Evangelho

Data de publicação: 30/04/2015

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte: Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com.br

Ano B – 3 de maio de 2015
5º Domingo da Páscoa   

At 9,26-31 – Pregava, corajosamente, no nome do Senhor.
Sl  21 (22) – Tu és o meu louvor na grande assembleia.
1Jo 3,18-24 – Amemos com ações e de verdade!
 Jo 15,1-8 – Eu sou a videira verdadeira.


Maria Santíssima, os apóstolos, os discípulos viram Jesus ressuscitado, tocaram nele, comeram com ele, conversaram juntos, ouviram atentos suas orientações e transmitiram às gerações seguintes o que viveram e experimentaram naqueles dias. Deixaram para nós um testemunho oral e um testemunho escrito. Nós não vimos, mas cremos como creram os que viram. Ele mesmo se mostrou um Bom Pastor e assim o retrataram as primeiras comunidades cristãs. Jesus ressuscitado é o Bom Pastor. Hoje ele se compara a uma videira, um pé de uva, revelando-nos com essa comparação a realidade nova em que vivemos depois da sua ressurreição. Ele é como uma videira, cheia de belos ramos e frutos saborosos. Ele é o todo, e nós somos as partes. Somos os ramos bem unidos ao tronco. Esta é a realidade depois da Páscoa.
 Agora existe um Cristo ressuscitado e todos nós unidos a ele formando uma só videira, que é a Igreja. São Paulo usa a comparação do corpo. Jesus é a cabeça, e nós somos os membros. A cabeça não se separa do corpo. Se isso acontecer, acontece também a morte. Os ramos que se separam do tronco secam e morrem. A Igreja de Jesus é muito simples na sua composição: ele e nós unidos a ele e unidos entre nós. A ordem é permanecer, ficar na unidade, perseverar com coragem. “Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus, e Deus permanece nele. Que ele permanece conosco, sabemos pelo Espírito que nos deu”.
São João nos recomenda amar com ações e de verdade e não com palavras e de boca, e diz que o nosso coração pode nos acusar. Do que nos acusaria a nossa consciência? De não amarmos de verdade e rompermos a unidade. Podemos romper a unidade com doutrinas divergentes, ensinamentos resultantes de convicções ou de conveniências. Inventamos uma nova religião e formamos grupos heréticos, com ensinamentos que contradizem a tradição apostólica. Podemos também romper a unidade achando-nos superiores aos outros. Não mudamos a fé, mas acreditamos que nós somos os verdadeiros católicos enquanto os outros o são mais ou menos. Formamos grupos cismáticos, separados dos outros.
A permanência na unidade supõe esforço e necessita de quem trabalhe para manter a unidade da videira e a unidade do corpo. Ideias opostas, preconceitos, invejas, concorrências, medos e tanta coisa mais contribuem para romper a unidade. Saulo foi de Damasco para Jerusalém e lá procurou se juntar aos discípulos. Exatamente o que deve ser feito, juntar-se com os outros. Os discípulos, porém, tinham medo de Saulo e não o queriam por perto. O grande mediador foi Barnabé, que rompeu as barreiras, aproximou os corações e introduziu na comunidade de Jerusalém aquele que seria o apóstolo Paulo. Barnabé lança pontes e encurta distâncias.
Assim a Igreja vivia em paz, consolidava-se, progredia e crescia em número com a ajuda do Espírito Santo. O diálogo ecumênico não pode faltar para que se respeite o desejo de Jesus de que todos permaneçam nele e sejam um. E assim também o diálogo dentro da Igreja com suas comunidades, espiritualidades, expressões diferenciadas. Que nada nos desvie do objetivo último que é Jesus. Que ele tenha primazia sobre Tronos, Principados Autoridades e Postestades.




Leituras e Salmos (4 a 9 de maio)
2ªf.: At 14,5-18; Sl 113B (115); Jo 14,21-26.
3ªf.: At 14,19-28; Sl 144 (145); Jo 14,27-31a.
4ªf.: At 15,1-6; Sl 121 (122); Jo 15,1-8.
5ªf.: At 15,7-21; Sl 95 (96); Jo 15,9-11.
6ªf.: At 15,22-31; Sl 56 (57); Jo 15,12-17.
Sáb.: At 16,1-10; Sl 99 (100); Jo 15,18-21.




Fonte: FC ediçao 952-ABRIL- 2015
Postado por: Família Cristã




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