Edição de novembro 2012

Data de publicação: 02/07/2015

Revista Família Cristã - Novembro 2012

“É morrendo que se vive para a vida eterna.” Neste mês em que grande parte do mundo ocidental celebra o Dia de Todos os Santos e, não por acaso, também o Dia de Finados, não há como deixar de recorrer a esse verso da Oração de São Francisco de Assis para entendermos a aparente irracionalidade da lógica cristã de que há outra vida – bem melhor do que esta, imagina-se – após nossa passagem por este mundo. Não é fácil, ou é praticamente impossível, compreender tal mensagem enquanto ela não for interpretada pela inteligência da fé.
Sim, porque para ter uma fé é preciso certa inteligência, ou um certo inconformismo, para questionar e, às vezes, duvidar a respeito do que os nossos cinco sentidos nos apresentam como fatos incontestes. Nascemos, vivemos (ok, talvez não tanto nem tão bem quanto gostaríamos) e morremos. Eis os fatos que nos são apresentados desde que começamos a entender razoavelmente a vida. Portanto, seria mais fácil e cômodo acreditar que tudo termina aqui e assim. E não explicar mais nada. Ponto final.
Acontece, porém, que para o ser humano nada é tão simples ou tão fácil de ser resolvido. Buscamos respostas e perguntas para tudo. Onde viemos e nos preocupamos com o que vem depois do depois. Queremos saber o que estamos fazendo aqui. Talvez pelo princípio de que não há efeito sem causa, de que nada nesta vida se perde e tudo se transforma, de que cada vez que entramos em um rio somos diferentes – nós e o rio – e que o universo pode ser infinito e o nosso planeta, um asterisco em uma enciclopédia a ser escrita. Nascemos com inteligência para acreditar em tudo isso. Ou duvidar. E para não aceitar a morte como um fim. Afinal, se assim fosse tudo teria sido fácil demais para um Deus ter se dado ao trabalho de fazer. Não! A vida é absurdamente misteriosa e indecifrável para terminar em um simples ponto final. Parece ser mais razoável, e até mesmo racional, acreditar que é morrendo que se vive para a vida eterna.

Nesta edição

Família Quando só a morte separa

Saúde & Filhos  Prevenção, prato principal

Igreja A arte de consolar

Carmelo A vida na clausura

Panorama Ao longo do rio Xingu

Cultura Diário de bicicleta


FAMÍLIA
Entrevista Direito de resposta
Dinâmica familiar Filhos na night
Juventude e fé Eleitos
Maturidade Sozinho ou solitário?
Jovens conectados Jornada da Cruz
Entre jovens A literatura viva
Painel do leitor Em dia com nossas famílias

SAÚDE
Bioética Para o futuro (II)

RELIGIÃO
Sínodo Renovar a evangelização
Paz inquieta Aids e comportamento
Formação litúrgica Crisma, um caminho
Vaticano II Virada de mesa
Cáritas Mil razões para viver
Igreja Sair de casa

ATUALIDADE
Política A inédita inclusão social no Brasil
Perfil História que liberta

ARTE E CULTURA
Culinária Clássicos à mesa
Trabalhos manuais Casa para agulhas
Crônica Herança Quilombola

ENCARTE NAMORO (16) Família! Família! Cachorro, gato, galinha

O EVANGELHO NA COMUNIDADE
2 de dezembro 1º Domingo do Advento
9 de dezembro 2º Domingo do Advento
16 de dezembro 3º Domingo do Advento
23 de dezembro 4º Domingo do Advento
30 de dezembro Tempo do Natal (Sagrada Família)









Fonte: Edição 923, novembro de 2012
Postado por: Família Cristã




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