SUMÁRIO - EDIÇÃO 78

Data de publicação: 23/04/2015

  
Editorial


                                                                                  Absolvidos e punidos

Além de um bom currículo multicultural e interdisciplinar, a escola precisa ter uma visão ampla e profunda do momento presente. É inegável porém que, enquanto assistimos, por exemplo, a intolerância religiosa no Oriente Médio, pouco sabemos a respeito do domínio exercido por superpotências do Ocidente sobre as populações do mundo islâmico. Esse olhar superficial ocorre também no Brasil, onde fatos são maximizados e causas, silenciadas, como vem acontecendo no processo de aprovação da maioridade penal aos 16 anos de idade.
Perguntemos: se a nova maioridade penal vigorar, os adolescentes infratores das classes altas serão presos? No ano de 2009, um cidadão de uma tradicional família de políticos paranaenses, com idade suficiente para o cargo que exercia como deputado estadual, embriagado e dirigindo um carro de luxo blindado, em alta velocidade, atropelou e matou duas pessoas em Curitiba (PR). Até o momento, não foi julgado. O filho de um grande milionário brasileiro foi absolvido de ter matado um ciclista, quando dirigia uma McLaren em alta velocidade, em Duque de Caxias (RJ). Enquanto essas infâmias são justificadas pelas leis, a prisão aos 16 anos promete dureza sumária para com os excluídos.
O adolescente marginalizado é fruto de um estado de injustiça que o expõe mais facilmente à ação dos adultos aliciadores do crime. Quando infrator, ele deve ser alvo de proteção e da correção socioeducativa, já em vigor no País. Mais do que ser punido, precisa ser ajudado a recomeçar a vida de modo diferente. Por isso, reduzir a maioridade penal é entrar no jogo sujo de quem quer manter a sociedade brasileira boa só para poucos. A educação é fundamental para qualquer indivíduo se tornar um cidadão, porém, infelizmente, prender é bem mais fácil do que educar.  



 
INTERNACIONAL
Sangrenta intolerância

    O Direito Humanitário internacional condena atos de violência como os que os
    extremistas islâmicos vêm cometendo no Oriente Médio. O “nunca mais” deve
    ecoar e se fazer valer na proteção das vítimas da intolerância religiosa.

                                                                   Othon Moreno de Medeiros Alves
                                                             
EDUCAÇÃO
Fronteiras, diálogo e paz

  Acolher pessoas imersas em culturas diferentes é resgatar a nossa humanidade.
  Enquanto conflitos religiosos surgem por absurdas questões de poder econômico
  e político, cabe a quem crê renovar o ato de fé: Deus é vida, e não pode ser
  razão da violência e da morte.
                                                                                        Ascânio João Sedrez


RELIGIÕES
A comunhão entre culturas e religiões

  O mundo globalizado pela profusão de valores e de perspectivas múltiplas,
  que não param de se expandir, conclama as religiões para a compreensão das
  diferenças e a unidade na diversidade.

                                                                                           Regina Schöpke




CULTURA
Identidade firmada nos ancestrais
  A religião deu aos africanos e afro-brasileiros a força para vencerem a dor e o
  caos a que suas vidas foram submetidas pela escravidão, para firmarem suas
  identidades à luz dos ancestrais e para persistirem na luta por plenos direitos de
  cidadania na sociedade brasileira.
                                                                                    Irene Dias de Oliveira

MEMÓRIA
Revista Diálogo, sonho realizado
  Aos 20 anos de publicação, cumprindo um importante papel na consolidação
  do Ensino Religioso no Brasil, a Diálogo – Revista de Ensino Religioso entra agora
  em uma fase mais abrangente e, a partir da edição 79, passa a se chamar
  Diálogo – Religião e Cultura.
  Luzia Sena, Roseane Barbosa e Maria Inês Carniato
                                                                                                                                             
                                                                                                                                                                                                          

Seções pedagógicas  
 
DESTAQUE
A liberdade tem rodas

 
  A capoeira do Brasil, uma das mais importantes e efi cazes
  estratégias de resistência dos africanos à violência escravista, foi
  incluída na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

VOCÊ SABIA
O país que teremos

 
  O slogan O país que queremos lembra a justiça e a
  paz social. O país que teremos é o sonho de uma
  nação que reconheça o contributo de todas as etnias,
  inclusive a do povo cigano.

SUA PÁGINA
Um mundo bem melhor

  Um projeto de Ensino Religioso elaborado com
  precisão e bem desenvolvido pode atingir a turma, o
  colégio e a família, trazendo aos estudantes uma nova
  visão de mundo, de cidadania e de solidariedade.
DICAS
Inesquecível professora

 
  Cecília Meireles, a professora futurista empreendedora, marcou
  a educação brasileira não apenas pela obra poética, mas por sua
  paixão pelo ensino e sua imensa cultura, atuação e engajamento
  transformador.

APRENDENDO E ENSINANDO
Memória em arte

  A tela Eu e a Aldeia retrata memórias existenciais do pintor Marc
  Chagall. Recriada no Ensino Religioso, a ideia pode revelar o que
  há de mais belo e profundo na história pessoal dos estudantes.
RESENHA
Religião e ciência
  A obra enfrenta o diálogo do Ensino Religioso com o currículo
  da escola e apresenta parâmetros para a relação construtiva que
  analisa o confl ito e tem por meta o encontro interdisciplinar.

EM PAUTA
A folia do boi

  Expressão popular enraizada em profundidades ancestrais, o
  bumba meu boi, por sua presença e variedade em todo o País,
  levou Mário de Andrade a distinguir o boi como animal símbolo da
  cultura brasileira.


Fonte: Diálogo 78 - MAIO/2015
Postado por: Diálogo




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