Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 06/08/2015

Ano B – 9 de agosto de 2015 - 19º Domingo do Tempo Comum

1Rs 19,4-8 – “Levanta-te e come!”
Sl 33 (34) – Vinde, filhos, escutai-me.
Ef 4,30¬ – 5,2 – Sede, pois, imitadores de Deus.
Jo 6,41-51− “Sou o pão que desceu do céu”.

"Este não é Jesus, o filho de José?" (Jo 6,42)

Reflexão Cônego Celso Pedro da Silva
Arte Sergio Ricciuto Conte

Murmuraram no deserto e murmuram agora contra Jesus. No deserto murmuraram contra Moisés. De fato, porém, murmuravam contra Deus. O evangelista usa a mesma expressão certamente para dizer que não estão murmurando apenas contra o homem Jesus. Também aqui murmuram contra Deus. Por que murmuram? Porque Jesus diz ser o Pão que desceu do céu. Como desceu do céu se conhecemos a sua família? Murmuram aqueles que não estão dispostos a crer e não querem colaborar. No deserto, sua murmuração os levou a não querer seguir nem a Moisés nem a Deus. Os contemporâneos de Jesus, murmurando, revelam sua incapacidade de perceber quem é Jesus de fato. Parecem conhecer sua humanidade quando dizem que é filho de José. De fato não aceitam a encarnação, não aceitam que Deus possa vir do céu. Não aceitam que a salvação está neles e entre eles. Não aceitam, enfim, a obra de Deus.
O ato de fé na pessoa de Jesus é uma concessão do Pai, não como predestinação concedida a alguns, mas como participação no mistério divino, porque aquele que crê já tem a vida eterna. Quem crê está em Cristo, que é o Pão da Vida. O evangelista em sua narrativa faz aqui uma transição do discurso do Pão para o discurso da Eucaristia. Jesus reafirma que é o Pão da Vida e conclui dizendo que é o Pão vivo. A pessoa de Jesus, na qual cremos, é o Pão, e este Pão é vivo, Até agora se falou do Pão que vai ser dado. Agora se fala que o Pão a ser dado é a carne de Cristo. Estamos entrando no discurso eucarístico. O Pão de Deus é a carne de Jesus Cristo para a vida do mundo. O povo de Moisés se alimentou com o maná. O profeta Elias se alimentou com o pão que o anjo lhe ofereceu, dizendo: “Levanta-te e come que o caminho é longo”. O caminho continua longo, e o convite continua atual. Com a força do Pão vivo é possível concluir a travessia do deserto. O Pão agora é Jesus. Quem dele come viverá eternamente.
O dia da libertação  aproxima-se com a visão da Terra Prometida. O Pão da Vida que é Pão vivo alimenta e dá força pelo Espírito Santo. O Espírito nos alça no voo da liberdade, levando-nos por sobre as pedras do deserto até a Terra da Promissão. Não entristecer o Espírito nem sufocá-lo, recomenda o apóstolo. O Espírito está presente em tudo e em todos, mas pode estar triste. Ele se entristece quando, sendo amor, não pode se manifestar por causa do barulho das amarguras, irritações, cóleras, gritarias, ofensas, maldades, que rejeitam a doçura do Pão da Vida. O cristão bem alimentado pelo Pão da Vida exala o suave odor da bondade, da compaixão, do perdão e do amor.
Sejamos imitadores de Deus como filhos que ele ama. Ele nos deu o Pão da Vida e nos alimenta com o Pão vivo, atraindo-nos assim para Cristo. Ele nos amou com amor eterno e nos atraiu em sua misericórdia, segundo o profeta Jeremias. As forças da morte nos fazem resistir, mas são vencidas pelo impulso do Espírito. O amor é mais forte do que a morte.
Os contemporâneos de Jesus não entenderam bem o que ele quis dizer com o discurso do Pão e menos ainda com o discurso eucarístico que conclui o capítulo sexto de São João. Mesmo sem entenderem, os apóstolos permaneceram firmes na aceitação da pessoa de Jesus. Se não é fácil entender o Cristo que é pão e que é carne, pode-se entender mais facilmente o lava-pés que São João coloca na Última Ceia.

Leituras e Salmos (10 a 15 de agosto)
2ªf.: 2Cor 9,6-10; Sl 111 (112); Jo 12,24-26.
3ªf.: Dt 31,1-8; Cânt.: Dt 32,3-4a.7-9.12; Mt 18,1-5-10.12-14.
4ªf.: Dt 34,1-12; Sl 65 (66); Mt 18,15-20.
5ªf.: Js 3,7-10a.11.13-17; Sl 113A (114); Mt 18,21 –19,1
6ªf.: Js 24,1-13; Sl 135 (136); Mt 19,3-12.
Sáb.: Js 24,14-29; Sl 15 (16); Mt 19,13-15.




Fonte: Edição 955,julho de 2015
Postado por: Família Cristã




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