Fazer o bem faz bem

Data de publicação: 04/03/2015


Um jovem estudante caminhava com um de seus professores, conhecido por tratar bem as pessoas. Enquanto caminhavam, encontraram um par de sapatos velhos ao longo da trilha. Vendo um trabalhador num campo próximo, entenderam que os sapatos pertenciam a ele. O homem estava acabando seu trabalho daquele dia.
Voltando-se para o professor, o estudante sugeriu:
– Vamos pregar uma peça no velho. Vamos esconder os sapatos dele, ocultar-nos atrás destes arbustos e observar a sua reação.
– Você acha mesmo que devemos fazer isso? – perguntou o professor. – Vou fazer uma sugestão diferente. Por que não surpreendemos o idoso cidadão colocando uma moeda em cada sapato e depois observamos sua reação quando encontrar o dinheiro?
O estudante não ficou exatamente entusiasmado, mas acabou concordando com a idéia.
Quando o pobre homem concluiu seu trabalho e calçou os sapatos, sentiu alguma coisa dura por dentro. Surpreso, viu as moedas e se ajoelhou para agradecer a Deus por ter provido dinheiro para sua família desesperadamente necessitada.
– Você não se sente mais feliz assim, por ter ajudado um velho trabalhador em vez de ter-lhe pregado uma peça? – cochichou o professor.
O estudante concordou.


As três peneiras
Um rapaz procurou Sócrates, o filósofo grego, e lhe disse que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
– O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
– Três peneiras?
– Sim. A primeira é a Verdade. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aí mesmo.
A segunda peneira é a Bondade. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?
Se o que você quer contar é verdade, é coisa boa, deverá ainda passar pela terceira peneira: a Necessidade. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Contribui para o bem? Se passar pelas três peneiras, conte! Eu, você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas deste planeta. Devemos ser sempre a estação terminal de qual- quer comentário infeliz!

A Casa dos Mil Espelhos
Em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a Casa dos Mil Espelhos. Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia.
Para sua grande surpresa, deparou- se com outros mil pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Então abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com mil enormes sorrisos.
Quando saiu da casa, pensou:
– Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes.
Nesse mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu mil olhares hostis de cães que o olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver mil cães rosnando e mostrando os dentes para ele.
Quando saiu, ele pensou: que lugar horrível, nunca mais volto aqui.
Todos os rostos no mundo são espelhos. Que tipo de reflexos você vê no rosto das pessoas que você encontra?
(Folclore japonês)

Fonte: Diálogo 37 - FEV/2005
Postado por: Diálogo




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