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Violência contra a mulher: um debate urgente e necessário

Data de publicação: 12/08/2019

O enfrentamento do problema da violência contra a mulher é urgente, complexo e requer o envolvimento de toda a sociedade. É opinião unânime que somente com informação, educação, denúncia e acolhimento será possível implementar mudanças que garantam relações de verdadeira parceria e o direito a uma vida plena.

Paulinas Editora, a Gravadora Paulinas-COMEP e o Instituto Patrícia Galvão convidam para um debate urgente e necessário sobre a violência contra a mulher e para o lançamento do livro VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER: UM PROBLEMA DE TODA A SOCIEDADE.

Será no dia 22 de agosto (quinta-feira), às 19h30, com entrada franca.

Momento musical com o grupo Cantores de Deus.

Local: Auditório Paulo Apóstolo – Rua Dona Inácia Uchoa, 62 – Vila Mariana- São Paulo-SP (entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana do Metrô)

 

O livro traz uma coletânea de artigos, escritos por especialistas, com o objetivo de divulgar a Lei Maria da Penha e os trabalhos que vêm sendo realizados pelas áreas de segurança, justiça e assistência psicossocial, assim como pelo ativismo social e religioso, de modo que as mulheres saibam identificar um caso de violência doméstica, conheçam seus direitos e descubram como acessá-los. 

No artigo que abre a coletânea, a jornalista Marisa Sanematsu, do Instituto Patrícia Galvão, mostra a urgência e a complexidade de enfrentar o problema da violência contra a mulher, como ela afeta vítimas diretas e indiretas e quais os grupos mais vulneráveis a essa violência.

A atualidade e a relevância do tema para a Igreja Católica ficam evidentes no artigo do Padre Cleiton Viana, que defende que o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher deve estar apoiado em um eixo triplo: educação, proteção e denúncia.

A promotora de justiça especializada em violência doméstica e familiar Silvia Chakian explica quais são as diferentes formas de violência e a importância de se ter leis específicas para proteger a mulher da violência doméstica e do feminicídio.

Marisa Chaves, assistente social e coordenadora do Centro de Referência para Mulheres Suely Souza de Almeida da UFRJ, desfaz alguns mitos recorrentes sobre a violência doméstica e sexual contra a mulher.

A jornalista Flávia Dias, da rede Não me Kahlo, aponta alguns sinais que ajudam a identificar a violência nas relações afetivas, os mecanismos que geram culpa na vítima e o ciclo que pode se repetir e se agravar gradativamente se não for enfrentado.

Luanna Tomaz de Souza e Nílvya Cidade de Souza, que atuam na Clínica de Atenção à Violência da UFPA, explicam quais são os direitos das mulheres, as primeiras providências para sair de uma relação violenta e as medidas judiciais que podem ser tomadas.

A major Denice Santiago, coordenadora da Ronda Maria da Penha da Bahia, destaca a importância de construir um plano de apoio, proteção ou fuga e como funcionam as medidas protetivas para a mulher que decide romper com a situação de violência.

Guilherme Valadares, coordenador do grupo Papo de Homem, busca estabelecer um diálogo direto e franco com os leitores que, assim como ele, percebem que podem mudar de atitude e até mesmo promover mudanças em seu entorno.

O professor Sergio Barbosa explica como é o trabalho com homens que foram obrigados pela justiça a frequentar os grupos de reflexão para homens autores de violência doméstica.

A defensora pública Rosana Leite Antunes de Barros, do estado de Mato Grosso, alerta para os impactos visíveis e invisíveis que a violência doméstica produz na vítima e destaca a importância da busca por informações e ajuda para encontrar caminhos para uma mudança.

A jornalista Helena Bertho, do grupo AzMina, responde algumas perguntas que costumam ser feitas a especialistas das áreas da psicologia e da justiça.

Carla Charbel Stephanini e Tai Loschi apresentam a experiência da primeira Casa da Mulher Brasileira, inaugurada em 2015 em Campo Grande/MS, e que se tornou um exemplo de integração de serviços e atendimento para ajudar a mulher a romper o ciclo de violência.

A advogada Laina Crisóstomo, fundadora e integrante da rede de voluntárias TamoJuntas, explica quais são os direitos, os canais de informações e denúncia e os recursos disponíveis para acolher e oferecer a assistência à mulher que sofre violência.

Por fim, o Padre Zezinho, scj exalta os papéis de esposa e mãe e alerta que a relação entre homem e mulher no casamento não pode ser vista como uma disputa, mas sim como uma parceria que deve ser benéfica a ambos.

A apresentação da obra é assinada por Maria da Penha Maia Fernandes, a farmacêutica bioquímica que deu nome à Lei 11.340/2006 por ter sido vítima de violência doméstica e tentativas de feminicídio. As ilustrações foram criadas por Helena Cortez, artista plástica que sonha com relações mais harmoniosas e amorosas.