Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 08/10/2015

Ano B – 11 de outubro de 2015 28º Domingo do Tempo Comum

Sb 7,7-11 –Veio a mim o espírito da sabedoria
Sl 89 (90) – Senhor, tem compaixão dos teus servos
Hb 4,12-13 – A palavra de Deus é viva, eficaz
Mc 10,17-30 – Muitos que são últimos serão primeiros
A Palavra de Deus é viva (Hb 4,12)

Reflexão Cônego Celso Pedro da Silva
Arte Sergio Ricciuto Conte

O que nos leva a acreditar que alguém é o primeiro, o maior ou mais importante? O dinheiro! O que nos leva a fazer distinção entre uns e outros, a pensar que este vale mais do que aquele? O dinheiro. Então, se o dinheiro é mau, é melhor não tê-lo. Por um lado podemos dizer que o dinheiro é mau e é melhor não tê-lo, pelo mal que ele acarreta. Por outro lado, o dinheiro em si não se move, não fala e não pensa. É um objeto cuja vida e força dependem dos seres humanos. As coisas são más para quem as considera más, diz Paulo aos romanos (14,14). No Evangelho de hoje Jesus mostra as dificuldades provenientes da posse de riquezas.
Um homem rico, de boa vontade, observante dos mandamentos da Lei de Deus, não conseguiu dar sua riqueza aos pobres e seguir Jesus. A dificuldade estava em que ele tinha muitas propriedades. Com muitas posses, a pessoa dificilmente dá início à construção do Reino de Deus neste mundo. Vive amarrado pelos bens que possui, preocupa-se com eles para não perdê-los, e necessita aumentá-los para que não diminuam. Que vantagem encontra o ser humano na posse de muitos bens? O dinheiro dá poder, por isso é cobiçado. Mais do que bem-estar e facilidade, o dinheiro dá a sensação de termos o primeiro lugar. O desejo de ser poderoso está em nós. Faz parte da nossa má inclinação e da vontade de ser como Deus. E daí vem o resto. Dinheiro mal adquirido, dinheiro desonesto.
Referindo-se à posse de bens, Jesus diz que para Deus tudo é possível. É possível ter bens e saber administrá-los em favor dos necessitados. É possível ter bens sem criar necessitados, mas não é fácil. É possível também desfazer-se dos bens e viver na liberdade dos filhos de Deus, olhar uma vitrine e constatar que não precisamos de nada do que está exposto. O acúmulo de bens é sempre perigoso, como preocupante é a multiplicação de desejos. Bom mesmo é ter sabedoria. A Palavra de Deus, viva e eficaz, penetra nossa alma e nosso espírito e nos enche de sabedoria. Quem percebe o seu valor descobre que todos os bens vêm com ela, e passa a amá-la mais do que a saúde e a beleza, mais do que o ouro e a prata. Em última análise, a Sabedoria é o próprio Deus.

Estamos no centro do Evangelho de Marcos, com o tríplice anúncio da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, com as reações dos apóstolos e os consequentes ensinamentos do Senhor. Os apóstolos custam a entender o que Jesus quer que entendam. Último lugar e serviço não são rapidamente assimilados pelos apóstolos, nem por ninguém. Vejam ainda Pedro. Ao ouvir Jesus falar da renúncia dos bens deste mundo, rapidamente este apóstolo entusiasmado afirma numa exclamação: “Nós deixamos tudo e te seguimos”, esperando evidentemente pela recompensa. Jesus não nega que receberão uma recompensa cem vezes maior do que aquilo que deixaram, mas com perseguições, diz o texto. E no versículo 31 voltará o refrão: “Muitos dos primeiros serão últimos, e os últimos serão primeiros”, como a nos lembrar da importância do serviço fraterno.
Num mundo de corrupção e ganância, de desvio de dinheiro e privação de direitos de emprego, moradia e saúde, a ação missionária da Igreja tem muito serviço a prestar. Converter os corruptos e colaborar com os prejudicados é uma tarefa sem fim.


Leituras e Salmos (12 a 17 de outubro)
2ª.f.: Est 5,1b-2; 7,2b-3; Sl 44 (45); Ap 12,1.5.13a.15-16a; Jo 2,1-11.
3ª.f.: Rm 1,16-25; Sl 18 (19); Lc 11,37-41.
4ª.f.: Rm 2,1-11; Sl 61 (62); Lc 11,42-46.
5ª.f.: Rm 3,21-30; Sl 129 (130); Lc 11,47-54.
6ª.f.: Rm 4,1-8; Sl 31 (32); Lc 12,1-7.
Sáb.: Rm 4,13.16-18; Sl 104 (105); Lc 12,8-12.





Fonte: Edição 957,setembro de 2015
Postado por: Família Cristã




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