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Tempo de coronavírus e os conflitos da consciência

Data de publicação: 20/03/2020

Texto de Pe. Cleiton Viana Silva

www.facebook.com/padrecleitonsilva

 

No meio de tantas informações, pessoas disseminando informações falsas e até pânico, quase todo momento me deparo com perguntas que são difíceis de responder. Acredito que você esteja fazendo estas mesmas perguntas:

 Vou ou não vou?

Faço ou não faço?

Posso ou não posso?

 Estes dias estão sendo muito pesados, não apenas temos que tomar decisões sobre nós mesmos, mas também decisões que interferem na vida do outro. E nossa consciência parece às vezes ficar desorientada.

 

A voz de Deus entre outras vozes

 A consciência é uma voz interior, uma voz bastante misteriosa, mas muito real. No final das contas, a consciência é a voz de Deus em nós.

Porém, junto da voz da consciência outras vozes também estão presentes:

·         os costumes do nosso povo,

·         as influências familiares, culturais e sociais,

·         nossos traumas, medos

·         e tantas outras coisas também são vozes que falam bem pertinho da nossa consciência. E às vezes podem nos confundir.

 

O que devemos, como cristãos, fazer nessas horas?

 O Catecismo nos ensina (cf. Catecismo da Igreja Católica nn. 1776-1785) que temos duas regras em relação à consciência. A primeira é obedecer à consciência: aquela voz interior que sinto falar mais forte em mim merece ser obedecida.

 A segunda regra é aquela que nos ajuda a distinguir entre as várias vozes, qual seja realmente a que precisa ser ouvida: é necessário formar a consciência!

 

Algumas perguntas essenciais

 Neste sentido, algumas perguntas podem nos ajudar a orientar, formar a nossa consciência:

·         O que pretendo fazer é permitido? O que meus superiores e autoridades me orientam a fazer em relação a isso? Quais são meus deveres em relação a isso?

·         Se o que penso em fazer não é proibido, mas seria conveniente? Agora? Desse modo? (cf. 1Cor 6,12ss)

·         Se não é proibido, se é conveniente, qual impacto que isso teria na vida do meu próximo, na minha família? (1Cor 8)

·         Se o que pretendo fazer não é proibido, é conveniente e pode ser bom para o meu próximo, eu realmente estou preparado para isso? Faço de boa vontade? Faço por constrangimento? Faço com má intenção?

·         O que decido fazer é o que realmente está em minhas condições de fazer? Estou idealizando? Estou negligenciando?

 

À medida que os dias avançarem, teremos muitas outras situações para realizarmos um discernimento que é essa capacidade de julgar aqui e agora, com as condições que temos e nas quais estamos o melhor bem que posso fazer.

 

Fonte: Paulinas
Postado por: admin_editora


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