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Karen Acioly

Inventora de histórias para crianças – de todos os tempos –, em livros, peças de teatro, óperas, filmes, desenhos animados e festivais.

Formada em Comunicação Social pela ECO-UFRJ, pós-graduada em Literatura Infantojuvenil (UCAM) e em Metodologia do Ensino Superior. Inquieta, foi estudar na França, na Sorbonne, onde se diplomou em Mestre de Teatro. No Brasil é mestra em Educação pela UFF e quer estudar ainda mais, sempre.

Autora e diretora teatral, especializou-se na criação de estratégias e programas multidisciplinares para novos públicos, ao criar e dirigir o FIL – Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens.

Conquistou importantes prêmios no teatro, tais como Sharp, Mambembe, Coca-Cola, Maria Clara Machado. Escreveu mais de 30 peças teatrais e tem 17 livros publicados.

Dentre seus livros premiados como Melhor Livro de Teatro (FNLIJ – Prêmio Lúcia Bennedetti), estão: Tuhu, o menino Villa-Lobos (2008), Viva o Zé Pereira! (2013), Os meus balões (2010), A excêntrica família Silva (Hors-concours, 2014). Seus livros Tuhu, o menino Villa-Lobos (2008) e Os meus balões (2009) foram adotados nas escolas públicas brasileiras (PNBE), assim como Fedegunda, no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2020/2021).

Em 2022 escreveu, dirigiu e produziu a ópera infantil Bem no meio, fonte principal para seu livro transbordado de poesia, agora lançado por Paulinas Editora.


BEM NO MEIO

Este livro conta a história de Bem, uma menina que descobre ter o dom de entrar e sair dos livros. Como se fosse pouco, ela ainda nasceu com uma marquinha nas costas, de onde surge uma primeira asa. Em meio às descobertas, Bem tenta conversar com seus pais, em processo de separação, mas eles não a escutam. Em compensação, Gaia, sua melhor amiga, que mora no mais bonito de seus livros, a ajuda a perceber seus dons e, quando surge a segunda asa, a ensina a voar. O livro trata de questões bastante importantes para as crianças: o pouco tempo de convívio e atenção dos pais (sobrecarregados de trabalho), a dissolução e a formação de novas células familiares, o desafio de compreender o estranho mundo dos adultos. As autoras acreditam que a literatura permite que as crianças elaborem seus sentimentos, medos, desejos e relacionamentos, assim como descubram a importância da empatia, da solidariedade, da resiliência, do amor e da superação. A linguagem escolhida por Karen Acioly e Marilia Pirillo é a do afeto, da poesia, dos símbolos e arquétipos presentes no imaginário coletivo. Enquanto o livro estava sendo gerado, Bem no meio virou uma ópera para crianças, num espetáculo que misturou dramaturgia, projeções visuais e música composta por Camille Rocailleux.