As florestas em festa

Data de publicação: 23/06/2015


A data que marca o início de um novo ciclo na natureza é o dia 21 de setembro, no Hemisfério Sul, e 21 de março, no Norte. Inicialmente chamado de Dia Mundial da Árvore ou Dia Mundial da Floresta, foi comemorado pela primeira vez no estado norte-americano do Nebraska, em 1872, com a iniciativa de Julius Sterling Morton, o qual mobilizou a população a plantar árvores na região daquele estado. Na área ao redor de sua casa, Julius plantou árvores de todo o mundo, atingindo cerca de 270 variedades. Após o falecimento de Julius Morton, no ano de 1902, a casa passou a abrigar um parque estadual.
No Brasil, o decreto federal no 55.795, do ano de 1965, oficializou a Festa Anual das Árvores em substituição ao Dia da Árvore, estabelendo datas distintas, conforme as diferentes características fisiográfico-climáticas. Para o Norte e Nordeste, é no final do mês de março; para o Sul e Sudeste, final de setembro. Entretanto, em muitos estados não se observa à risca o decreto, permanecendo a ser chamado de Dia da Árvore, comemorado no dia 21 de setembro.
A Festa Anual das Árvores não é apenas uma data cívica a ser lembrada, é também uma forma de resgatar sua importância no plano da ecologia e também da religião, pois não se pode esquecer de que algumas tradições religiosas, não só animistas,  consideram os elementos da natureza como símbolos que representam a vida, a sabedoria, a imortalidade.
Na África e em algumas religiões afro-brasileiras, como o Candomblé, a árvore sagrada é o baobá, que não deve ser cortada ou arrancada. Entre os índios Ticuna, tribo da região amazônica, a árvore é a samaumeira, considerada a Mãe da Floresta e a Criadora do Mundo. Para o budismo, a figueira é sagrada porque entre os seus galhos protegia Buda, durante o tempo em que ficou meditando até receber a iluminação. Enquanto a oliveira é uma das árvores reverenciadas no judaísmo, pois com seu óleo se ungia os reis, no cristianismo a videira tem uma presença importante, uma vez que o vinho simboliza o sangue de Cristo. Vale lembrar que as árvores, para essas tradições, não são uma espécie de deuses, elas apenas fazem visualizar a sacralidade que há em toda a criação. 

Sugestão de atividade de Ensino Religioso
Éthos – Promover um debate sobre a afirmação: Na África, o baobá é a árvore sagrada que não deve ser cortada ou mesmo arrancada. O que precisamos mudar em nossa cultura para preservar o meio ambiente?
Mitos – Propor uma pesquisa sobre os mitos de origens nas diferentes tradições religiosas, a fim de identificar os elementos da natureza que integram a narrativa (por exemplo: tradições indígenas e afro-brasileira, cristianismo e judaísmo).

Fonte: Diálogo 63 - AGO/2011
Postado por: Diálogo




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