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Dia do Compositor: Padre Zezinho, scj, dá dicas a compositores. Veja ainda números do amplo acervo de composições da Paulinas-COMEP

Data de publicação: 15/01/2020

Composições Paulinas-COMEP

Um desafio de aliar as notas musicais, compor uma melodia e dar ritmo com um texto, versos e sentido para quem vai ouvir. Para aquele que deseja lançar-se na arte da composição religiosa, algumas dicas importantes do mestre e catequista das canções, Pe. Zezinho, scj:

Eu saúdo vocês que receberam luzes do Espírito Santo, motivados por amor à Igreja e à catequese, para que continuem estudando, lendo Bíblia, documentos da Igreja, sociologia, teologia e, sobretudo, a dor do povo. Para que vocês possam compor sentindo as dores do povo, além das dores e esperanças da Igreja. Eu dou a minha bênção porque eu também tento ser compositor há anos.



Por trás de tantas canções, de variados estilos e gerações, eles estão por trás. Alguns ficam famosos, outros nem tanto. Mas toda música parte de sua inspiração. É o compositor quem primeiro “sente” a música, seja nas palavras ou notas. A música é uma das expressões artísticas que mais sensibilizam os sentimentos e emoções. O autor se fundamenta em conhecimentos musicais, culturais, históricos, sobre seu público e outros elementos a fim de cumprir a missão de tocar os corações e também manifestar ideias, opiniões e um dos componentes mais importantes da vivência humana: a fé.

No caso da música religiosa, há ainda outros desafios. Ou melhor, há a oportunidade de comunhão através das canções: a missão de levar os fiéis a “sentirem” Deus. A música, enquanto expressão humana, tem o poder de elevar até o espiritual.

Além das preciosas dicas de Padre Zezinho, scj, seguem outras pistas importantes para os compositores:

1. Reconhecer que o dom vem de Deus

Dentro da vocação do leigo, a Igreja chama os fiéis a participarem da obra de evangelização em diferentes modos. Um deles é a música, seja no canto, instrumentos e composição. Desta forma, a primeira atitude é reconhecer o dom e a inspiração do Espírito Santo. “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5): é o que o Senhor ressalta sobre a graça que vem Dele e nos chama a sermos instrumentos em Sua mãos.


2. Estar sempre em espírito de oração e de serviço

Na vida de qualquer cristão, a intimidade com o Senhor necessita sempre de ser alimentada. E é por meio de uma vida de oração que sustentamos essa intimidade e nos configuramos a Cristo. No dia a dia, o músico também precisa se nutrir da oração através de diferentes práticas: leitura orante da Palavra de Deus, oração do Santo Terço, Santa Missa, confissão, jejum, adoração eucarística,  retiros etc. O compositor é um evangelizador e precisa, por meios da letra e versos, levar o amor e a misericórdia de Deus que ele mesmo experimentou primeiro. Assim, o trabalho será direcionado a Deus e aos irmãos, e não como vanglória própria.


3. Não deixar de praticar e estudar

É dom, mas também é tarefa! Além da vida de oração, o compositor precisa de praticar as técnicas musicais, ter formação musical e apresentar um conteúdo de qualidade com letras que atinjam o coração e sejam adequadas aos diferentes momentos de execução musical (Missa, adoração, grupos de oração, retiros, entre outros). Para tal, é importante se aprofundar da Sagrada Escritura, normas litúrgicas, doutrina da Igreja, documentos eclesiais e manuais de profissionais da música.


4. Definir a quem quero me dirigir

Para uma evangelização eficaz, a música precisa ser adequada à realidade, faixa etária e contexto em que será tocada. Com isso, o compositor pode fazer uma leitura do cotidiano, da realidade do povo e nunca estar fora dessa realidade.


5. Ter suas referências

Quem é da área tem uma vida embalada pela música! Sem deixar de ter sua identidade e criatividade próprias, sempre é interessante buscar outras referências musicais, ouvir muitas canções e observar como atingem seu público. Uma outra indicação é compartilhar com profissionais, amigos e familiares. Torna-se proveitoso saber a opinião de outras pessoas a fim de ter outras visões, sugestões e avaliações acerca da composição. 


Um legado de composições

Muitas músicas litúrgicas tão conhecidas na vida da Igreja, com certeza, você conhece:

Produções de autoria de Frei Fabreti, ofm em parceria com J. Thomaz Filho, um grande compositor da Paulinas-COMEP há cerca de 30 anos. Suas autorias na gravadora contabilizam 1014 obras.

Em suas criações, uma tônica sempre presente: seguir os passos de Jesus. “O que Jesus enfrentou no tempo Dele são desafios que continuam presentes. A fibra Dele precisa ressoar em nós e, muitas vezes, deixamos muito a desejar. Nessa caminhada, então, a música, os textos e a Liturgia são desafios para mim, para o povo e para as Paulinas também, que, com os pés no chão, abrem espaço para quem trabalha tentando um mundo melhor”, ressalta o compositor ao desejar ainda que esse trabalho de evangelização frutifique cada vez mais,, inclusive para fora da Igreja para o mundo se torne melhor. 




A arte da composição há 60 anos na Paulinas-COMEP

A gravadora e editora musical Paulinas-COMEP é um grande precursora da música religiosa no Brasil. Seu amplo acervo faz dela um dos pilares da evangelização por meio da música no país. São composições de diferentes estilos, autores, ritmos, temas etc, mas sempre marcantes na história de fé do povo brasileiro. E o mesmo objetivo de sempre: exaltar o nome de Jesus Cristo e fazer com que pessoas, das variadas realidades e idades, conheçam o amor de Deus.

Além dos números das composições de J. Thomaz Filho, confira abaixo os números mais expressivos da editora musical ao longo desses 60 anos de trajetória:
 
  •    Padre Zezinho, scj: 1309 obras
  •     Walmir Alencar: 173 obras
  •     J. Thomaz Filho: 1014 obras
  •     Ir. Miria Kolling, icm: 188 obras
  •     Padre Fábio de Melo: 80 obras
Por Gracielle Reis

Fonte: Paulinas-COMEP
Postado por: Comep



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