O Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 29/06/2015

Ano B – 19 de julho de 2015

16º Domingo do Tempo Comum

Jr 23,1-6 – Ele reinará de verdade.
Sl 22 (23) – Ele me faz descansar.
Ef 2,13-18 – Ele é a nossa paz.
Mc 6,30-34 – Descansai um pouco.
Eram como ovelhas que não tem pastor (Mc 6,34). Jesus não liberta para de novo aprisionar. Jesus não vai explorar essa carência e amarrar o povo a si.

No retorno do exercício missionário, prestam contas e se retiram para descansar. É tanta gente que os procura que Jesus tem a forte sensação de estar diante de ovelhas sem pastor. Ele então ensina o povo. Jesus não liberta para de novo aprisionar. O mundo foi feito por meio dele e tudo foi muito benfeito. Nossa liberdade, dom tão precioso, é capaz de desorganizar tudo e é capaz de buscar a ordem original. No meio dos nossos desencontros, há uma saudade do paraíso que aconteceu ou que acontecerá. Esse povo todo atrás de Jesus alegra e preocupa. Alegra, porque gosta do Mestre e o procura. Preocupa, porque demonstra estar abandonado. É um povo carente.
Jesus não vai explorar essa carência e amarrar o povo a si. Ele nunca fez isso e encaminhou os seus miraculados à sua família, ao seu trabalho, à sua cidade. Ele não está estabelecendo pastores no lugar daqueles que devem sê-lo. Mas, ele espera que os seus se tornem pastores de um povo abandonado e despertem a responsabilidade de quem deve ser pastor por ofício. Não deveríamos procurar milagres nem buscar curas extraordinárias em cultos, sejam católicos, sejam pseudoevangélicos.
 Bastaria que os homens públicos fossem sérios e responsáveis, e haveria desenvolvimento de pesquisas em benefício do bem-estar de todos. Os doentes seriam bem tratados e não haveria ignorantes ignorados. Continuaríamos a morrer, porque o único que dá remédio à morte é o Cristo Ressuscitado, e faz da nossa morte um sono que desperta na eternidade. Assim, o pecado original daria espaço à dignidade humana respeitada.
Pastores são em primeiro lugar aqueles que desempenham funções públicas em benefício da população. O povo é o rebanho servido pelos ministros, que esse é o sentido da palavra. Jeremias foi um homem que sofreu com o que viu. Viu pastores que deixaram as ovelhas se dispersarem e se perderem e viu surgirem novos pastores para apascentarem as ovelhas, tirar-lhes o medo e a angústia, levá-las a viver tranquilas na justiça. O profeta vê um descendente de Davi, um rei justo e sábio, que fará valer a justiça e a retidão na terra. Antes de pensar no Messias, antes de anunciar o Salvador Jesus, o Cristo, o profeta Jeremias fala de um governante, sucessor de Davi, se não real, ao menos desejado. Evidentemente, nem Salomão nem rei algum deste mundo tem a capacidade de governar na plenitude da justiça, por isso, o verdadeiro descendente de Davi será Jesus Cristo. Tal afirmação não tira das pessoas públicas a responsabilidade de serem plenamente bons pastores.
Jesus é sempre um ponto de referência, e alguém que ensina. Não se trata de unir Igreja e Estado, nem de laicizar o Estado, opondo-o ao bom-senso religioso. Se de Jesus se diz que ele destrói em sua própria carne o muro de separação que afasta um povo do outro e alimenta a inimizade, e entre os povos se fala de muro, Muro de Berlim, Muro de Israel, Muralha da China, certamente as Escrituras estão a dizer que encurtar distâncias é melhor do que separar. Leis, mandamentos e decretos podem não ser justos e não construírem a paz. O ser humano é anterior às nações, às línguas, à particularidade das culturas. Cristo é universal, e seus pastores buscam meios para a reconciliação. Temos belos exemplos no papa Francisco.

Leituras e Salmos (20 a 25 de julho)
2af.: Ex 14,5-18; Cânt.: Ex 15,1-6; Mt 12,38-42.
3af.: Ex 14,21 –15,1; Cânt.: Ex 15,8-10.12-17; Mt 12,46-50.
4af.: Ct 3,1-4a ou 2Cor 5,14-17; Sl 62 (63); Jo 20,1.2.11-18.
5af.: Ex 19,1-2.9-11.16-20b; Cânt.: Dn 3,52-56; Mt 13,10-17.
6af.: Ex 20,1-17; Sl 18 (19B);Mt 13,18-23.
Sáb.: 2Cor 4,7-15; Sl 125 (126); Mt 20,20-28.




Fonte: Família Cristã, edição de junho de 2015
Postado por: Família Cristã




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