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Thaís Rufatto dos Santos

Sou Thaís Rufatto dos Santos. Nasci no dia 21 de dezembro de 1982, na cidade de São Paulo, capital.


Venho de uma geração de catequistas: minha avó Zenaide e minha mãe Cleide também eram catequistas. Ambas faleceram no ano de 2012, minha avó em fevereiro e minha mãe, em abril.

Fui crismada aos 15 anos. E minha caminhada na Igreja continuou, com minha participação em grupos de jovens. E cada vez mais rezava com entusiasmo, e vontade de caminhar na Igreja, mas sempre tinha claro que minha vocação não seria para a vida religiosa.

E quando chegou o meu momento de prestar vestibular, com 17 anos, anunciei a família que faria Pedagogia, e entrei na Universidade Ibirapuera, em terceiro lugar.

Grande sempre foi minha paixão pela causa da inclusão, pois eu, desde o meu primeiro ano na universidade, já pesquisava material para fazer meu TCC, que seria voltado à Inclusão das Crianças com Necessidades Especiais, no sistema regular de ensino (LDB 9394/96 inc. III). Foi entregue em 2003, na conclusão do curso.

No ano de 2004, realizei um GRANDE sonho, que foi ser voluntária na APAE-SP. Das 41 pessoas chamadas a trabalhar como voluntárias, no setor Educacional, eu fui a única selecionada.

Iniciei na caminhada catequética aos 16 anos, quando auxiliava uma catequista aos sábados. Aos 17 anos, já era catequista de crianças e adultos, quando fui convidada a catequizar adultos que estariam se casando e precisavam receber os sacramentos da iniciação cristã. Esta catequese quem elaborou o material na época fui eu, com supervisão do padre, e durou 3 meses.

E assim prossegui na caminhada na catequese. Enfrentei inúmeros obstáculos e desafios.

No ano de 2003, meu pai Paulo era quem pagava a universidade. Ele havia ficado desempregado, e não teria mais condições para manter o meu curso. Nesta época minha família estava passando por graves dificuldades financeiras. Mas eu, confiando em Nossa Senhora, tinha plena certeza de que não ficaria desamparada. De fato, não fiquei. Como eu tinha notas acima da média, tive a oportunidade de fazer uma prova para integrar o Programa de Incentivo e Apoio à Alfabetização Científica – PIAAC. Este projeto tinha como objetivo “alfabetizar” os professores da rede estadual e privada no ensino de Ciências, ou seja, ensinávamos os professores em como ensinar Ciências aos alunos. Passei a fazer parte desse Projeto na Universidade Ibirapuera e isso me garantiu bolsa integral de julho a dezembro.

No dia 11 de novembro, foi celebrada a missa de formatura em Pedagogia. O evangelho era do Semeador (Mt 13,1-23). Quando comunguei, chorando, pedi a Jesus no meu coração para que fizesse de mim uma semeadora do Reino. E assim Jesus fez, desde quando me formei até os dias de hoje.

No ano de 2004, já formada em Pedagogia, inspirada pelo Espírito Santo, tive a ideia de elaborar um Projeto Diocesano de Catequese Inclusiva, sob o título: “Uma Catequese de Qualidade para Todos”, embasado no evangelho de Marcos, na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), na Declaração de Jontiem (1990) e na Declaração de Salamanca (1994).

Escrevi também um livro para ajudar os catequistas na metodologia para evangelizar as pessoas com deficiência.

Neste mesmo ano, escrevi meu primeiro artigo no jornal da Diocese de Santo Amaro, chamado Brasil Novo Milênio sob o título “Inclusão na Catequese: será possível acolher alunos portadores de necessidades especiais na catequese?”.

Passei a coordenar a Pastoral da Pessoa com Deficiência, na Diocese de Santo Amaro, aos 21 anos, por 8 anos e 7 meses, desde o ano 2004 até o mês de abril do ano de 2013.

Este projeto teve aprovação do bispo da Diocese de Santo Amaro, Dom Fernando Antônio Figueiredo, e foi implantado em paróquias da Diocese. E foi apresentado no Colégio São José, no Fórum de Educadores, no ano de 2005.

No ano de 2005, tive a oportunidade de catequizar um menino autista, que teve a presença de sua mãe em todos os encontros que ocorriam aos sábados. E sua mãe também recebeu o sacramento da Eucaristia, junto com o filho, pois ela não havia feito ainda a Primeira Eucaristia.

No ano de 2006, quando a CNBB instituiu a Campanha da Fraternidade sob o tema Fraternidade e Pessoa com Deficiência, sob o lema “Levanta-te e vem para o meio”, a Pastoral da Pessoa com Deficiência realizou, junto com a equipe da Campanha da Fraternidade, uma semana de trabalho diocesano nos setores da diocese, chamado VINDE a MIM, nas paróquias da Diocese. Estive em Itaici, para fazer parte da avaliação da CF. Apareci no vídeo da Campanha da Fraternidade quando disse que para catequizar as crianças com Deficiência, “a base de TUDO é o amor”.

Aos 28 anos, tive o meu primeiro livro publicado, com o Imprimatur do bispo da Diocese de Santo Amaro, atualmente bispo emérito Dom Fernando Antônio Figueiredo. Enviado para Roma, recebi a carta de reconhecimento do Papa Bento XVI, no dia 23 de outubro de 2011, Dia Mundial das Missões.

Em 2012, fui convidada pela Irmã Therezinha Dambros, para fazer palestra na livraria Paulinas, da Rua Domingos de Morais, em SP, voltada à Catequese Inclusiva. A partir daí, tive meu primeiro livro publicado por Paulinas Editora, com o título CATEQUESE INCLUSIVA: DA ACOLHIDA NA COMUNIDADE À VIVÊNCIA DA FÉ, publicado em 2013.


E depois de quatro anos, o próximo livro chamado INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ – EUCARISTIA – CATEQUESE INCLUSIVA, publicado no ano de 2018.  


No ano de 2017, com 34 anos, casei com uma pessoa enviada por Nossa Senhora Aparecida. Desde que começamos a namorar, sempre me incentivou, apoiou e também me acompanha no trabalho voltado à Catequese Inclusiva. No dia do casamento, recebemos do Vaticano a bênção do Papa Francisco, conforme havia pedido em carta enviada a Roma.

    No dia de nosso casamento, com nossos pais.

Faço palestras em vários municípios do Estado de São Paulo. E também em vários estados brasileiros, entre eles: Rio de Janeiro, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais.

Em Aparecida, participei do CATEQUISTAS BRASIL, onde fiz palestra sobre a metodologia necessária para evangelizar as pessoas com deficiência na parte da manhã. À tarde, oficina voltada à adaptação da imagem da Santa Ceia, para o catequizando com deficiência visual.


Sou a criadora deste estudo pioneiro, inspirada pelo Divino Espírito Santo, voltado à Catequese Inclusiva, na Igreja no Brasil, desde o ano de 2004.

Amo MUITO ser Catequista Missionária Inclusiva, ou seja, viajar para vários lugares levando aos catequistas a possibilidade de catequizar as pessoas com deficiência.

Sou formada em Pedagogia pela Universidade Ibirapuera, tenho especialização em Psicopedagogia, pós-graduação em Psicopedagogia pela Universidade Católica Dom Bosco, extensão universitária em Catequese pela Universidade Salesiana – UNISAL, e atualmente estou cursando pós-graduação em Neuropsicopedagogia pela FAMART, na modalidade EAD.

 


Minha mãe Cleide, eu e o Pe. Zezinho, no dia da oficina na livraria da Rua Domingos de Morais, em SP.

 

 

 Palestra em Mato Grosso do Sul, no Fórum voltado à Catequese Inclusiva. No fundo, meu pai Paulo.


 

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