Expressão do sagrado

Data de publicação: 21/05/2014

Símbolos utilizados por alguma religiões para expressar sua crença e a relação com a transcendência








Candelabro

Em hebraico, menorah, o candelabro de sete braços É um antigo símbolo judeu. Na Bíblia há dois textos que fazem alusão a ele (cf. Ex 25, 31-40; Zc 4, 1-14). O profeta Zacarias faz uma descrição mítica do candelabro e deixa entrever um simbolismo de origem astral: ele corresponderia aos sete planetas, aos sete céus. Símbolo da divindade e da luz que ela distribui entre os humanos. O candelabro dos hebreus é equivalente à árvore babilônica da luz.








Om ou Aum
É o som mais sagrado para os hindus. Segundo muitos místicos hindus, Deus está para além das formas e palavras humanas. O silêncio na presença do Absoluto é considerado melhor do que a fala. A recitação do Om é o primeiro passo em direção ao silêncio, por isso um hindu começa e termina sua oração recitando o Om. Representa também a Divindade Suprema do hinduísmo, com seus atributos de Criador, Preservador e Destruidor - Brahma, Vishnu e Shiva. Om é o universo - o passado, o presente e o futuro.






Ankh

Cruz ansada egípcia ou nó mágico denominado “O Vivente”. Os reis, rainhas e deuses, a deusa Ísis quase sempre, trazem-na na mão para indicar que detêm a vida, que são, portanto, imortais e têm poder de dar e tirar a vida. É frequentemente relacionada com a imortalidade e com a eternidade. Sua forma evoca também a de uma chave que abre a porta para o mundo da eternidade, da clarividência e da visão suprema.








Rosário de contas

No Ocidente, o rosário, em geral composto de 50 contas separadas em grupos de dez por mais uma conta, é usado por religiosos e leigos católicos. Ele ajuda na repetição de certas preces durante a contemplação da vida de Jesus.











Yin-yang

O simbolismo do yin-yang exprime-se através de um círculo dividido em duas metades iguais por uma linha sinuosa, uma preta (yin) e a outra branca (yang). Designam o aspecto obscuro e o aspecto luminoso de todas as coisas, o aspecto terrestre e o celeste, o negativo e o positivo, o feminino e o masculino. É a expressão do dualismo e do complemento universal. Yin e yang só existem em relação um ao outro. São inseparáveis e o ritmo do mundo é o próprio ritmo de sua alternância. Esse símbolo condensa a filosofia mais profunda e característica do espírito chinês.






Cruz

É um dos símbolos cuja presença é atestada desde a antiguidade: no Egito, na China, em Cnossos, Creta, onde foi encontrada uma cruz de mármore do século 15 a.C. A cruz É o terceiro dos quatro símbolos fundamentais, com o centro, o círculo e o quadrado. A cruz tem função de síntese: nela se juntam o céu e a terra, o tempo e o espaço. É símbolo do intermediário, do mediador, da comunicação terra-céu. A tradição cristã enriqueceu muito o simbolismo da cruz: ela é símbolo da crucificação de Jesus, representa o seu amor pela humanidade ao morrer por seus pecados. A cruz vazia mostra que ele se elevou de entre os mortos. (Cruz ao lado: a forma grega. Escultura de antigos sarcófados. Primeiros sÉculos d.C.).






Contas de oração (mala)

O Guru Nanak, o primeiro dos dez Gurus da religião Sikh, é sempre representado com um colar de contas. Este É um símbolo de seu status de homem santo, em contraste com os Gurus Sikhs posteriores, representados como líderes das comunidades. Muitos Sikhs usam um rosário geralmente feito de madeira branca ou aço para meditar, repetindo a palavra Satnam ou Vahiguru a cada conta






(Cf. Dicionário de símbolos, Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, José Olympio, Rio de Janeiro, 2ª ed., 1990)

Fonte: Diálogo 29 - Fev/2003
Postado por: Diálogo




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