Figuras folclóricas

Data de publicação: 25/08/2014

Figuras folclóricas

Ao explorar o nosso folclore, encontramos personagens curiosos. Convido você a dar um passeio pela nossa cultura popular, expressa em mitos, crenças, superstições e curiosidades. Vamos lá!





Boitatá
– É uma cobra muito grande que assusta as pessoas nas noites de verão. Protege os campos, e quem os destrói ou incendeia é castigado. O boitatá, em alguns lugares, toma a aparência de um touro enorme com um só olho na testa. Pode matar, cegar ou enlouquecer com o fogo dos seus olhos quem ele encontra destruindo ou quei­mando a vegetação. Para afugentá-lo, basta ficar quieto, de olhos fechados e com a respiração presa. Em alguns lugares, conta-se que ele comeu os olhos de animais que morreram nas enchentes e guardou a luz dos olhos que ingeriu. Alguns acreditam que o boitatá é a alma penada de menino pagão ou de pessoas que cometeram o incesto.











Curupira
– Trata-se de um menino bem cabeludo que tem os pés virados para trás e protege os animais das florestas. É considerado o deus protetor das matas, tem cabelos vermelhos e o corpo coberto de pêlos. Ele persegue os caçadores malvados e os martiriza. Estes, quando não morrem, ficam tão desorientados que nunca mais podem caçar. O curupira surge e desaparece de repente. Foi descrito pelo padre Anchieta, em 1560.










Lobisomem
– Costuma aparecer no cemitério e nas encruzilhadas durante as noites de sextas-feiras, à meia-noite. Tem o corpo e as orelhas de cachorro e o rosto de homem. É comum atacar e morder as pessoas. Dizem que é um homem que nasceu depois de sete irmãs e cuja madrinha não foi a primeira delas. Outros acreditam que o lobisomem foi amaldiçoado pelos pais ou pelos padrinhos. É um homem magro e pálido que vira bicho. Quando se transforma, o corpo fica coberto de pêlos compridos, as orelhas crescem e as unhas aumentam e viram garras. Logo que isso acontece, ele sai à procura de sangue para beber. Um modo de desencantá-lo é feri-lo em um lugar por onde seu sangue possa escorrer, só assim ele volta ao normal.








Saci-pererê
– Tem uma perna só, é bem negrinho e muito ágil e ousado. Cultiva hábitos muito peculiares, está sempre de gorro vermelho e adora fumar cachimbo. Uma das suas artimanhas é ficar invisível, aparecer e desaparecer no corrupio do vento. Vive fazendo muitas traquinagens com todas as pessoas que encontra pelo caminho. Para os sertanejos, é um molequinho de olhos vivos e com uma barriguinha. Corre com muita velocidade, e assim como aparece e desaparece, cresce e diminui. Uma das formas de apanhá-lo é com um rosário de capim, um bentinho ou uma peneira emborcada. Mas o que mais funciona mesmo é rezar o Credo, pois o saci logo desaparece e nunca mais volta. A sua maior diversão é assustar quem passeia pelas florestas querendo destruí-la. Ape­sar das traquinagens, o saci protege as pessoas contra cobras e aranhas. Às vezes, finge que é um vaga-lume para observar tudo o que acontece ao seu redor.















Cuca
– Aparece, ge­ralmente, à noite, quando as mães a chama para pegar as crianças que dão muito trabalho na hora de dormir. Estas mães costumam chamar a cuca por meio de uma canção. Ela é uma velha feia que assusta as crianças e está muito presente no imaginário infantil.

Fonte: Diálogo 31 - Ago/2003
Postado por: Diálogo




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