Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 24/09/2015

Ano B – 27 de setembro de 2015 - 26º Domingo do Tempo Comum
Nm 11,25-29 – O Senhor desceu e falou a Moisés.
Sl 18 (19) – As ordens do Senhor alegram o coração.
Tg 5,1-6 – Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados.
Mc 9,38-43.45.47-48 − Quem não é contra nós está a nosso favor.

"É melhor entrar no Reino de Deus tendo um olho só" (Mc 9,47)

Reflexão Cônego Celso Pedro da Silva
Arte Sergio Ricciuto Conte

Um homem expulsava demônios em nome de Jesus, mas não fazia parte do grupo dos discípulos. Os discípulos então o proibiram de libertar as pessoas do poder demoníaco. Por quê? Porque o libertador não é dos nossos. Não importa o bem que ele esteja fazendo. A questão é que ele não faz parte do nosso grupo. No nosso grupo somos todos iguais. Já aprendemos isso com Jesus, aprendemos a duras penas, mas sabemos que não existe entre nós um que seja maior ou melhor do que os outros. Entre nós o tamanho e a bondade se medem pelo serviço. O nosso grupo, porém, é maior e melhor. Não aceitamos quem não pertença ao nosso grupo. Eu não sou maior do que ninguém, mas o meu grupo sim. Nós somos os maiores e os melhores. Como pode alguém fazer uma boa ação em nome de Jesus se ele é nosso? Ele nos pertence!
Já no tempo de Moisés aconteceu algo semelhante. Estava Moisés com setenta anciãos ao redor do Tabernáculo quando o Espírito de Deus pousou sobre eles e todos começaram a profetizar. Bendiziam a Deus e proclamavam as suas maravilhas. Eldad e Medad, que deviam estar com os anciãos, ficaram no acampamento e, no entanto, receberam também o Espírito de profecia. Moisés foi avisado e Josué queria que Moisés proibisse Eldad e Medad de profetizarem. Veio então a bela resposta de Moisés: “Tomara que todo o povo fosse profeta e recebesse o Espírito”.
Juntando os dois acontecimentos, podemos dizer: Oxalá todas as pessoas libertem o seu próximo do poder demoníaco. Quem está a favor da pessoa humana não pode estar contra Deus. Jesus ensina isso aos discípulos. Jesus os quer responsáveis e não privilegiados, mas, assim mesmo ele os consola garantindo-lhes que não ficará sem recompensa quem os tratar bem por serem eles discípulos de Cristo. Não são superiores a ninguém, mas devem ser respeitados e venerados. Jesus os chama de pequeninos e os coloca sob sua proteção. Ninguém deve escandalizá-los, nem pecar contra eles. Pequeninos são também os que estão fora da comunidade dos discípulos, mas creem. Creem de alguma maneira porque ninguém aceita correr riscos em favor dos outros se não acreditar em alguém ou em alguma coisa. A fé antropológica acaba se tornando teológica quando nos leva a agir por amor, porque o amor começa em Deus e termina em Deus. Afinal, Deus é amor.
São Tiago, na sua praticidade, nos coloca diante do caso de um trabalhador que não recebe o salário ou de um patrão que não paga o que deve. Tal patrão é agente do poder demoníaco e diminui a dignidade humana do trabalhador. Os discípulos, como o foi Tiago, serão os primeiros a buscar a justiça e a libertar patrão e empregado do poder demoníaco. E bendito seja Deus se os que estão fora do grupo dos discípulos fizerem a mesma coisa.
Que o Senhor nos preserve do orgulho. Que ele não domine sobre nós e nos impeça de ver o Espírito agindo por toda parte e convertendo corações de pedra em corações de carne. Os discípulos viram um homem expulsar demônios em nome de Jesus. Viram, mas não souberam interpretar. Não souberam contemplar o Espírito Santo desfazendo o domínio do espírito do mal. Que o Senhor nos preserve do orgulho como preservou Moisés, que não guardou o Espírito só para si, mas aceitou partilhá-lo para que o povo fosse bem orientado. O Espírito é poderoso, mas Moisés era limitado.

Leituras e Salmos (28 de setembro a 3 outubro)
2ªf.: Zc 8,1-8; Sl 101 (102); Lc 9,46-50.
3ªf.: Dn 7,9-10.13-14 ou Ap 12,7-12a; Sl 137 (138); Jo 1,47-51.
4ªf.: Ne 2,1-8; Sl 136 (137); Lc 9,57-62.
5ªf.: Ne 8,1-4-7b-12; Sl 18 (19); Lc 10,1-12.
6ªf.: Ex 23,20-23; Sl 90 (91); Mt 18,1-5.10.
Sáb.: Br 4,5-12.27-29; Sl 68 (69); Lc 10,17-24.








Fonte: Edição 956, agosto de 2015
Postado por: Família Cristã




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