Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 29/05/2015

Ano B – 21 de junho de 2015
12º Domingo do Tempo Comum

Jó 38,1.8-11 – O Senhor, do meio da tempestades, respondeu.
Sl 106(107) – Louvai o Senhor, porque ele é bom.
2Cor 5,14-17 – O amor de Cristo nos impele.
Mc 4,35-41 – “Passemos para a outra margem.”

Reflexão Cônego Celso Pedro da Silva
Arte Sergio Ricciuto Conte

Os cientistas físicos dizem que o funcionamento harmonioso do universo se explica por meio de quatro forças que recebem os nomes de gravitacional e eletrodinâmica, nuclear forte e fraca. Elas explicam a matéria, o equilíbrio, a luz e tudo o mais que faz parte do nosso universo. Nós, quando falamos de forças da natureza, pensamos no que vemos como os raios, a tempestade, o terremoto, o maremoto, a ventania, o tornado, a enchente e outras coisas mais. Olhamos para o fenômeno e vemos a natureza que se movimenta e se mostra mais forte do que nós. Uma corrente de água no mar pode nos levar ao afogamento e à morte.
Jesus estava no barco com os apóstolos e aconteceu uma tempestade com vento, ondas e água entrando no barco. Os discípulos perceberam que estavam correndo perigo e acordaram Jesus que estava dormindo. Dormia sobre um travesseiro, diz o texto, talvez para indicar que ele estava tranquilo enquanto o mar e os discípulos estavam agitados.  É interessante o modo como os discípulos de dirigem a Jesus. O tom é nervoso, tom de briga. “Estamos perecendo, o Senhor não se importa?”. Apesar do aspecto polêmico das palavras dos discípulos, há nelas uma profissão de fé. Eles não podem nada contra as forças da natureza, mas Jesus sim. Por que então ele não faz nada e fica dormindo?
Conheciam os discípulos o livro de Jó, no qual as forças da natureza têm sua origem em Deus e são por ele controladas, e as ondas do mar em sua arrogância são por ele limitadas? Quem fechou o mar com portas e marcou seus limites? Jesus se levanta e manda que o vento cesse e o mar se acalme. Volta-se em seguida para os discípulos e questiona sua fé. Estes por sua vez se contradizem com a pergunta; “Quem é este que o vento e o mar obedecem?”. O que Jesus espera dos discípulos? Que eles creiam que ele é mais forte do que as forças da natureza e tem domínio sobre elas? Ou que eles mesmos, com a fé, podem dominar a natureza? Tudo isso é muito extraordinário e não faz parte do nosso dia a dia.
No nosso dia a dia, estamos nós com o que podemos fazer sem medo e de forma realista. Olhamos com calma todos os acontecimentos para não perder nenhum de vista e sermos surpreendidos depois. Não perdemos a calma, agimos até com certa frieza para não aumentar os problemas. Nada nos assusta, nem a morte, que faz parte da nossa existência e não é eterna. É passageira, passagem para a eternidade. Se não morremos agora, morremos depois, e se não morremos disto, morremos daquilo.  Nada nos assusta e pegamos a vida com as duas mãos. O Titanic afundou e muita gente morreu por falta de barcos salva-vidas. O avião chocou-se nos Alpes e morreram todos os viajantes porque o copiloto ficou sozinho na cabine. É uma pena que Jesus tenha ido embora no dia da sua ascensão. Tivesse ficado e os problemas se resolveriam. Não faltaria gás para terminar o almoço que ficou pela metade. É verdade que somos nova criatura e que o mundo velho desapareceu, mas tudo é novo na fé e na esperança. No dia a dia é o amor de Cristo que nos pressiona a nos ajudarmos uns aos outros e a superarmos nossas limitações. Se não pedimos que Deus cure nosso resfriado é porque a ciência humana já encontrou solução. Foi por isso que Jesus disse: “É bom para vocês que eu vá embora, se não o Espírito não virá”.


Leituras e Salmos (22 a 27 de junho)
2ªf.: Gn 12,1-9; Sl 32 (33); Mt 7,1-5.
3ªf.: Gn 13,2.5-18; Sl 14 (15); Mt 7,6.12-14.
4ªf.: Is 49,1-6; Sl 138 (139); At 13,22-26; Lc 1,57-66.80.
5ªf.: Gn16,1-12.15-16; Sl 105 (106); Mt 7,21-29.
6ªf.: Gn 17,1.9-10.15-22; Sl 127 (128); Mt 8,1-4.
Sáb.: Dt 7,6-11; Sl 102 (103); 1Jo 4,7-16; Mt 11,25-30.




Fonte: Familia Crista ed. 953/Maio de 2015
Postado por: Família Cristã




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