Evangelho na comunidade

Data de publicação: 31/07/2015


Ano B – 2 de agosto de 2015 18º Domingo do Tempo Comum    

Ex 16,2-4.12-15 – Eu sou o Senhor vosso Deus.
Sl 77 (78) – Conduziu-os ao seu domínio santo.
Ef 4,17.20-24 – Criado à imagem de Deus.
Jo 6,24-35 – “Eu sou o pão da vida”.
Senhor, dá-nos sempre desse pão (Jo 6,34)

Reflexão Cônego Celso Pedro da Silva
Arte Sergio Ricciuto Conte

Na semana passada, iniciamos a leitura do capítulo sexto de São João, com o relato da multiplicação dos pães. Hoje entramos no discurso do Pão da Vida.
Vivemos correndo atrás de quem nos dá alguma coisa. Procuramos o que é mais fácil, o que nos é dado de graça, sem que se exija de nós muito esforço. Atravessar o deserto em busca de liberdade exigiu muito esforço do povo de Deus, quando saiu do Egito. Foram, no entanto, tentados a buscar o mais fácil. Foi esse o grande pecado do povo na travessia do deserto, o desejo de voltar para trás, para a comida fácil.
Jesus disse com clareza aos que o procuravam depois da multiplicação dos pães: “Vocês me procuram porque comeram pão e ficaram satisfeitos”. Quiseram fazê-lo rei exatamente para terem pão de graça. Nossa inteligência pode nos levar ao nada se não for bem orientada, se não souber interpretar os sinais dos tempos.
O dom da inteligência, dado pelo Espírito Santo, tira-nos da superfície e nos faz ler a realidade da vida por dentro. Se os sinais de Jesus não forem compreendidos, podem ser interpretados segundo os interesses de quem os vê. É o que vemos em nossos dias, pessoas ditas religiosas que passam de igreja em igreja em busca de alguma coisa que dê resposta às suas necessidades. Buscam paz e cura em cultos emocionais. A busca feita pela inteligência pode ser fria, sem nada de emotivo, mas com muito de verdade. Não vamos deixar de lado os sentimentos nem a busca de alegria e felicidade, mesmo se passageiras. Não digamos não a tudo. Ao contrário, digamos sim e encaminhemo-nos para a verdade, testando de alguma maneira as nossas buscas.
 O Evangelho nos orienta a buscar o Pão que desce do Céu e dá vida ao mundo. Esse Pão é Jesus. Ele é o Pão da Vida, que mata a fome e a sede. Não se trata de buscá-lo como o Todo-poderoso, nem tampouco transformá-lo em empregado, que corre para atender aos meus desejos. Trata-se de colar-se nele e de caminhar lado a lado com aquele que dá sentido à vida. Ele é alguém real, existente.
A Carta aos Efésios nos exorta a mudar de vida, primeiramente em relação à nossa inteligência. Somos chamados a renovar o nosso espírito e a nossa mentalidade. O autor sagrado fala em “caminhar no vazio da mente” e em “renovar-se no espírito da mente”. O texto litúrgico entende esses versículos como “inteligência que leva para o nada” e “renovar o espírito e a mentalidade”. Por duas vezes aparece a palavra mente que significa “a capacidade de nossa inteligência em se situar corretamente”. Se a mente não funciona, tomamos decisões erradas. Por isso a tradução fala de inteligência que leva para o nada. Acabamos no vazio.
 Na Carta aos Romanos, Paulo diz que a mente se renova pelo Espírito. O espírito se renova pelo Espírito. A mente pode enlouquecer. O Espírito não. A segurança das decisões da mente é garantida pela presença do Espírito Santo em nós. É a vida nova na qual vivemos em conformidade com a “verdade que está em Jesus”. Não procuremos Jesus de forma errada, numa busca que leva ao nada. Ao contrário, a mente renovada pelo Espírito não procura um falso Cristo. A busca de Jesus não pode ser uma busca de si mesmo transformando Jesus em empregado que realiza minhas vontades com seus milagres.


Leituras e Salmos (3 a 8 de agosto)
2ªf.: Nm 11,4b-15; Sl 80 (81); Mt 14,13-21.
3ªf.: Nm 12,1-13; Sl 50 (51); Mt 14,22-36.
4ªf.: Nm 13,1-2.25 – 14,1.26-30.34-35; Sl 105 (106); Mt 15,21-28.
5ªf.: Dn 7,9-10.13-14; Sl 96 (97); Mc 9,2-10.
6ªf.: Dt 4,32-40; Sl 76 (77); Mt 16,24-28.
Sáb.: Dt 6,4-13; Sl 17 (18); Mt 17,14-20.




Fonte: Família Cristã julho de 2015
Postado por: Família Cristã




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