O amor entre as estrelas

Data de publicação: 31/03/2015

Em pauta memorial

O Festival das Estrelas, em japonês Tanabata Matsuri, começou na corte imperial do Japão, há cerca de 1.150 anos e, em 1603, tornou-se feriado nacional, no dia 7 de julho.
No Brasil o festival se realiza nas regiões onde se concentram os descendentes dos imigrantes, sendo a mais conhecida a celebração no bairro da Liberdade, em São Paulo (SP).
Segundo a mitologia japonesa, a princesa Orihime passava os dias tecendo as roupas dos deuses. Um dia, o imperador celestial permitiu à filha deixar o tear por algum tempo e caminhar pelo céu, onde ela encontrou Kengyu, um jovem pastor. Os dois apaixonaram-se imediatamente e o amor fez a princesa esquecer o tear e o pastor descuidar-se do rebanho. O imperador celestial, indignado, transformou-os em estrelas, uma de cada lado da Via-Láctea.
Ao ver o fato, as outras divindades, penalizadas, intercederam pelos jovens e o imperador celestial decidiu permitir-lhes um encontro por ano, caso eles atendessem aos pedidos humanos.  Assim, na sétima noite do sétimo mês do calendário lunar, uma ponte de pássaros se forma no céu e sobre ela o pastor e a tecelã se encontram.
Na terra, as pessoas decoram ruas e casas com os sassa-dake, arcos de bambu em forma de ponte, enfeitados com pássaros de papel, e amarram nos ramos os tanzaku, papéis coloridos onde escrevem suas preces. Os desejos se realizam no momento sagrado do encontro das duas estrelas.
Orihime é Vega, da constelação de Lira, a quinta estrela mais brilhante do universo, e Kengyu é Altair, a estrela mais luminosa da constelação da Águia.


Fonte: Diálogo 50 - MAIO/2008
Postado por: Diálogo




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