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Elizete Lisboa



Elizete Lisboa


Nasci em 1951, em Coluna, Minas Gerais. Vivi naquela cidadezinha boa parte da minha infância. Com oito anos de idade, vim morar em Belo Horizonte. Aos nove, minha família me matriculou num internato para alunos cegos. Foi lá que aprendi braille. Isso me afastou do analfabetismo, da não cidadania.

Sempre fui muito amada e vida afora tive professores maravilhosos, inesquecíveis. Vivo lendo. Leitura é minha principal ocupação, o melhor lazer pra mim. Convivo bem com a cegueira. Gosto de me lembrar do que já disse Clarice Lispector: “Quanto mais precisarmos, mais Deus existe.”  Não quero questionar ou ressaltar o valor religioso dessa afirmação. O que busco é o sentimento de que há sempre um jeitinho, um caminho pra contornar obstáculos, vencer barreiras.

Em 1998, formada em Letras e dando aulas de português há quase trinta anos, resolvi me dedicar à literatura infantil. Naquela época, no Brasil ainda não se publicava livro literário com duas escritas. Passei a trabalhar exaustivamente em favor desse tipo de publicação.  Conversei sobre esse projeto com professores universitários, escritores, editoras. Escritores e professores se entusiasmavam, mas as editoras se calavam ou ficavam temerosas. Em dezembro de 2003, falei com a Ir. Maria Alexandre, que estava à frente da editoria infantojuvenil da Paulinas. Encaminhei texto para análise, visando publicação no formato duas escritas. A surpresa foi total. Maria Alexandre se interessou pela publicação. Eu me lembro quando ela me disse: “Se não der certo, pelo menos a gente sabe que está fazendo o bem.” Foi um processo que demorou. Meu livro, já ilustrado pela Maria José Boaventura, ficou mais de um ano na Fundação Dorina. Mas enfim, em junho de 2005, consegui ver publicados pelas Paulinas meus dois primeiros livros, num formato duplo, acessível igualmente pra quem vê e quem não vê. A primeira edição de A bruxa mais velha do mundo e de Que será que a bruxa está lavando? esgotou em poucos meses. Meu sonho estava se realizando. Não se tratava de um final feliz simplesmente. Isso porque o trabalho precisava continuar, se renovar, ir além.

Hoje sigo escrevendo. Meu décimo livro vai ser publicado no próximo ano, 2017.





Obras da autora publicadas por Paulinas:

              
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