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José Carlos Pereira

Padre da Congregação Passionista, José Carlos Pereira é teólogo pastoralista, mestre em Ciência da Religião, doutorado em Sociologia, com especialização, Lato Sensu, em Antropologia Social.

Tem vocação de escritor. É autor de mais de 55 livros, em diversas áreas, publicados no Brasil e no exterior. Por Paulinas Editora publicou as seguintes obras: “Pastoral da Acolhida”, “Renovação paroquial” e “Em oração com Maria”. Esta última é uma obra de espiritualidade que busca auxiliar as pessoas a rezarem no seu cotidiano, através de uma oração encarnada na realidade, seguindo os passos de Maria, a Mãe de Jesus, que tanto tem a ensinar sobre uma vida de oração e de sintonia com Deus.

É membro do Núcleo de Estudos “Religião e Sociedade” (NURES), do Programa de pós-graduação em Ciências Sociais da PUC/SP, onde tem desenvolvido pesquisas na área da Sociologia da Religião e escrito obras nesta mesma área, como “Religião e Exclusão Social” e “Interfaces do Sagrado”; “Ritos de passagem no catolicismo”; “Porto do Milagre” e “Devoções marginais”, entre outras.

Traduziu importantes obras da Antropologia, como, por exemplo, “A mente do ser humano primitivo” e “Arte Primitiva, ambas do antropólogo Americano Franz Boas. Colaborou na tradução do Diário de Santa Gema Galgani, adicionando a ele profundas reflexões espirituais.

José Carlos é articulista da Revista Paróquias & Casas Religiosas, da qual faz parte do Conselho de conteúdo e cronista do jornal do Santuário de Aparecida, com artigos mensais que versam sobre o cotidiano da vida. Contribui com Revistas e Jornais de algumas dioceses do Brasil.

Participou das pesquisas do CERIS (Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais), fazendo a análise sociológica das suas últimas pesquisas sobre a realidade do clero brasileiro. Assessora o CCM (Centro Cultural Missionário), de Brasília/DF, organismo da CNBB. Ainda na CNBB participa da pesquisa sobre o perfil do presbítero no Brasil que está em andamento.

O autor presta assessoria e consultoria a dioceses, paróquias, escolas católicas e congregações religiosas por todo o Brasil e no exterior, além de orientação de retiros e acompanhamento espirituais; participa frequentemente de seminários, congressos e banca de defesa de tese.

 

Pe. José Carlos expressa suas motivações e preocupações na entrevista que segue:

 

Paulinas: O que mais o motiva na sua caminhada vocacional?

 

Pe. José Carlos: O que mais me motiva na caminhada vocacional é o desejo de servir ao próximo gratuitamente, de pode ajudar, de fazer o bem sem olhar a quem. Essa foi à razão principal da minha escolha e continua sendo essa a principal razão de eu continuar nessa caminhada vocacional.

 

Paulinas: Qual o santo (a santa) que mais você admira? Por quê?

 

Pe. José Carlos: Admiro diversos santos (e santas), mas São Francisco de Assis é para mim um exemplo daquilo que a Igreja deve ser: simples, forte, decidida e com muito amor a todos, mas, sobretudo aos mais necessitados e a toda a obra da criação. Francisco de Assis quis reformar a Igreja que, segundo ele, estava se desvirtuando. Vemos hoje, na figura do Papa Francisco esse desejo de mudança inspirado em Francisco de Assis. Admiro esse santo porque ele não teve medo de propor mudanças na Igreja, e deu ele mesmo um radical exemplo abrindo mão de sua riqueza para viver na pobreza e com os pobres, enxergando neles os preferidos de Deus, como pediu Jesus. Temos muito a aprender com São Francisco de Assis.

 

Paulinas: Qual a sua maior preocupação em relação ao momento histórico que estamos vivendo como povo brasileiro?

 

Pe. José Carlos: A alienação política. Vivemos uma fase de profunda alienação política e isso é resultado de um processo educacional que vem de décadas. Um país que não investe em educação não pode ter pessoas que pensam. O que vemos sobressair é uma massa de manobra, que pensa o que a mídia predominante pensa.

 

Paulinas: Qual a sua maior preocupação em relação à Igreja, atualmente?

 

Pe. José Carlos: A minha maior preocupação é a da volta a um conservadorismo que pauta seus ideais no ritualismo e nas indumentárias, isto é, na aparência em detrimento da essência. De uma Igreja sem um compromisso com aquilo que é essencial: o amor a próximo; a caridade e uma fé encarnada.

 

Paulinas: Qual a mensagem que você gostaria de dar e para quem?

 

Pe. José Carlos: Minha mensagem é esta e é para todos: não importa se você é uma poça d'água, ou um Oceano, o que importa é que você reflita o céu! Há Oceanos de águas límpidas e profundas, que não permitem que o céu se espelhe nele; e há poças de água, às vezes lamacentas, que deixam o céu ser nela refletido.

 

 

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