Ano-Novo tailandês

Data de publicação: 09/03/2015

Em pauta memorial

Songkran – Ano-Novo tailandês


Não estranhe se no mês de abril alguém disser a você suksan wan songkran, o que isso quer dizer é simplesmente Feliz Dia de Songkran, ou Feliz Ano-Novo, em tailandês.
O termo sânscrito songkran significa passar ou mover-se, de fato a festa simboliza um recomeço inerente à passagem de ano, pois tem o sentido de deixar o que não deu certo, renovar energias e esperanças para o ano novo. Dura três dias, em geral de 13 a 15 de abril, por ser um evento solar que marca o início de um novo ano astrológico.
Songkran é tempo de fazer visita à família, faxina na casa e preces nos templos budistas. Também libertar pássaros engaiolados ou peixes em cativeiro.  Assim como no Ocidente, na Tailândia, durante a festa de Ano-Novo, as pessoas saem às ruas com as melhores roupas. Mas lá, costumam jogar água umas nas outras, pois na mesma data ocorre o Festival da Água, que marca o início da estação da chuva e da produção de arroz nos campos tailandeses.
Segundo a tradição religiosa, no início do Songkran os monges retiram do templo imagens do Buda e as põem em altares externos, e enquanto são lavadas, como parte do rito, os participantes derramam água na cabeça uns dos outros, sendo que os jovens banham as mãos dos idosos, em sinal de respeito, com água perfumada, que simboliza tanto a purificação como a renovação do tempo.
Em outros países do sudeste asiático, existe a mesma festa, porém com nomes e detalhes próprios: na Índia é chamada de Baisakhi; em Bangladesh e no Sri Lanka é Varushapirapu; no Laos chama-se Boum Pimay ou Bun-Pi-Mai-Lao; em Mianmar é Thingyan; e no Camboja, Chol Chnam Bon.  A celebração do Songkran pode ser comparada a outras festas religiosas, tais como o festival Holi indiano, o Ching Ming chinês e a Páscoa judaica e cristã.



De olho nos astros

 Desde as civilizações mais antigas se buscou um meio de contar o tempo.  Cada povo determinava um sistema, a fim de estabelecer os dias, meses e anos. O calendário, como se convencionou chamar, foi usado para definir o início, a duração e as divisões do ano e as festas religiosas eram fixadas com base no movimento dos astros, que poderia ser o sol, a lua, ou a sincronia de ambos.
No mundo ocidental prevaleceu o calendário introduzido entre os anos 715 e 672 a.E.C. (antes da Era Comum ou Era Cristã) pelo rei de Roma Numa Pompílio.  Em 46 a.E.C., o imperador Júlio César decidiu que a contagem civil coincidisse com a solar, e surgiu o ca­lendário juliano. O papa Gregório XIII, no século 16, voltou a ajustar os calendários civil e solar, criando o calendário gregoriano, que tem em Cristo o ponto de referência para a contagem do tempo, permanecendo até hoje nos países onde predominou a cultura cristã. Embora este calendário tenha sido assimilado pela sociedade civil, países de tradições religiosas não cristãs conservam seus próprios calendários, como a islâmica e a judaica, que fazem uma sincronia, tanto dos movimentos da Lua, quanto do movimento da Terra em volta do sol.


Sugestão de atividade

Pesquisar à luz dos eixos temáticos do Ensino Religioso e compará-los com costumes da cultura brasileira:
Símbolos –
água, flores, perfume, imagens;
Ritos –
festas religiosas celebradas em cada estação;
Crenças e cerimônias populares –
lavar as escadarias, imagens de Buda, vestir roupa branca;
Ética –
relação entre os jovens e os mais velhos.

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Fonte: Diálogo 61 - FEV/2011
Postado por: Diálogo




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