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Coleção CONTOS NA FONTE fica completa com novo lançamento: Irmãos Grimm, Andersen e Perrault

Data de publicação: 16/07/2021


A obra reproduz uma parte da sétima edição da compilação dos chamados "contos domésticos" - que depois passaram a se chamar "contos de fadas" - realizada pelos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, durante o século XIX. Recém-formados em Direito, os jovens começarem a colaborar numa publicação que versava sobre o folclore e o cancioneiro popular alemães, numa época em que se promovia um retorno às tradições "nacionais" e à "descoberta do povo". O intuito era proteger e preservar as narrativas orais para as futuras gerações, de modo a prestar não somente um serviço à história da poesia e da mitologia, mas também servir como um livro educativo e puro, no sentido de uma narrativa correta, que não contivesse nada injusto nas entrelinhas. A primeira edição, de 1812, continha oitenta e seis narrativas - basicamente o que os irmãos Grimm haviam recolhido de tradições orais ao longo de mais de uma década junto aos camponeses da região de Hessen, que mantinham as antigas lendas muito vivas na memória. Como descrevem os autores nos prefácios às edições subsequentes, a partir de 1819, foram sendo realizadas revisões de ordem estilística e de conteúdo e, como consequência, muitas histórias foram sendo adicionadas ou subtraídas. Os contos populares passavam por um processo de depuração, eram reescritos e retrabalhados até que os irmãos julgassem ter chegado a uma espécie de redação ideal. Assim, davam-lhes forma em expressão e adequação do vocabulário, aplicando um estilo mais suave às histórias, amenizando a violência e a crueldade de modo a excluir toda e qualquer expressão não adequada para a infância. Com o estilo linguístico simplificado e o uso do diminutivo, os irmãos deram a esses contos uma forma "inofensiva", com "finais felizes" e os transformaram em clássicos da literatura mundial. Para esta publicação, com tradução, prefácio e notas de Vera Barkow, Paulinas Editora selecionou cem "Contos infantis e domésticos" (Grimms Märchen), como Chapeuzinho Vermelho, O alfaiatezinho valente, Rapunzel, Branca de Neve e A bela adormecida, mais as dez "Lendas infantis" (Kinderlegenden) que compunham um anexo à segunda edição, de 1819. Os contos de fadas dos Irmãos Grimm foram traduzidos para cento e sessenta idiomas. Fazem parte dos livros mais conhecidos da herança cultural alemã e difundidos em todo o mundo.

 

 

As histórias e os contos escritos por Andersen refletem em sua maioria os contrastes sociais da época. Ao confrontar os padrões de comportamento dos poderosos e dos desprotegidos, Andersen defendeu seu ideal de igualdade entre os homens. Curiosamente, a infância pobre do grande escritor foi matéria-prima para suas histórias. Um paradoxo, pois essas histórias que lhe renderam fama entre os aristocratas, retrataram justamente os contrastes da sociedade dinamarquesa entre o forte e o fraco. Outra parte do encanto que há nos contos de Andersen está na sua capacidade de falar dos sentimentos e emoções em linguagem simples, sem afetações, muito próxima da linguagem coloquial de sua época.

 

 

Este livro apresenta 11 contos do escritor francês Charles Perrault (1628 - 1703), considerado o "Pai da Literatura Infantil", seguindo sua ordem cronológica de publicação. São textos traduzidos diretamente da versão original, com as ilustrações do pintor e desenhista Gustave Doré que constavam da primeira edição da obra Contos de Perrault, publicada em 1862, por iniciativa de Jules Hetzel. Nesta edição, o leitor entrará em contato com histórias que fundaram o que conhecemos hoje como Contos de Fadas. A Bela Adormecida no Bosque (1695), Chapeuzinho Vermelho (1695), Pequeno Polegar (1697), entre outros clássicos da Literatura Infantil, poderão ser apreciados em sua dimensão original, acompanhados de notas, comentários e anotações de especialistas que constituem um precioso guia de leitura. Essas referências, mais do que situar os leitores atuais no contexto em que foram escritos os contos de Perrault, revelam como a obra do escritor francês, voltada aparentemente ao universo infantil, tem em seu substrato uma reflexão abstrata sobre a conduta humana, cuja moralidade é sua expressão concreta. Neste sentido, estes 11 contos, que podem ser lidos como pequenos "romances" de aprendizagem, têm um caráter essencialmente iniciático e propõem modelos de conduta que dão um sentido à vida. Trazem em seu bojo, portanto, uma lição que se dirige, de fato, mais aos adultos que às crianças. Cabe ao leitor atento saborear as sutilezas dessa dubiedade: contos para crianças que não são infantis. Esta obra é um convite para apreciar a delicadeza e a elegância do texto imagético de Charles Perrault, tão bem representado pelas ilustrações de Gustave Doré, mas, sobretudo, para desvelar a profunda reflexão sobre a conduta humana escondida sob a rubrica de contos infantis.

Fonte: Paulinas
Postado por: admin_editora


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