Não deixe a bola passar!

Data de publicação: 27/12/2013

Neste ano o tema futebol é gol garantido!

Surpreenda a curiosidade dos alunos: comece com dados históricos e culturais e passe a bola para a turma. Sugira pesquisas e organize debates que com certeza levarão a descobertas muito mais duradouras do que a emoção dos estádios e dos placares.  
 
Jogos, o que revelam? 

A arquitetura circular dos estádios de futebol vem dos antigos anfiteatros gregos, também chamados teatros de arena, nos quais eram representados os mitos referentes aos deuses e deusas da Grécia. Os romanos adotaram a arquitetura grega e construíram em todo seu  vasto império, anfiteatros que serviam para divertir a população com várias competições e jogos. O maior é o Coliseu de Roma, ainda parcialmente conservado.

As origens do futebol vêm dos recintos fechados onde os exércitos recebiam treinamento para proteger os imperadores, que eram adorados como se fossem deuses.

O primeiro registro vem do Japão, onde há quase 5.000 anos, havia o Kemari, que quer dizer bola pequena: uma bola passada de mão em mão entre os habitantes da corte imperial.

Há mais ou menos 4.500 anos, ainda no Japão, o Kemari foi aplicado aos treinos militares de agilidade que exigiram o uso dos pés. Assim nasceu o Tsu-chu, que significa chutar.

Na mesma época, o exército do imperador da China usava uma bola de couro, como parte de seus exercícios estratégicos de agilidade em combates.

O jogo com bolas de couro arremessadas com a mão era uma das principais diversões das crianças, no Egito e no Oriente Médio há mais de, 4.000 anos.
 
Séculos depois, há mais ou menos 2.100 anos, na cidade grega de Esparta, os soldados inventaram o Epyskiros . A bola era uma bexiga de boi cheia de areia. E haja força no pé!

Os romanos copiavam tudo da Grécia e no tempo de Júlio César, há cerca de 2.050 anos, inventaram o Haspartum, (espartano) que também passou a servir de diversão e treinamento dos soldados. Demarcaram o campo, as duas áreas e as regras de ataque e defesa do jogo.

A herança esportiva do Haspartum ultrapassou os limites do exército romano e durante toda a Idade Média o cálccio (coice) foi o jogo mais popular de crianças e adultos na Itália.

A versão do Futebol que temos hoje vem da Inglaterra, que por volta de 1660, organizou as regras e o número de jogadores do Football (pé na bola). 

Os jogos públicos na antiguidade podiam ser divertidos para quem os assistia, mas nem sempre para os competidores. Muitas vezes o jogo era a aplicação da pena de morte, como no caso dos gladiadores que lutavam até que um dos dois morresse e dos cristãos que eram lançados às feras, para diversão pública no Coliseu.

Os vencedores dos jogos antigos eram premiados, mas os vencidos, quando não pagavam com a vida, eram punidos e humilhados.  

Sugestões para pesquisa e debate na sala de aula:

•    A origem do futebol foi o treinamento dos exércitos para a defesa dos imperadores. Onde entrou o papel das religiões dos grandes impérios?
•    A violência dos jogos da antiguidade tem semelhanças com fatos atuais?
•    Pedir aos alunos que assistam a abertura dos jogos da Copa do Mundo e debater:
O que nos revelam as apresentações artísticas e culturais?
O que significa a presença de povos e culturas de toda a Terra?
A Copa do Mundo pode contribuir para o encontro e a convivência entre os povos? De que forma? 

Informações interessantes







O primeiro time de futebol: exército da China (estátuas de terracota de 2.200 anos, encontradas na tumba do imperador Qin)









Nos teatros circulares romanos, o povo divertia-se com lutas, dramatizações e jogos. Ao lado, ruínas do Coliseu de Roma e ficção de seu tempo de glória, há 2 mil anos.




Sugestão de leitura



O dono da bola

Elias José
Ilustrado por Elma
Editora Paulinas
Código 50537-4

As crianças da escola municipal tinham dois sonhos: conhecer o mar e jogar com uma bola de verdade. Um garoto possuía a bola sonhada, mas a protegia demais. Um dia os dois sonhos se realizaram juntos e, além disso, nasceu amizade, alegria e a escola voltou do passeio bem diferente!

Fonte: Diálogo 42 - Mai/2006
Postado por: Diálogo




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