mulheres até o Senhor!
 
Por Gracielle Reis

Fonte: Paulinas-COMEP
Postado por: Comep



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