Festas religiosas

Data de publicação: 16/09/2014

Fique por dentro das festas religiosas em algumas tradições:

Budismo

Hanamatsuri (Festival das Flores) – Comemora o nascimento de Buda. É cele­brado no dia 8 de abril com gran­de alegria e participação de muitas crian­ças. Há uma procissão solene em que o Buda Criança é colocado em um andor sobre o dorso de um elefante vivo ou um elefante feito de material branco que circula pelas ruas prin­cipais da cidade, seguido por fiéis en­toan­do palavras de louvor ou sílabas sagradas. Antes ou depois dessa procis­são solene, cercada de monges, monjas, leigos, leigas e crian­ças vestidas como seres celestiais, é celebrada uma ceri­mô­nia religiosa, com preces, oferta de in­censo, flores, luz de vela.

(A data acima faz parte das come­mo­rações de tradições budistas com sedes no Japão).

Cristianismo

Páscoa (do hebraico, Pessah) – É a mais importante festa da tra­di­ção cristã. Páscoa significa passa­gem da morte para a vida, ressur­reição. É acima de tudo a celebração da pas­sa­gem de Cristo, e conseqüen­temente dos cristãos, da “morte para a vida”. Contudo, como a antiga Pás­coa judaica, ela permanece a festa da libertação, pois, com sua morte e ressur­reição, Jesus Cris­to libertou a humani­dade de toda forma de escravidão. É um momento de renascimento e de espe­rança. Cristo veio trazer a vida, por isso, Páscoa é a fes­ta da vida. Os cristãos co­memoram a Páscoa, participando da ceia pascal e celebrando na família e na comunidade a ressurreição de Jesus.

Islamismo

Eid al-Adha (Festival do Sacrifício) – É celebrado durante três dias, com início no décimo dia do mês do Hajj, as­si­nalan­do o final do ritual de peregri­­- na­ção. Comemora-se o exem­­plo de sub­missão demonstrado pelo pro­feta Ibra­him (Abra­­ão), que em obe­diência a Alá oferece em sacrifício seu filho pri­mo­gênito, Ismail (Ismael). Nes­te período, como nas demais fes­tividades islâmicas, a ocasião é comemorada com a prática da cari­da­de, donativos aos ne­cessitados, visitas a parentes e amigos, exercício do perdão e presentes às crian­ças. Faz parte dos rituais o sacrifício de um car­neiro, cuja carne deve prefe­ren­cialmente ser doada, sim­bo­lizando o sacrifício de nos­so egoís­mo, paixões e desejos in­feriores para nos aproxi­marmos de Alá.

Eid al-Fitr (Festival do Des­jejum) – Assinala o final do mês do ramadã, no qual é praticado o jejum. A data é ce­lebrada pela manhã, com a prática do zikr (lem­­brança de Alá), e orações, co­me­­mo­ra-se com um farto des­jejum.

Judaísmo

Yom Kipur (Dia do Perdão) – Festa judaica que celebra o dia do perdão de Deus para todo o povo de Israel. É tam­bém o dia de purificação e de recon­cilia­ção. Os dias imediatamente an­teriores ao Dia do Perdão devem ser usados para que o judeu peça perdão e faça as de­vi­das restituições àqueles com quem tenha falhado ou ofendido ao longo do ano.
Acontece dez dias depois de seu Ano-Novo (dia 10 do mês tishrê, primeiro mês do calendário ju­daico). Caracteriza-se pelo jejum ab­­so­luto. Este é sinal de resistência ao mundo material e faz ex­perimentar o sofrimento dos que pas­sam fome e sede.
Pessah (Páscoa) – celebra o mais im­portante evento da história do povo judeu, o êxodo ou libertação da escra­vidão do Egito pela ação prodigiosa de Deus.

Festas afro-brasileiras

Cada Templo tem suas datas dife­ren­tes, as únicas festas que têm data certa são aquelas que cor­res­pon­dem as de santos ca­tó­licos, nos Tem­plos que usam o sincretismo.

No Ile Leuwiyato, temos um mês para cada Orisa, ou vários:

Janeiro - Exu;
Fevereiro - Yemoja e Olokun;
Março - Ogun, equinócio de outono, Ano-Novo;
Abril - Obatala e Osagiyan;
Maio - Oya;
Junho - Osose;
Julho - mês reservado a iniciações e ceri­mônias dos filhos que vêm de fora;
Agosto - Omolu, Ananburuku,  Osumare;
Setembro - Sango, Dada, Baiyani,  Oba, Iyewa, Iya Mase, Iroko,  Apaoka, Ibeji, Aje Saluga, Egbe,  Aira;
Outubro - Osun;
Novembro - Olooogunede;
Dezembro - mês reservado a iniciações e cerimônias dos filhos que vêm de fora.
Você sabia

• que, nas tradições religiosas orais, a dança acompanhada de can­ti­nelas e ritmos de instrumentos foi uma forma de comunicação com os espíritos e os deuses, e um dos seus pri­meiros objetivos foi curar as doenças?
• que algumas danças folclóricas de vários países têm origem na pré-história, quan­do as pessoas pensavam que os ani­mais fossem espíritos protetores. Muitas dan­ças rituais ou, atualmente, fol­cló­ricas, imitam os passos e mo­vi­mentos dos animais?
Extraído do livro Expressões do sa­grado na humanidade, Paulinas Editora, 2001

Fonte: Diálogo 30 - Mai/2003
Postado por: Diálogo




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