Sintonia escola família

Data de publicação: 03/01/2019


Um dos principais desafios enfrentados pelo Ensino Religioso é a falta de conhecimento claro de sua identidade e objetivo, por parte dos familiares dos alunos que, não raro, temem ver seus filhos alvos de discriminação ou de proselitismo. Ou então, esperam uma educação para a fé, o que não é papel da escola e sim da família e da respectiva tradição religiosa.
Começar o ano com um diálogo franco sobre as dúvidas e expectativas que cercam o Ensino Religioso é ponto certo a favor da amizade e da colaboração entre família e escola.

Sugestão de conteúdo para a reunião com os familiares
Objetivo - Compreender os conteúdos e objetivos do Ensino Religioso.

Assunto da reunião
    O estudo do Fenômeno Religioso, isto é, das tradições religiosas, vistas como cultura da humanidade, em diálogo com outros saberes, faz-nos entender que o Ensino Religioso favorece a inclusão. Ninguém deve ser discriminado por motivos religiosos, pois a religião fez parte da vida humana em todas as épocas e regiões da terra. Ao ignorar a religião, ignora-se a relação da pessoa com o sagrado, o transcendente, que é tão importante quanto a afetividade, a razão e a ética de vida.
    O Ensino Religioso estuda a cultura do povo brasileiro e propõe o diálogo que leva a respeitar a identidade religiosa de cada um e as diferenças que formam a diversidade de nosso país. É na família, porém, que a criança experimenta as primeiras relações e sentimentos sociais e adquire os primeiros conhecimentos. Portanto, organizar a vida religiosa em família é importante para que, na sala de aula, a criança continue o processo de aprendizado, ampliando o conhecimento da diversidade, no qual está inserida a religião familiar.
    É preciso compreender o desenvolvimento da criança, suas inquietações, dúvidas e curiosidades sobre o desconhecido, no que diz respeito ao Fenômeno Religioso presente na sociedade. O ser humano é investigador, não aceita a simples informação, quer compreender e ter opinião sobre os fatos. E a cultura religiosa ajuda a compreender as capacidades e limites humanos, como também as diferenças, pois lançam pontes em direção ao próximo. O estudo destes elementos faz parte da formação religiosa, como também a compreensão da ética e dos princípios morais ensinados pelas tradições religiosas no processo de humanização da sociedade.
    Educar para a transformação individual, social e universal é tarefa difícil, mas necessária, na família e na escola. A meta do Ensino Religioso, pela qual todos nós ansiamos, é a capacidade de viver em paz, respeitando as escolhas de cada um. E para isso, a participação dos familiares é indispensável na educação integral.

Simeão Cirino de Paiva 
Professor de Ensino Religioso
simon.paiva@hotmail.com

Música, arte e Ensino Religioso

Plano de aula
Tema: Diversidade Cultural e Religiosa
6º ano do Ensino Fundamental
Objetivos
Focar a diversidade cultural, étnica e religiosa do país;
Refletir sobre o respeito a todas as culturas e religiões;
Propiciar meios de conhecimento da proveniência e localização das matrizes que formam o ethos do povo brasileiro;

Desenvolvimento
Distribuir a letra da música A festa e promover atividades de compreensão do texto;
Tocar a música e pedir que os alunos expressem o que ela inspirou, por meio de desenhos no computador ou com materiais de arte;
Organizar grupos que pesquisarão na internet e em obras escritas, sobre a diversidade de cultura, costumes, religiões, em cada região do País.
Promover a apresentação dos resultados e debater sobre a importância de cada matriz cultural e religiosa para a identidade multicultural do povo brasileiro;
Solicitar uma reflexão escrita sobre o conteúdo da música e o conhecimento adquirido nas outras atividades, sobre os pontos seguintes ou outros:
A música diz: “tem gente de toda cor, tem raça de toda fé”, o que isso significa?
•    Em sua opinião, a música fala sobre o preconceito Racial?
•    Existe preconceito racial no Brasil?
•    As diversas culturas contribuem para o crescimento do País? Justifique a resposta.
•    Quais os estados brasileiros onde a pluralidade cultural tem mais destaque?

A Festa
Ivete Sangalo

Festa no gueto pode vir, pode chegar
Misturando o mundo inteiro
Vamos ver no que é que dá

Hoje tem festa no gueto,
Pode vir, pode chegar
Misturando o mundo inteiro
Vamos ver no que é que dá

Tem gente de toda cor
Tem raça de toda fé
Guitarras de rock’’n roll
Batuque de candomblé
Vai lá
Prá ver
A tribo se balançar
O chão da terra tremer

Mãe preta de lá mandou chamar
Avisou, Avisou, Avisou, Avisou

Que vai rolar a festa
Vai rolar
O povo no gueto
Mandou avisar

Professoras 
Vera Lúcia Gomes Paiva
Cássia Cristina dos Santos
Teresinha de Sousa Gonçalves Santos
Luciene Freitas Lopes Barra

Belo Horizonte – alunas do Curso de Pós-Graduação em Metodologia do Ensino Religioso - Educação à Distância da Facinter (Faculdade Internacional) de Curitiba (PR).


Reflexão sobre músicas
Pedir aos estudantes que selecionem músicas de suas tradições religiosas.
Promover a apresentação das músicas e sugerir uma análise e reflexão:
•    de que formas as letras apresentam Deus, o ser humano a imortalidade, o mundo.
•    Que outros valores e conceitos podem ser vistos nas letras?
•    Esses conceitos e valores se encontram só em músicas religiosas?
•    Como eles aparecem em músicas profanas?
•    Que importância têm essas músicas na vida atual?
 

Arte em sucata

  O tambor que desceu do céu
    Conta-se na África que antes de haverem pessoas, só viviam na terra os macacos, que um dia combinaram fazer uma escada viva e chegar até a lua. Subiram, uns aos ombros dos outros, até que o menorzinho de todos pisou na lua. Mas o primeiro macaco, já muito cansado com tanto peso nas costas, resolveu soltar os pés do segundo que se apoiavam em seus ombros e toda a coluna veio ao chão.
    O macaquinho vendo a terra lá embaixo, tão distante, começou a chorar. A velha lua, comovida, amarrou-o a um pequeno tambor e antes de descê-lo, disse: “quando você chegar em casa, bata: “tantã”, no tambor, e eu saberei que posso puxar a corda de volta”.
    Foi assim que o tambor desceu do céu para a terra e se espalhou por toda a África. Até hoje, os tambores amarrados um ao outro servem para a comunicação com quem está longe e ainda são chamados de Tantã. 

Tantã de sucata

Materiais – duas latas de diferentes medidas, sem tampas; duas bexigas coloridas; retalhos de EVA, papel ou tecido, fios de lã ou barbante coloridos, cola quente. 

Execução
1 – Forre as latas com o material preferido.
2 - Corte a ponta de cada bexiga, estique-a e faça-a cobrir a boca da lata como o couro cobre o tambor.
3 – Cole as latas pela parte lateral e amarre-as com fios coloridos.
4 - Deixe que os alunos criem códigos e se comuniquem à distância. 
 
Chocalho Pet

Materiais – tampas coloridas de garrafas pet, um arame na medida de 60cm, um pedaço de mangueira plástica na medida de 15cm, alicate e ferramenta para perfurar. 
Execução
1 -  Perfure as tampas e faça o arame passar por dentro delas.
2 – Dê um formato arredondado ao arame e com o alicate, dobre as duas pontas em forma de gancho.
3 - Introduza as pontas na mangueira e enganche uma à outra para que o chocalho não se abra ao ser movimentado. 



Fonte: Diálogo n 57 Fev/Abr 2010
Postado por: Diálogo




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