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Feliz Natal

Data de publicação: 13/12/2021

Deus veio morar entre nós

“A Palavra se fez carne” (Jo 1,14). Chama nossa atenção a maneira como São João começa seu Evangelho. As palavras servem para expressarmos o que pensamos, desejamos ou projetamos. Nós as usamos para demonstrar nosso amor e nosso ódio. Através delas podemos nos aproximar ou nos afastar dos outros. Elas constroem pontes de amor ou criam abismos que, depois, é difícil transpor.

Quando São João escreve “A Palavra se fez carne” quer nos revelar que o Pai se expressa através de uma Palavra, e essa Palavra é o seu Filho. Jesus é a Palavra do Pai. Para nos comunicar quem é e o que deseja de nós, o Pai se utiliza de seu Filho. Ouvir o Filho é ouvir o Pai. De nossa parte, para conhecer o Pai precisamos nos voltar para Jesus e ouvir o que ele nos diz, o que nos ensina, como nos ama, como se relaciona conosco etc. Vendo-o e ouvindo-o, ouvimos e vemos o Pai. Nosso Deus tem um rosto: o rosto de Jesus.

“A Palavra se fez carne.” Como isso é possível? Só há uma explicação: o amor. “Deus é amor” (1Jo 4,16), e é próprio do amor expandir-se, comunicar-se. A encarnação do Filho de Deus é a expressão de uma certeza: Deus nos ama infinitamente. Nosso Deus quer nossa companhia. Ele vem até nós por sua Palavra – e como nos encontra? Encontra-nos, por vezes, longe dele – isto é, infelizes, investindo tempo e energia em coisas superficiais e mesquinhas. Vindo a nós, a Palavra do Pai abre novos horizontes em nossa vida. É como se, por ele, o Pai nos dissesse: “Vocês podem ter um outro modo de se relacionar; podem me amar, e serão felizes; podem viver como irmãos, perdoando-se e ajudando-se mutuamente; podem viver em paz. Basta que ouçam o meu Filho e o sigam. Ele abre perspectivas em sua vida, agora e eternamente”.

Por que, então, nos é tão difícil acolher Jesus? Por que empobrecemos tanto nossa vida e a complicamos? Por que fazemos o mundo ser do jeito que é? Por que criamos tantas trevas? São João afirma que a Palavra veio como uma luz no meio das trevas (cf. Jo 1,5). Isso significa que, por onde passamos, deixamos as marcas de nosso egoísmo e pecado. Mas nasce a esperança! Há a possibilidade de sermos novas criaturas, pessoas novas. Para isso, será essencial conhecermos a Palavra que se fez carne e a acolhermos.

“A Palavra se fez carne.” O profeta Isaías antecipou que a Palavra se fez Menino – Menino que os pastores de Belém conheceram, quando entraram na gruta onde estavam Maria e José; Menino que os magos do Oriente encontraram e adoraram. Todos eles constataram: Deus veio habitar entre nós! Jesus é, realmente, o Emanuel, o Deus-conosco! Essa é a descoberta que todos nós somos chamados a fazer. Natal: nasceu para nós um menino quer nos ajudar nessa descoberta.

 

Apresentação do livro de Dom Murilo S. R. Krieger, Natal: Nasceu para nós um Menino

Saiba mais em: Natal - Paulinas

Fonte: Paulinas
Postado por: admin_editora


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