Imprimindo marcas na História

Data de publicação: 02/07/2013

A sexualidade é uma das energias que movem os seres humanos e as culturas em um fascinante jogo de recriação e conquista de sonhos e utopias.

Na educação, pode tornar-se uma alavanca de descobertas e conhecimentos novos e favorecer ao aluno o amadurecimento integral e a consciência de ser cidadão da Terra e da humanidade.

A pesquisa, o conhecimento e a reflexão sobre a história milenar de povos e de suas religiões e culturas desvela os sinais de que todas as dimensões humanas – física, intelectual, psíquica e espiritual – exerceram papel indispensável na construção do mundo e da sociedade que temos atualmente.

Da mesma forma, cidadãos e cidadãs de hoje podem imprimir suas marcas históricas no mundo e transformar o legado dos antepassados em um espaço e um tempo mais favoráveis à vida e à felicidade de todos, conforme o projeto de Deus, revelado - com matizes culturais diferentes - nas diversas tradições religiosas.

Na escola, as atividades e dinâmicas próprias do exercício pedagógico podem vir ao encontro dos anseios dos alunos e favorecer essa educação integral.






Aprendendo a ensinar

1 . Pesquisa em Ensino Religioso

Objetivos

Conhecer a amplitude da sexualidade humana.
Identificar os principais valores e crenças religiosas no âmbito da sexualidade;
Compreender a dimensão transcendente da sexualidade.

Eixos norteadores

Teologias e ética das tradições religiosas.

Desenvolvimento

Lançar na classe o debate sobre a questão (ou outra semelhante): “A sexualidade diz respeito à dimensão física, intelectual, psíquica ou espiritual do ser humano?”.

Deixar que os alunos respondam a questão por meio de hipóteses e as argumentem.

Despertar a curiosidade sobre o aspecto “transcendente” da sexualidade e propor pesquisas.

Temas de pesquisa:

  • como os antepassados compreendiam a fecundidade e a geração de filhos, na Pré-História;
  • divindades da fertilidade, do amor e da família, nas religiões antigas;
  • casamentos entre deuses e deusas;
  • sentimentos humanos de amor, ciúmes, traição, etc. entre deuses e deusas;
  • modelos de família nas diversas culturas e religiões (bigamia, monogamia etc.);
  • ética de cada modelo de família (exemplo: entre os índios, o valor mais sagrado é a maternidade e toda mulher deve ter chance de ser mãe. Por isso a bigamia é permitida quando o número de homens é inferior ao de mulheres).
Elaboração do conhecimento

Organizar na sala a apresentação dos resultados da pesquisa e depois levantar a questão:

O conhecimento adquirido comprova as hipóteses que formulamos?

Escolher o assunto pesquisado que mais se aproxime da vida real dos alunos e aprofundá-lo com novas estratégias educativas, como palestras e outras.


2. Atividade interdisciplinar

Análise de uma obra literária

Escolher uma obra clássica da literatura universal ou brasileira, que trate dos temas: amor, casamento, fidelidade, família etc.

Analisar na obra:

  • época, região, principal tradição religiosa que influenciou os personagens;
  • o que motivava os casamentos na época (fortuna, nome, política, posse de terras, nobreza, classe social etc.);
  • como é a relação homem-mulher naquele modelo de família;
  • qual é o papel do amor e da religião nesses casamentos;
  • o que enfrentam os jovens em nome do amor;
Elaboração do conhecimento

Após a análise da obra e a apresentação das descobertas, motivar a classe a refletir, sobre estas questões ou outras:

Como é apresentada a felicidade? Quem a procura? Onde ela está? Quais os impedimentos para encontrá-la? Ela é encontrada? Qual o papel da religião na busca da felicidade? (Identificar o gênero literário da obra: se for um drama, os personagens sairão vencedores em suas lutas, mas, se for uma tragédia, eles acabarão frustrados, o que leva a refletir sobre sonhos, lutas, frustrações etc.)

Sugestões de obras literárias para jovens

Romeu e Julieta – Wiliam Shakespaer – Inglaterra - Século 17.
Escrita para teatro, foi inspirada em poemas que por sua vez, recriaram a lenda de Tristão e Isolda, conhecida no norte da Europa desde o século 9º., uma espécie de arquétipo presente, com poucas variantes, em diversas culturas: dois jovens de famílias rivais, se apaixonam e preferem morrer a viver separados. 

Eurico, o presbítero – Alexandre Herculano – Portugal – Século 19.
Tragédia de um amor proibido, em plena guerra entre muçulmanos e cristãos, no século 8º.

O morro dos ventos uivantes – Emily Brontë – Inglaterra, século 19.  
Em ambiente religioso inglês do século 19, de rígidos princípios morais, desenrola-se um drama familiar permeado de contradições, desde a compaixão por uma criança órfão até a paixão incestuosa, ciúmes e vingança. Aborda valores e limites universais do amor e da família.


3 - Atividade para os anos iniciais

Analisar o amor e a sexualidade nos contos clássicos de fadas como, Branca de Neve, A Bela adormecida, Rapunzel e outros:

  • acontecimento;
  • sentimentos e sonhos dos personagens;
  • impedimentos da realização dos sonhos;
  • meta que se propõem;
  • provas e lutas enfrentadas;
  • resultados das lutas;
  • sinais da religiosidade (por exemplo: na história da Bela Adormecida, a bruxa lança uma maldição no dia do batizado da princesa). 
Filme

Um amor para recordar
Amor de dois jovens, repleto de superação de preconceitos, descoberta de valores, transformação de atitudes, respeito, solidariedade, sentido do transcendente, fé, sofrimento, sonho e fidelidade.   
Direção – Adam Shankman
Produção – Pandora
Ano – 2004
País – Estados Unidos
Tempo – 102m



Humor

Chegou a hora?
A senhora gestante foi ao dentista acompanhada da filha de três anos.
Reclinou-se na cadeira e abriu bem a boca.
Quando o dentista se aproximou com os instrumentos na mão, a menina, com grande expectativa, perguntou: “É agora, mamãe, que ele vai tirar o bebê da sua barriga?”

Bons publicitários
Na hora de escolher democraticamente os projetos do semestre, os alunos optaram pelo tema sexualidade. Cada sala concorreu com um slogan para a campanha motivadora na escola. O vencedor foi:
“Quando um é pouco e dois é bom,
muito cuidado,
porque três pode ser o resultado”.

Jovem cientista
Artur, de 6 anos, adquiriu na escola um comportamento científico.
Ao ver a mãe amamentar o irmãozinho recém-chegado da maternidade, concluiu empolgado: “Que legal, mãe! Agora temos um mamífero em casa!”.

Fonte: Diálogo 47
Postado por: Diálogo




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