Conceituando tradição

Data de publicação: 18/12/2014

Georgia Vassimon*



Jogo é divertimento com certas regras, é atividade lúdica, voluntária, com limites de espaço e de tempo, é sair da vida real e entrar no mundo do faz de conta, que tem como objetivo a satisfação, o bem-estar físico e psíquico. Ele faz parte da vida e possibilita diversão, aprendizagem e compreensão dos sentimentos e sensações.

Jogo dramático é aquele que acontece dentro do faz de conta. Esse contexto favorece à pessoa a expressão dos  conteúdos internos, a ampliação da compreensão das situações do dia a dia e a utilização de novos recursos nas  suas ações.

O trabalho com jogos dramáticos em sala de aula tem o objetivo de recuperar a espontaneidade e a criatividade, qualidades essenciais para o agir, utilizando o potencial humano na vida.

A característica de cada grupo deve ser considerada no planejamento e desenvolvimento das propostas. Por exemplo, dirigir um grupo de adolescentes pressupõe muita habilidade, pois são bastante sensíveis e boicotam facilmente uma atividade se percebem que esta não vai ao encontro dos seus interesses. Por outro lado, entram facilmente nas brincadeiras, expressando seus sentimentos e desejos.

Atividade: trabalhar o conceito de Tradição.

Objetivos: conceituar Tradição; recuperar o sentido positivo do tradicional, pois a dicotomia tradicional versus moderno se coloca muito presente hoje em dia; rever o próprio sentido da palavra.

Disposição no espaço: círculo, todos de pé; distribuídos em pequenos grupos; círculo, todos sentados.

Recursos: bola; cartolina; sulfite; canetas hidrográficas.

Aquecimento para todas as faixas etárias: em círculo, jogar a bola um para o outro, lembrando parlendas ou músicas aprendidas com os pais ou avós. Exemplo, aquele que estiver com a bola na mão inicia falando: “Hoje é domingo…” e joga a bola. Quem a recebe continua: “Pé de cachimbo…” e assim sucessivamente até acabar a parlenda. Começa-se outras, para que todos participem.

Continuação com crianças de 6 a 10 anos: após o aquecimento, pede-se para que cada criança escolha uma das parlendas e faça um desenho. Essa atividade pode se estender para uma pesquisa com os pais e avós, livros e CDs, ampliando o entendimento do tema.

Continuação com adolescentes: o professor faz uma ponte entre as parlendas e as músicas e a Tradição oral, apresentando outros aspectos da temática, inclusive o religioso. A partir dessa conversa, o professor propõe um jogo com o objetivo de conceituar Tradição.

Jogo do dicionário: divide-se a turma em pequenos grupos. Cada grupo é motivado a elaborar uma definição para a palavra Tradição, tendo como modelo o dicionário, e a escrever numa tira de cartolina. Ao final da atividade, o professor mistura as tiras, incluindo entre elas a definição con­vencional. Todas as definições serão expostas, e os participantes devem chegar a uma conclusão do grupo. É importante nesse momento o professor fazer a mediação, sistematizando, organizando e ampliando os conceitos apresentados pelos adolescentes. Pode-se pedir uma pesquisa para se colocar em murais, jornais e feiras sobre as tradições da família, da escola e da comunidade ou sobre as tradições religiosas.

* Pedagoga, especialização em Psicodrama e Psicopedagogia, coordenadora do Getep (Grupo de Estudos e Técnicas Psicodramáticas) e professora de Psicopedagogia no SEDES. Getep – Fone: 3872-0750 – E-mail: getep@terra.com.br

Fonte: Diálogo 26 - Mai/2002
Postado por: Diálogo




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