Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 12/08/2015

Ano B – 16 de agosto de 2015  Assunção de Nossa Senhora

Ap 11,19a;12,1.3-6a.10ab − Apareceu no céu um grande sinal.
 Sl 44 (45) – Resgata-nos pela tua misericórdia.
1Cor 15,20-27a – Em Cristo todos serão vivificados.
 Lc 1,39-56 – “Bendita és tu entre as mulheres.”


"Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida" ( Jo 6,55)

O dogma da Assunção foi proclamado por Pio XII no dia 1º de novembro de 1950, mas a celebração da Assunção é bem mais antiga. As tradições da “dormição” de Maria e a transferência de seu corpo para o paraíso remontam ao século 2º. A celebração litúrgica é do século 6º. Em Jerusalém já se fazia nessa época uma procissão ao túmulo de Maria. O papa Pio XII declarou como fé de todos os católicos, que Maria foi levada ao céu em corpo e alma. Nós cremos que a “Imaculada virgem, preservada de toda mancha do pecado original, quando concluiu o tempo de sua vida na terra, foi levada em corpo e alma à glória do céu, sendo exaltada pelo Senhor como rainha sobre todas as coisas, para que fosse assim mais conforme a seu Filho, o Senhor de todos os senhores, e vencedor de todo pecado e morte”.
O livro do Apocalipse nos faz ver o Templo de Deus que se abre no céu, onde aparece a Arca da Aliança. Surge então um grande sinal: uma mulher, vestida de sol, com a lua nos pés e, na cabeça, uma coroa de doze estrelas. A mulher é a comunidade dos fiéis congregados em Igreja. A tradição cristã viu nesta mulher o símbolo de Maria. A mulher está grávida. O dragão que aparece é o demônio e quer devorar a criança que vai nascer. A criança nasce e é levada para junto de Deus. A mulher foge para o deserto e lá encontra a proteção de Deus diante da perseguição do dragão. É a história de Jesus, de Maria e do demônio. É a história de Jesus, da Igreja dos primeiros cristãos e do Império Romano. É a história de Jesus, a nossa e a de todas as dominações.
Na Carta aos Coríntios, Paulo fala da ressurreição dos mortos. Todos morrem em Adão, todos ressuscitam em Cristo. No fim, a morte é dominada para sempre. Maria “adormece” e ressuscita. A morte, consequência do pecado introduzido pelo demônio, não tem poder sobre ela, a “cheia de graça”, que não tem amizade alguma com a serpente. Não pode, pois, sofrer as consequências do pecado introduzido no mundo pelo poder demoníaco.
No Evangelho, Maria vai apressadamente para a região montanhosa da Judeia. Vai ajudar sua prima Isabel que também está grávida. Isabel a chama de “bendita entre as mulheres”. De fato, dentre todas as mulheres ela foi escolhida para ser a Mãe do Senhor. Maria sobe às montanhas de Judá e canta o seu cântico de ação de graças, o Magnificat. Sobe e continua subindo até as portas do Templo que está no céu e lá aparece como a Arca da Aliança. No Magnificat, lembra o papa, Maria proclama a grandeza de Deus e se mostra identificada com a Palavra. “A minha alma engrandece o Senhor”, sem medo de torná-lo um concorrente que ameaça a minha liberdade e a minha realização. Maria sabe que se Deus é grande, ela também é grande. Maria é cheia de graça e assunta ao céu porque colocou Deus em seu devido lugar. Não o anulou, não quis tirá-lo da vida e da história. Ao contrário, quis engrandecê-lo. Nenhuma palavra, nenhum gesto de Maria foi jamais negação de Deus.
A festa da Assunção é a festa da vitória de Deus, do amor e da vida. O amor é mais forte do que a morte, que não pode dominar aquela que é puro amor. Nele se revela que “Deus tem a verdadeira força, e a sua força é bondade e amor”. Cantamos o Salmo 44 (45) em louvor a Maria sentada ao lado do Rei que se encanta com sua beleza.

Leituras e Salmos (17 a 22 de agosto)
2ªf.: Jz 2,11-19; Sl 105 (106); Mt 19,16-22.
3ªf.: Jz 6,11-24a; Sl 84 (85); Mt 19,23-30.
4ªf.: Jz 9,6-15; Sl 20 (21); Mt 20,1-16a.
5ªf.: Jz 11,29-39a; Sl 39 (40); Mt 22,1-14.
6ªf.: Rt 1,1.3-6.14b-16.22; Sl 145 (146); Mt 22,34-40.
Sáb.: Is 9,1-6; Sl 112 (113); Lc 1,26-38.






Fonte: Edição 955,julho de 2015
Postado por: Família Cristã




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