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100 anos do nascimento de Dorina Nowill

Data de publicação: 28/05/2019

Dorina de Gouvêa Nowill (São Paulo, 28 de maio de 1919 — São Paulo, 29 de agosto de 2010) foi uma educadora, filantropa e administradora brasileira. Educadora de formação, Dorina trabalhou intensamente para a criação e implantação de instituições, leis e campanhas em prol dos deficientes visuais e pelo seu trabalho foi diversas vezes reconhecida e premiada.

Dorina Nowill ficou cega aos 17 anos em virtude de uma infecção ocular, que ocasionou uma hemorragia. A cegueira, contudo, não a impediu que seguisse carreira na área da educação.

Em 1945, conseguiu convencer a Escola Caetano de Campos, onde cursava o magistério e viria a se formar como professora, a implantar o primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos. Nessa época, livros em Braille eram raríssimos e ela teve que cursar a escola como estudante normal. Após diplomar-se, viajou para os Estados Unidos com uma bolsa de estudos paga pelo governo americano para frequentar um curso de especialização na área de deficiência visual, na Universidade de Columbia.

De volta ao Brasil, concentrou esforços na fundação da primeira imprensa Braille de grande porte do país. A editora é uma das principais fontes de renda da fundação que criou e produz mais de 80% dos livros do Ministério da Educação para deficientes visuais, além de receber encomendas especiais de cardápios para restaurantes, instruções de segurança de companhias aéreas, best-sellers, etc.

A educadora também se voltou à regulamentação da educação para cegos. Na Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, ela foi a responsável pela criação do Departamento de Educação Especial para Cegos e, em 1961, graças a seu empenho, o direito à educação ao cego virou lei. Nessa mesma época, entre 1961 a 1973, ela dirigiu em Brasília o primeiro órgão nacional de educação de cegos no Brasil, criado pelo Ministério da Educação, bem como realizou programas e projetos que implantaram serviços para cegos em diversos estados da nação, além de eventos e campanhas para a prevenção da cegueira. Seis anos depois, em 1979, a professora foi eleita presidente do Conselho Mundial dos Cegos. Mais tarde, seria a idealizadora e criadora da Fundação Dorina Nowill, para deficientes visuais.

Em 1981, Ano Internacional da Pessoa Deficiente, ela foi convidada e falou na Assembleia Geral das Nações Unidas como representante brasileira. Já em 1989, o Congresso Nacional ratificou a “Convenção 1599”, da Organização Internacional do Trabalho, que trata da reabilitação, treinamento e profissionalização de deficientes visuais. Esse foi mais um desdobramento do trabalho que a educadora havia começado quase duas décadas antes, com o primeiro centro de reabilitação para cegos criado por sua fundação.

Dorina Nowill faleceu aos 91 anos, vítima de uma parada cardíaca.

Paulinas Editora possui em seu catálogo livros em Braille. Entre eles, alguns livros de Elizete Gomes Lisboa. Ela nasceu na cidade de Coluna (MG) em agosto de 1961. Não enxerga e aos 9 anos de idade teve de aprender Braille. Em apenas alguns meses descobriu o mundo da leitura. Pode estudar inglês, piano e português (na Faculdade de Letras – UFMG). Publicou os seguintes livros: O que será que a bruxa está lavando?, A bruxa mais velha do mundo, Benquerer bem amar, Enquanto João Garrancho dorme e, recentemente, Quatro patinhas no muro.

 

 

Quatro patinhas no muro é o mais novo livro de literatura infantil de Elizete Lisboa. Nesse livro, Elizete mantém o estilo que a fez querida de milhares de leitores ao longo dos anos. Com frases curtas e um vocabulário singelo, a autora, desta vez, conta a história de um cão, uma vira-lata que foi esquecida (ou talvez abandonada) numa praça. Essa vira-lata acaba indo morar na companhia de alguém que se dispõe a cuidar dela.

Em sua nova casa, em sua nova vida, a vira-lata ganha um nome: Lualva; ganha um apelido bem afetuoso: Lua. Lua é engraçada. É mansa, manhosa. Um dia... Ela vai ficando diferente... O que aconteceu? O que vai acontecer? Uma história bem do jeito que as crianças gostam.

O livro está no formato duas escritas – vem com Braille, mas ao mesmo tempo é um livro para crianças que veem.

Sem exageros e sem qualquer didatismo, Quatro patinhas no muro é uma declaração de amor aos animais.

O livro, publicado por Paulinas Editora, tem ilustrações de Walter Lara.

 

 

Fonte: Wikipedia
Postado por: admin_editora


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