Pequenos fatos, grandes lições

Data de publicação: 02/06/2015

Pequenos fatos, grandes lições





O valor de um vaso
 
Um jovem servo foi condenado à forca, por ter quebrado um vaso de porcelana de uma preciosa coleção que pertencia à família real. Consternado, um velho sábio procurou o príncipe e prometeu fazer todos os vasos voltarem a ser iguais, em troca do perdão ao servo. Curioso, o príncipe concordou e o ancião, na mesma hora, espatifou com seu bastão, os outros dez vasos.  O sábio subiu ao cadafalso no mesmo dia, mas, antes de ser levantado, declarou: “Sou velho e morro tranquilo. Salvo a vida de dez jovens que, um a um, morreriam, a cada vez que um daqueles vasos fosse quebrado”. 
Conto chinês
 

A amizade inocente


Um velho cão acompanhava o dono quando escorregou e caiu em um poço abandonado. O homem olhou para baixo e concluiu: “Não vale a pena retirá-lo daí. Já não me serve mais para nada”. E foi-se embora. O cão, por sua vez, pensou: “O meu dono foi procurar algo que o ajude a me tirar daqui”.
Horas depois o homem veio com uma carroça de terra e pensou: “Esse cão vai uivar por muito tempo antes de morrer. É melhor já deixá-lo enterrado”. De costas, retirava a terra da carroça e a jogava no poço, sem olhar. Enquanto isso, o cão pensou: “Que bom! O meu dono veio aterrar o poço para eu sair”. Esquivava-se de cada pá de terra que caía, e lutava para subir no monte que ia se formando. De repente, o homem ouviu, atrás de si, um ganido feliz: soltou a pá, virou-se, e lá estava o velho companheiro, fora do poço, abanando o rabo, com gratidão.
Conto popular brasileiro

A virtude desperta a virtude

Uma viúva idosa, sem ter como pagar o aluguel de seu quartinho, pediu ao rabino a quantia de 5 quadrantes. O rabino escreveu um bilhete e a mandou levar ao ecônomo da sinagoga, que, na mesma hora, lhe entregou 50 quadrantes. Ela, espantada, exclamou: “Não, o senhor confundiu. Eu preciso de 5 quadrantes”. Então o ecônomo mostrou a ela o bilhete onde estava escrito “50 quadrantes”.
Aflita, a velhinha foi dizer ao rabino: “O senhor confundiu. Eu lhe pedi 5 quadrantes para pagar o aluguel”, ao que o rabino respondeu: “Tem razão, senhora. Eu confundi”. Corrigiu o bilhete e a mandou de volta ao ecônomo, que, ao abri-lo, leu: “Entregue a ela 500 quadrantes”.
Conto judaico

Sugestões de atividades

Julgamento do fato
• Promover a leitura de um dos contos ou distribuí-los entre os grupos.
• Estabelecer um critério-chave de julgamento: a “defesa da vida” ou outro.
• Julgar o acontecimento a partir do critério-chave e procurar:
• O que aconteceu?
• A decisão de cada personagem foi justa ou injusta em relação à defesa da vida?
• O que deveria ter sido diferente?
• Qual seria o melhor fim para este conto?
 
Qual é a questão?
• Após a leitura ou a narrativa oral do conto, identificar os assuntos explícitos no texto e outros que podem ser lembrados a partir dos primeiros.
• Identificar os problemas presentes no conto.
• Formular esses problemas em forma de questões.
• Procurar pistas de solução para as questões. Apresentar o resultado do trabalho.

Qual é o ensinamento religioso?
• Após a leitura ou narrativa oral do conto, identificar valores, atitudes, conceitos religiosos.
• Levantar situações problemáticas e responder a elas a partir do ensinamento das religiões.    

Criação interdisciplinar
• Organizar grupos e distribuir as histórias.
• Os alunos decidem para qual linguagem vão adaptar o texto: música, poesia, quadrinhos, desenho, teatro, colagem, mural, programa de TV, filme, radioteatro, maquete, site etc.
• Em seguida, fazem a nova redação do texto, adaptada para a linguagem escolhida.
• Constroem a forma de apresentar e realizam a apresentação.


Fonte: Diálogo 48 - OUT/2007
Postado por: Diálogo




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