Vamos ao trabalho!

Data de publicação: 28/10/2015

Fazer o que se gosta é essencial para manter a disposição de viver, e bons exemplos não faltam

A apresentadora de TV Palmirinha Onofre experimenta uma sensação de popularidade inimaginável para os seus 83 anos. Apesar da idade, porém, ela é cada vez menos uma exceção no País. Vovó Palmirinha reforça o contingente de idosos que não abre mão de engrossar as estatísticas das pessoas com mais de 60 anos economicamente ativas. E cujo processo ainda está em pleno desenvolvimento. Segundo o Banco Mundial, até 2050, as pessoas com mais de 60 anos responderão por 49% da vida economicamente ativa brasileira. Hoje, o porcentual é de 11%. Outra previsão revela que, até 2020, as pessoas dessa faixa etária responderão pelo aumento anual de 2,4 pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB) per capita do País. “Cabeça vazia é a oficina do diabo, como já dizia minha mãe. Gosto muito do que faço e trabalho para que todos também aprendam a arte de cozinhar. Além disso, procuro passar dicas que desenvolvi ao longo de todos esses anos”, afirma Palmirinha.
“Também não penso em me aposentar. Aliás, penso sim. Depois dos 100 anos, para aproveitar um pouco da vida”, brinca o pianista, arranjador e maestro Luiz Antônio Karam, 62 anos, que agradece a Deus por não lhe faltar serviço nem disposição. Tecladista do grupo que acompanha a cantora Fafá de Belém de norte a sul do País, Karam é presença obrigatória nos estúdios Paulinas-Comep, onde seu primeiro trabalho, em meados dos anos 1980, foi a trilha sonora de um álbum do locutor Cid Moreira recitando salmos bíblicos. Ali já produziu álbuns para um sem-número de artistas, como o padre Zezinho, scj, e Antônio Cardoso. Por ter trabalhado em bailes durante anos, Karam aprendeu a fazer um pouco de tudo. “Trabalho o arranjo de um CD de orações e viajo para o Nordeste para acompanhar Fafá de Belém Nos bailes de carnaval. Faço isso porque a música é minha vida e não me imagino desenvolvendo outra atividade. Foi graças a ela que, por exemplo, criei meus quatro filhos”, confirma. 

Revisões – O segredo da longeva felicidade profissional de Palmirinha ou do maestro Luiz Antônio Karam está na realização obtida com seus trabalhos: fazer o que se gosta é essencial para manter a disposição de viver, concordam os estudiosos do comportamento humano. “As pessoas não podem parar. Precisam produzir, se sentirem útil ainda e terem um objetivo, pois quando param e sentem que não servem mais para nada as doenças, como a depressão, aparecem. Já para as empresas, esse tipo de profissional é ótimo, pois tem experiência e vontade de trabalhar. Costuma fazer as coisas benfeitas e de um modo bem humorado”, reflete a educadora corporativa Ana Carolina Verdi. “Tenho uma agenda cheia que pretendo manter até onde conseguir e que me dá muito prazer em agradar e ajudar meus amigos. Além disso, ser amada e reconhecida pelo que faço é tudo de bom!”, admite Palmirinha.
Há quem diga, claro, que os mais idosos podem não ter a mesma disposição e não serem tão criativos. Tal afirmação pode ser verdade desde que se acredite em profecias autorrealizáveis, porque na prática não acontece isso, ao menos segundo estatísticas da Associação Americana de Aposentados, que conta com mais de 38 milhões de associados. As pessoas que tem idade avançada não encontram dificuldade em aprender coisas novas, segundo os estudos dessa associação. Embora possam levar mais tempo para assimilar novas informações, o empenho posto no estudo e a experiência acumulada reduzem os custos de treinamento. E a produtividade também não diminui com a idade. De acordo com a associação, a produtividade dos mais idosos pode até aumentar devido ao maior nível de precisão, dedicação, responsabilidade e capacidade de tomar decisões melhores.

Reciprocidade – No campo das novas ideias, os mais idosos podem mostrar serviço e, lado a lado com os jovens, dar uma valiosa contribuição. Segundo os pesquisadores norte-americanos, 80% das ideias mais viáveis relativas à produção são levantadas por funcionários com mais de 40 anos, cujo nível de inteligência – dependendo do grau de estudo, claro – pode ser o mesmo que o de trabalhadores mais jovens e escolarizados. E se os mais idosos podem ser mais propensos a certas doenças degenerativas naturais da idade, as estatísticas mostram que eles faltam menos ao trabalho por serem, normalmente, mais cuidadosos e menos sujeitos a acidentes. Nada, claro, contra os jovens que precisam de oportunidades e, afinal, aprender com os mais idosos a fazer as coisas benfeitas. Em resumo, o fato é que os mais jovens e os mais velhos têm muito a contribuir uns com os outros. “Apesar de estar na minha profissão há mais de 40 anos, procuro me atualizar com os mais jovens. Os programas de computador, por exemplo, são ferramentas que me ajudam muito”, admite o maestro Luiz Antônio Karam. “Uma mensagem que sempre passo para quem me assiste: não desistam de seus sonhos nunca, façam tudo com amor que vocês chegarão aonde querem”, aponta Palmirinha.

Por: Irene Paz






Fonte: FC ediçao 951-MAR 2015
Postado por: Família Cristã




Comentários

Enviado por: Leonídia Fátima Rodrigues Sant

Linda mensagem para o nosso dia a dia, nossa querida \"Vovó\" Palmirinha e o maestro Luiz Antonio Karam são verdadeiras fontes de amor e sabedoria.Parabéns Família Cristã.


Comente





Compartilhe este conteúdo:


Veja Também

Páscoa
Na Páscoa, é muito comum as famílias se reunirem para uma confraternização.
Ao sabor da abóbora
No Brasil, conforme os estados, a moranga é conhecida também como jerimum.
A fruta do mês
Para se alimentar melhor e ainda economizar, os nutricionistas orientam o consumo de frutas
Sabor mineiro
A arte culinária é uma das tradições mais significativas de Minas Gerais.
Viva o México!
O México possui uma gastronomia muito variada, com diferentes pratos típicos, doces e bebidas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo Final

Termos mais pesquisados

Busca avançada
Copyright © Pia Sociedade Filhas de São Paulo - Brasil - Direitos Reservados