Arte e o sagrado

Data de publicação: 25/06/2014

Psicodrama

Daniel Seidel *

Apresentamos um roteiro simplificado para uma vivência psicodramática sobre o tema Arte e o Sagrado.
Objetivo: possibilitar aos(às) participantes compartilharem ideias acerca da relação existente entre a arte e o Sagrado, ampliando sua compreensão, de forma participativa e envolvente.
Número de participantes: de 20 a 25 pessoas.
Material necessário: sucatas e música suave de fundo.


Roteiro:

1. Apresentação do(a) facilitador(a) da vivência e dos(as) participantes (de for­ma rápida e verbal).

2. Efetivação do contrato de convivência (tudo o que for compartilhado de sentimentos é deste grupo, não podendo, a partir daí, ser utilizado para qual­quer fim, fora deste contexto. O que for aprendido deve ser multiplicado, mas os sentimentos e escolhas devem ser preservados para criar um clima de acolhida, respeito e cumplicidade).

3. Aquecimento: solicitar que to­dos (as) se levantem e se espreguicem, caminhando pela sala, pensando como foi chegar até o local daquele encontro (ou aula), percebendo o ambiente (cores, texturas do piso, teto, objetos presentes na sala), pedir que os(as) participantes se entreolhem percebendo quem co­nhece mais, quem conhece menos; em seguida, solicita-se que cada um(a) coloque uma das mãos no lado esquerdo do peito para sentir os batimentos cardíacos; enfim, a vida que pulsa.

4. Ação dramática: na sequência, solicita-se que todos(as) possam deter seu mo­vimento e que pensem numa ideia, palavra ou sentimento que lhes ocorre(m) quando escutam a palavra Arte. Convida cada qual que for identificando para que volte a caminhar pela sala, elaborando melhor essa idéia, palavra ou sentimento. Quando todos(as) estiverem caminhando novamente, o(a) facilitador(a) pede para que pensem agora em ideias, palavras ou sentimentos que lhes ocorre(m) quando se fala em Sagrado. Repetindo a orientação, o(a) facilita­dor(a) convida a todos(as) os(as) que já formaram uma ideia acerca do Sagrado a deter seu movimento, parando onde estão naquele momento.

O(a) facilitador(a), então, explica que trará objetos variados que em si não têm valor algum, pois são sucatas, mas podem adquirir significado a partir do momento que alguém os escolher por sua forma, cor, textura ou qualquer outra característica. “Os objetos da sucata podem ser aquilo que a gente quiser”. A partir dessa explicação, o(a) facilitador(a) despeja as sucatas no chão e solicita que cada um(a) escolha dois objetos, um para significar a Arte e outro para representar o Sagrado. Quem escolher senta na roda, permitindo que outros participantes se aproximem e façam sua escolha.

Após todos(as) terem escolhido, o(a) facilitador(a) recolhe os objetos que sobraram e sugere que cada um(a) explore as características dos objetos escolhidos, se eles têm alguma coisa a ver com sua própria experiência de vida (mas tudo isso só pensando, ainda sem compartilhar com ninguém).

5. Comentários: Depois deste momento, o(a) facilitador(a) incita as pessoas a revelarem para todo o grupo o que entenderam por Arte e pelo Sagrado, a partir dos objetos escolhidos, solicitando ainda que os coloquem no meio do círculo (os objetos que signifiquem Arte, de um lado, e aqueles que representem o Sagrado, do outro).

Quando todos(as) tiverem compartilhado, o(a) facilitador(a), então, pede que observem os objetos colocados para significar Arte, de um lado; e os objetos utilizados para representar o Sagrado, do outro; perguntando se há se­melhanças e/ou diferenças, explorando as descobertas realizadas pelo grupo entre a relação a Arte e o Sagrado, acrescentando informações e conhecimentos acerca da temática, valorizando as percepções que os(as) participantes trouxeram sobre o assunto.

* Psicodramatista e educador na pós-graduação em Psicodrama. É consultor na área de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz, tendo mais de 20 anos de experiência na educação de adolescentes e jovens.

Fonte: Diálogo 33 - Fev/2004
Postado por: Diálogo




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