Evangelho

Data de publicação: 07/05/2015

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte: Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com.br

Ano B – 10 de maio de 2015
6º Domingo da Páscoa


At 10,25-26.34-35.44-48 – O Espírito Santo desceu sobre todos.
Sl 97 (98) – O Senhor manifestou sua salvação.
1Jo 4,7-10 – Amemo-nos uns aos outros.
Jo 15,9-17 – Eu vos chamo amigos.

Antes de partir, Jesus ressuscitado dá suas recomendações aos discípulos e reza por eles, os discípulos daquele momento, e por nós, os discípulos de hoje, que continuamos fiéis ao que os primeiros nos transmitiram. Uma certeza temos: Jesus nos ama e quer que permaneçamos em seu amor, sintonizando nossa vontade com a dele. Queremos o que ele quer e o que ele quer é o nosso projeto de vida. Nisto consiste nossa alegria. Estamos unidos a ele aqui e agora e esperamos continuar nessa união quando passarmos pela morte. Não sabemos exatamente o que vai acontecer, mas sabemos que estamos unidos a ele e queremos permanecer assim para sempre. Sua presença é fonte de alegria, uma alegria diferente, sempre presente e atuante, não procurada nem compreendida pelo mundo. Jesus nos ama, nós o amamos e nos amamos uns aos outros. Esta é a nossa vida, esta é a nossa Igreja. Nela estamos porque ele nos escolheu. Resta-nos produzir frutos que não serão outros a não ser os frutos do amor. Podemos amar superando nossa tendência natural para a maldade, porque Deus é amor e o amor vem de Deus.
Não somos seres extraterrestres. Estamos no mundo e participamos das alegrias e das tristeza próprias do ser humano. Sabemos da nossa limitação e que o Maligno ruge em torno de nós como um leão, procurando a quem devorar. Nossa força está na oração de Jesus: “Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno”, que divide e joga com a mentira, enquanto a nós é dada a Palavra da verdade. Somos consagrados na verdade. Em sua paixão, morte e ressurreição, Jesus nos resgatou do poder do Maligno e nos deu o Espírito Santo. Se ninguém jamais viu a Deus, o Filho nos deu a possibilidade de mostrar, na prática do amor, que Deus está em nós e no meio de nós, por ser ele o próprio amor.
Ao longo dos séculos, essa comunidade chamada Igreja foi dando testemunho da força do amor e da fraqueza do pecado. Tiraram as sortes e escolheram Matias para ocupar o lugar de Judas. Com Matias estava o justo José Barsabás, que alguns identificam com Barnabé. Na casa do romano Cornélio, o Espírito Santo derrama a alegria aceitando pagãos na herança de Israel. Como os apóstolos, Cornélio, seus familiares e agregados receberam o Espírito Santo e foram batizados. Deus aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. Homens e mulheres, limitados pela natureza e expostos às ciladas do Maligno, abrem-se à graça de Deus e decidem fazer a experiência dolorosa do amor. O amor é possível, dirão ao mundo os cristãos, não porque o praticam com perfeição, mas exatamente porque nem sempre conseguem praticá-lo, e não desistem. Perseveram, perdoam e recomeçam. Vivem a experiência alegre e dolorosa das possibilidades do amor, e não desistem, porque sabem que o amor vem de Deus e termina em Deus. Formam ilhas de misericórdia num mar de indiferença. Nada fácil. Se requer muito esforço para que os confins do universo possam contemplar a salvação do nosso Deus. O amor de Deus é a nossa força, e o estímulo dos irmãos e das irmãs vem em nosso socorro. Jesus vai partir e nos deixa no mundo para que o mundo saiba que ele andou por aqui. Anunciaremos aos ouvidos e aos olhos para que o vejam em nós.

Leituras e Salmos (11 a 16 de maio)

2ªf.: At 16,11-15; Sl 149; Jo 15,26 –16,4a.
3ªf.: At 16,22-34; Sl 137 (138); Jo 16,5-11.
4ªf.: At 17,15.22 – 18,1; Sl 148; Jo 16,12-5.
5ªf.: At 1,15-17.20-26; Sl 112 (113); Jo 15,9-17.   
6ªf.: At 18,9-18; Sl 46 (47); Jo 16,20-23a.
Sáb.:  At 18,23-28; Sl 46 (47); Jo 16,23b-28.




Fonte: FC ediçao 952-ABRIL- 2015
Postado por: Família Cristã




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