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Mario de França Miranda



Primeiro teólogo brasileiro a receber o Prêmio Ratzinger de Teologia, instituído em 2011, em cerimônia realizada no Vaticano.

Mario de França Miranda, 79 anos, sacerdote jesuíta, é graduado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira. É mestre em Teologia pela Faculdade de Teologia da Universidade de Innsbruck, Áustria, e doutor em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, Itália.
Atuou em grupos de trabalho como o que elaborou o Documento da Conferência de Aparecida, em 2007, sob a coordenação do então Cardeal Jorge Mário Bergoglio. Foi membro da Comissão Teológica Internacional durante 11 anos, de 1992 a 2002. Por muitos anos, foi assessor teológico da Conferência dos Bispos do Brasil - CNBB e do Conselho Episcopal Latino-americano - CELAM. 
Possui uma vasta experiência na área de Teologia, com ênfase em Teologia Sistemática, refletindo, principalmente, nos seguintes temas: Teologia Trinitária, Teologia transcendental, Revelação, Salvação cristã. É autor de diversos artigos e obras de teologia. Atualmente é professor associado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro,  PUC-Rio.
Padre França recebeu o Prêmio Ratzinger de Teologia, instituído em 2011, em cerimônia realizada no Vaticano, na conclusão do Simpósio “Deus caritas est. Porta da Misericórdia”, que marcou as comemorações dos 10 anos da publicação da primeira encíclica de Bento XVI, Deus caritas est.
Esse prêmio é atribuído, anualmente, a dois estudiosos que se distinguiram na pesquisa científica de caráter teológico, que difundem o pensamento da Igreja e conhecem o pensamento do teólogo José Ratzinger. O prêmio foi entregue em Roma na Universidade Lateranense, durante uma série de conferências onde foi inaugurada a Biblioteca Ratzinger.
É a primeira vez que um teólogo brasileiro recebe esse prêmio. Padre Mário França explica porque ele foi escolhido para receber este prêmio:
“Tenho 14 livros publicados sobre teologia e mais de cem artigos publicados sobre diversos temas. Conheço as obras de Ratzinger, e por várias vezes cito seus pensamentos em alguns artigos. Ratzinger tem um pensamento muito rico e de peso. Este prêmio é um reconhecimento a quem difunde a fé cristã. Se fosse mesmo chamar todos que merecem, teria que haver muitos prêmios. Eu não me considero nem de longe o melhor. Há dezenas de teólogos na minha frente, principalmente na América Latina, que dedicaram a vida ao ensino da teologia, às vezes em condições até mais difíceis que a minha.”
Em relação aos critérios para a escolha, Padre França comenta:
“Um amigo jesuíta que estava na reunião de votação disse que havia outros nomes, mas certamente quiseram escolher alguém da América Latina e do Oriente Médio, porque teólogos bons nós temos muitos, melhores do que eu, muitos mesmo. São pessoas que realmente levam a sério o estudo da teologia. É um trabalho duro, intelectual, cansativo e desgastante. O próprio Bento XVI dedicou grande parte da vida a esse trabalho, ensinando, escrevendo livros, orientando pessoas e teses. É muito importante para a Igreja que haja pessoas que se preocupam com a difusão da fé, com a linguagem de hoje, sabendo captar as inquietações, questões e os problemas, mas também que saibam dialogar com a sociedade. Isso implica que temos que ler outras coisas, estar a par do que está acontecendo para dar uma palavra também a partir da fé cristã.
Quem fez a entrega do prêmio foi o Cardeal Gerhard Ludwing Muller, atual prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, representando o Papa Francisco. Ele foi o colega do Padre França na Comissão Teológica do Vaticano.
Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/1785242776254374

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