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Data de publicação: 12/02/2016

  Atividades físicas e gincanas em família vão além do condicionamento físico, ajudando na educação, cumplicidade e integração de todos

Por: Nathan Xavier

As crianças de meados da década de 1960 gastavam 600 calorias a mais do que as de hoje, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso equivale a, aproximadamente, um pacote de biscoito, meia barra de chocolate ou quatro latas de refrigerante a menos. E elas não só gastavam mais calorias como comiam mais frutas e menos sal, gordura e açúcar presentes nos produtos industrializados. Mesmo com maior oferta e variedade de alimentos saudáveis, optamos por salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes em nome da praticidade, nos exercitamos pouco e ainda preferimos que as crianças fiquem no computador quietas. O impacto de uma alimentação excessivamente gordurosa poderia ser amenizado se todos, pais e filhos, fizessem atividades físicas regularmente.
Os benefícios físicos já são bem conhecidos, além de prevenir diversas doenças. Raphael Cutis, personal trainer e gestor de projetos esportivos, lembra que as crianças podem fazer exercícios desde o momento que nascem, caso não tenham nenhum impedimento médico. Há muitos bebês, por exemplo, que aos seis meses já fazem natação. Além de favorecer a saúde dos pequenos, atividade ainda garante uma maior aproximação dos pais, pois as aulas são realizadas junto com eles. “Se os pais têm um histórico de vida ativa, a tendência é que a criança desenvolva o interesse pela prática da atividade física, encontrando na família o estímulo essencial para uma vida mais saudável e harmoniosa, o que torna a família mais unida”, destaca Raphael.
Os exemplos confirmam, Marcos Ernesto Rodrigues Ascoly, 45 anos, sempre fez natação e futebol. A esposa, Ana Regina Ribeiro, 44, gostava de correr e, após uma cirurgia bariátrica, a necessidade de atividade física era vital para a manutenção do peso, logo, a corrida foi uma escolha natural. Com pai e mãe correndo, a filha Ellen, de 10 anos, pediu que a inscrevessem nas corridas. Hoje a família inteira se exercita junto. “Sem sombra de dúvidas nossa vida melhorou em vários aspectos. Temos mais energia e disposição para fazer as atividades diárias”, observa Ana Regina. E os benefícios vão além da saúde. “Nossa integração melhorou muito. É como se fizéssemos um passeio, uma ida ao cinema em família. É muito prazeroso”, completa.
Henrique, 8 anos, e Mariana, 6, não são atletas, mas até parecem. Os irmãos praticam salto em distância, arremesso de pelota, natação, tênis e corrida. A inspiração veio dos pais, Carlos Isonaka, que corre desde os 14, e a esposa, Miriam Fukuoka. Como sempre praticou atividade física, Miriam revela que nunca havia notado os benefícios para a saúde até que precisou parar de correr por compromissos profissionais, há três anos. “Ganhei peso e tive quatro sinusites. Já ia marcar a cirurgia quando o meu marido disse: ‘Miriam, você está mudando a ordem natural das coisas. Vai correr que resolve tudo!’”. Seguiu o conselho do marido e, além de perder o peso que ganhou, cancelou a cirurgia. “Faz mais de dois anos, e não tive sinusite. Meu marido estava certo!”. Além do condicionamento físico, Miriam relata: “Acredito que o esporte une nossa família. Meus filhos aprendem a respeitar o adversário, a perder, a trabalhar em equipe na prova de revezamento, a torcer pelo amigo que foi para a final, mesmo eles não indo, aprendem a ter disciplina porque devem seguir regras e a respeitar os mais velhos, pois é preciso ouvir os técnicos”.
Daniel Gomes iniciou no atletismo com 13 anos, mas, por não ter apoio dos pais, desistiu. Já com os próprios filhos, Daniel fez diferente: Angelo, 9 anos, e Isabelle, 7, correm desde os três anos, além da mãe, Célia. E a família sabe que o importante é estar junto: “Desde o início o intuito foi promover a união da família, pois todos participam até nos treinamentos. Talvez os meus filhos não despontem no esporte, mas com certeza terão base moral com valores sólidos pra enfrentar as adversidades que a vida moderna impõe”, afirma Daniel. Raphael Cutis ressalta essa importância: “Existe uma tendência ruim de os pais quererem se realizar nos filhos, colocando-os para praticar determinado esporte. O ideal é a família acompanhar a criança na modalidade da qual ela gosta naquela fase da vida. Se tempos depois ela quiser trocar, troque. Tudo no seu tempo”.

0 a 1 ano: Ofereça muitos brinquedos de cores variadas com sons. Ao começar a engatinhar, espalhe os brinquedos no chão para que a criança os alcance, não pegue para ela. Sugestão de esporte: natação.
1 a 5 anos: Incentive os movimentos naturais que a criança começará a fazer: corra, pule, dance junto, suba e desça escadas. Introduza aos poucos jogos simples, como pega-pega, seu mestre mandou, esconde-esconde e estátua. Sugestão: natação, atletismo, bicicleta, balé, judô.
6 a 11 anos: Esportes coletivos, de aventura e jogos complexos entram em cena. Sugestão: futebol, tênis, vôlei, basquete, remo. Gincanas são ótimas para pais e filhos: corrida de sacos, caça ao tesouro, carrinho de mão, amarelinha.
12 a 15 anos: A partir dos 12 anos o corpo da criança está preparado para desenvolver e aprimorar aptidões como força, equilíbrio e destreza e pode fazer todos os esportes que os pais fazem, desde que respeitando o limite dela.
A partir de 16 anos: Quanto mais diversa a atividade, melhor. A partir dessa idade são os filhos que “puxam” os pais, portanto, talvez seja o momento de dizer: filhos, respeitem o limite de seus pais.

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Fonte: Edição 961,janeiro de 2016
Postado por: Família Cristã




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