Folclore, o saber popular

Data de publicação: 04/08/2015

Folclore, o saber popular

De rito religioso à cultura viva

 O Brasil tem um dos mais variados folclores do mundo. Sabe-se que grande parte das atuais apresentações artísticas foi ritos religiosos de antepassados remotos, conservados, não só nos sentimentos das pessoas, como na cultura viva do povo.
No século 16, começo da formação do povo brasileiro, a Europa vivia o renascimento cultural e o advento da imprensa. Os irmãos Grimm, gráficos alemães, imprimiram a primeira coletânea de contos populares. Depois, o editor Herder, também alemão, publicou lendas, mitos, cânticos e festas religiosas, com o título de Antiguidades populares. Porém as expressões do povo eram tidas como ignorância, falsidade e mero folguedo, frente ao conhecimento acadêmico da literatura clássica antiga, tido como o único verdadeiro.
O termo folclore surgiu na Inglaterra, na metade do século 19, quando o arqueólogo William John Thoms, ao pesquisar culturas e religiões antigas, identificou expressões universais de sabedoria. No dia 22 de agosto de 1846, publicou um artigo na revista acadêmica Atheneum, de Londres, no qual lançou a palavra folklore, “saber do povo”. No Brasil, em 1965, o então presidente da República, Humberto Castelo Branco, instituiu na mesma data o Dia Nacional do Folclore.
Em nosso país, até o começo do século 20, usou-se o termo “tradições populares”. A palavra folclore foi adotada pelos pesquisadores após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k “cá”, e o hífen do termo inglês. Em 1947, criou-se a Comissão Nacional de Folclore, ligada à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e ao Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura. Desde então, cresceu o reconhecimento da cultura popular no País.

A grande idéia de um professor
Diversas cidades brasileiras fazem festivais de folclore. O pioneiro e mais famoso é o Festival Internacional do Folclore de Olímpia (SP). Tudo começou na década de 1950, com a atividade pedagógica inovadora de José Sant’Anna, professor de Língua Portuguesa em uma escola pública da cidade. Os alunos pesquisavam o folclore da região e traziam o conhecimento para a escola. Em breve as apresentações atraíram público e, em 1965, o município assumiu o evento, que passou a se chamar Festival do Folclore de Olímpia.
O fato influenciou a criação da Comissão Estadual de Folclore e Artesa­nato, do governo de São Paulo, um passo decisivo para a cultura popular. Diversas cidades do País convidaram o professor Sant’Anna a proferir palestras e incentivar a criação de projetos e entidades em prol do folclore. Sua atividade rendeu para o Brasil um renascer da cultura viva; e para Olímpia, o título de Capital Nacional do Folclore.







Conheça tudo sobre o Festival:
www.folcloreolimpia.com.br


Pesquise mais sobre folclore:
www.terrabrasileira.net/folclore
www.brazilsite.com.br/folclore
www.cmfolclore.ufma.br



Do povo brasileiro para a escola

Cantigas do povo, água da fonte
Reisado, pastoril, bendito, “incelência”, “salva”, puxada de mastro, boi e muito mais, recolhidos no Nordeste e Centro-Oeste do País e interpretados pela cantora e folclorista Ely Camargo.
Código. 12235-1
Paulinas Comep

 




Mafuá dos magafamágicos
Texto de Lenice Gomes
e imagens de Ivan Zigg
Código. 51105-6,
Paulinas Editora
O livro é um “lume-guia”, que viaja sertão afora pelas brincadeiras, rimas, cordel e adivinhas do imaginário nordestino, no caminhão da trupe Mafuá.






Outras histórias do Brasil
Código. 50341-0,
Paulinas Editora 
Lendas, mitos e personagens fantásticos recolhidos de norte a sul e de leste a oeste do Brasil por José Arrabal e ilustrados por Sérgio Palmiro.  









Quem quiser que conte outra

Código. 50344-4,
Paulinas Editora
Fábulas brasileiras, como  “O macaco e a onça”, “As virações da formiga” e outras, recontadas por Elias José e ilustradas por Cláudio Martins.
(Dois últimos livros citados pelo Programa Nacional do Livros Didático do Ministério da Educação)








Baú do bem-querer
Código. 50867-5, Paulinas Editora
Figuras do folclore e personagens da escola e da vida cotidiana se encontram na poesia de Paulo Nunes e se deixam ilustrar magicamente por Cláudio Martins. 








Batuques de limeriques
Código. 50694-0, Paulinas Editora
Por meio do limerique, gênero poético e bem-humorado, Marcelo Dolabela leva o leitor pelo Brasil, nas asas da ilustração de Clô Paoliello. 
(Adotado pela Secretaria de Educação do estado de São Paulo)


Fonte: Diálogo 47 -AGO/2007
Postado por: Diálogo




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